Seguidores

Mostrar mensagens com a etiqueta Cultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cultura. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 13 de julho de 2010

Para se tentar entender(?) a nossa missão. III

Citações sobre Economia
“Um dos grandes segredos da sabedoria económica é saber aquilo que se não sabe.” John  Galbraith (Economista)
“Economista: pessoa que traça planos para fazer alguma coisa com dinheiro alheio.” Noel Clarasó
“Logo que na ordem económica não haja um balanço exacto de forças, de produção, de salários, de trabalhos, de benefícios, de impostos, haverá uma aristocracia financeira, que cresce, reluz, engorda, incha, e ao mesmo tempo uma democracia de produtores que emagrece, definha e dissipa-se nos proletariados.” Eça de Queiroz
“Os economistas tinham sobretudo a obrigação de não nos andarem a calcular inflações e a taxa de juro e essas coisas, mas dizerem de que maneira é que nós podemos fazer avançar a gratuitidade da vida.” Agostinho da Silva
“A economia por si só é uma grande fonte de receitas.”  Séneca
“Se todos os economistas fossem postos lado a lado, nunca chegariam a uma conclusão.” Bernard  Shaw
 “Com bom regimento pode até o pouco bastar para muitos; sem ele, nem a poucos alcança o muito.” Padre Manuel Bernardes
“Sem economia, riquezas grandes não as há; e também, com ela, não há pobreza.” Séneca
“Como vos acho pobres de vida quando achais que a economia é a virtude por excelência!” Friedrich Nietzsche
A economia é uma virtude distributiva e consiste, não em poupar, mas em escolher. Edmund Burke
“A economia é extremamente útil como forma de emprego para os economistas.” John Galbraith (Economista)
Imagem daqui

A economia é uma ciência?

Uma das características de qualquer ciência é o uso do método científico e a habilidade de estabelecer hipóteses e fazer predições que possam ser testadas com dados empíricos, onde os resultados são passíveis de repetição e demonstráveis para outros, quando as mesmas condições estão presentes. Num certo número de áreas aplicadas, em economia têm sido conduzidas experiências: o que inclui os sub-campos da economia experimental e comportamento do consumidor, focados na experimentação, usando sujeitos humanos; e o sub-campo da econometria, focada em testar hipóteses, quando os dados estatísticos não são gerados em experiências controladas. No entanto, de forma parecida com o que se dá noutras ciências sociais, pode ser difícil para os economistas conduzirem certas experiências formais, devido a questões práticas e morais, envolvendo sujeitos humanos.
O status das ciências sociais, como ciências empíricas,  ou mesmo ciência, tem sido objecto de discussão desde o século XX. Alguns filósofos e cientistas, notavelmente Karl Popper, têm afirmado que nenhuma hipótese, proposição ou teoria empírica, pode ser considerada científica, se nenhuma observação puder ser feita que possa contradizê-la, insistindo numa falseabilidade estrita. Os críticos alegam que a economia não pode sempre atingir a falseabilidade popperiana, mas há economistas que apontam os muitos exemplos de experiências controladas, que fazem exactamente isso, apesar de conduzidos em laboratório.
Enquanto a economia tem produzido teorias que se correlacionam com a observação do comportamento na sociedade, a economia não gera leis naturais ou constantes universais, devido à sua dependência de argumentos não-físicos. Isso tem levado alguns críticos a argumentar que a economia não é uma ciência. Em geral, os economistas respondem que, enquanto esse aspecto apresenta sérias dificuldades, eles de facto testam as suas hipóteses, usando métodos estatísticos, como a econometria e dados gerados no mundo real.  O campo da economia experimental tem feito esforços para testar pelo menos algumas das predições de teorias económicas em ambientes simulados em laboratório – um esforço que rendeu a Vernon Smith e Daniel Kahneman o Prémio Nobel em Economia em 2002.
Apesar de a maneira convencional de conectar um modelo económico com o mundo seja através da análise econométrica, a professora e economista Deirdre McCloskey, através da crítica McCloskey, cita muitos exemplos em que professores de econometria usaram os mesmos dados para tanto provar e negar a aplicabilidade das conclusões de um modelo. Ela argumenta que muito dos esforços dispendidos por economistas em equações analíticas é essencialmente um esforço desperdiçado (posição seguida por economistas brasileiros como Pérsio Arida).  Os econometristas têm respondido que essa é uma objecção para qualquer ciência, não apenas para a economia. Críticos da crítica de McCloskey replicam dizendo que, entre outras coisas, ela ignora exemplos em que a análise económica é conclusiva e que as suas afirmações são ilógicas.  No entanto, os cientistas físicos geralmente são capazes de demonstrar que a complexidade das equações envolvidas no seu trabalho espelha a complexidade dos fenómenos em estudo. As complexas equações em economia parecem funcionar mais como um disfarce para a falta de evidência empírica e para o fracasso em considerar apropriadamente os factores psicológicos que interferem nos fenómenos estudados.
O filósofo e ganhador do Prémio Nobel Friedrich Hayek achava que a economia era uma ciência social, mas argumentava que, a propensão para imitar os métodos e procedimentos das ciências físicas na economia, leva ao erro e seria decididamente não-científica, uma vez que envolve uma aplicação mecânica e não-crítica dos hábitos de pensamento às áreas distintas daquelas em que foram formados.
A economia já foi chamada humorosamente de a "ciência sombria".  Apesar de a verdadeira origem dessa designação do século XIX seja controversa, ela conseguiu firmar-se como um nome depreciativo para a economia.
Origem: Wikipédia
Foto daqui

segunda-feira, 12 de julho de 2010

(O mendigo Sexta-Feira, jogando no Mundial)

(...) O que me inveja não são esses jovens, esses "fintabolistas", todos cheios de vigor. O que eu invejo doutor, é quando o jogador cai no chão e se enrola e rebola a exibir bem alto as suas queixas.
A dor dele faz parar o mundo. Um mundo cheio de dores verdadeiras pára perante a dor falsa de um futebolista. As minhas mágoas que são tantas e tão verdadeiras e nenhum árbitro manda parar a vida para me atender, reboladinho que estou por dentro, rasteirado que fui pelos outros. Se a vida fosse um relvado, quantos penaltis eu já tinha marcado contra o destino? (...)
Mia Couto, in “O fio das Missangas”

Para se tentar entender(?) a nossa missão. I

Conceito de Economia
Segundo Paul A. Samuelson e William D. Nordhaus, a economia pode ser definida como “a ciência que estuda a forma como as sociedades utilizam os recursos escassos para produzir bens com valor e de como os distribuem entre os vários indivíduos”. Nesta definição estão implícitas duas questões fundamentais para a compreensão da economia enquanto ciência: por um lado a ideia de que os bens são escassos, ou seja, não existem em quantidade suficiente para satisfazer plenamente todas as necessidades e desejos humanos; por outro lado a ideia de que a sociedade deve utilizar os recursos de que dispõe de uma forma eficiente, ou seja, deve procurar formas de utilizar os seus recursos de forma a maximizar a satisfação das suas necessidades.
Objecto de Estudo da Ciência Económica
Dito por outras palavras, a economia procura responder a três questões, as quais constituem os três problemas de qualquer organização económica: o quê, como e para quem:
- O que produzir e em que quantidades? Quais os produtos e serviços deverão ser produzidos de forma a satisfazerem da melhor forma possível as necessidades da sociedade?
- Como devem os bens ser produzidos? Que tecnologias e métodos de produção utilizar? Que matérias-primas deverão ser utilizados para produzir determinado produto? Como maximizar a produção tendo em conta os recursos disponíveis?
- Para quem são os bens produzidos? Como repartir pelos diferentes agentes económicos os rendimentos disponíveis? Quem deverá ganhar mais e quem deverá ganhar menos?
 Sistemas de Organização Económica
Da forma como as sociedades respondem as estas três questões resultam diferentes sistemas de organização económica - nos dois extremos podemos distinguir duas formas de organização económica alternativas:
Economias centralizadas ou de direcção central - neste tipo de economias as principais decisões quanto ao quê, ao como e ao para quem devem ser produzidos os bens são tomadas pelo Estado;
Economias de mercado - nestas economias é o próprio mercado (composto por quem oferece e por quem procura os bens) que decide a resposta às três questões que constituem os problemas de qualquer organização económica.
Contudo, na verdade não existem actualmente sociedades que se encaixem em nenhum dos dois casos extremos expostos. De facto, todas as sociedades actuais estão organizadas em economias mistas, na medida em que contêm características, quer das economias de mercado, quer das economias de direcção central. Nas economias ocidentais, por exemplo, é o mercado que determina o quê, o como e o para quem produzir, mas os Estados desempenham papéis importantes, como sejam a supervisão e regulamentação das actividades económicas, a oferta de bens públicos ou a repartição dos rendimentos pelos agentes económicos.
Texto daqui
Imagem daqui

XXXII Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim

Programa
Dia 13 - Recital de Éric Le Sage, inteiramente dedicado a Robert. O pianista francês interpretará, no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim, a Humoresque op. 20, os Estudos Sinfónicos e ainda Blumenstücke op. 19 e Três Romances op. 28.
Dia 14 - Estreia em Portugal do Stile Antico, agrupamento vocal britânico, que apresenta em concerto, na Igreja Matriz da Póvoa de Varzim, a Missa “In illo tempore” de Claudio Monteverdi.
Dia15 - No Museu Municipal da Póvoa de Varzim, o Quarteto Verazin – jovem agrupamento residente do FIMPV –, toca Haydn e Beethoven (quartetos op. 20 nº 2 e op. 59 nº 1, respectivamente).
Master class de Miguel Rocha (violoncelo) decorrerá entre 15 e 17 de Julho.
Dia16 -A Capilla Flamenca actua pela primeira vez no FIMPV. O programa “Canticum Canticorum será concretizado na Igreja Românica de S. Pedro de Rates.
Dia 17 - A pianista brasileira Cristina Ortiz homenageia Chopin com a apresentação da integral das Baladas e dos Scherzi.
Master class de Cristina Ortiz (piano).
Dia 19 - O Fine Arts Quartet interpretará música de Haydn (Quarteto op. 77 nº 1), Shostakovich (Quarteto nº 7) e César Franck (Quinteto com piano). Nesta última obra, o piano estará a cargo de Cristina Ortiz.
Dia 21 - Concerto por Les Basses Réunies.
Dia 23 - Orquestra Sinfónica da Póvoa de Varzim .
Dia 24 -  Sond’Ar-te Electric Ensemble.
Dia 25 - Recital de Pierre Hantaï e Amandine Beyer.
Mais informações, incluindo reserva de bilhetes e boletins de inscrição nas master classes, no portal www.cm-pvarzim.pt/go/festivalinternacionalmusica
Imagem daqui

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Carvalho Dias deu uma lição sobre Património e Globalização

“Tudo pertence à mesma família. Todos somos irmãos. Todos somos iguais”. Esta foi a mensagem transmitida por Carlos Carvalho Dias na conferência “Património e globalização na transição da Monarquia para a República” que decorreu ontem à noite, no Arquivo Municipal.
Luís Diamantino, Vereador do Pelouro da Cultura, realçou a sensibilidade extrema de Carvalho Dias que deu uma “lição sobre globalização e defesa do nosso património” para além de ter revelado um “conhecimento intrínseco da literatura”. “Aprendi muitas coisas hoje” confessou o Vereador que apesar de se considerar uma pessoa optimista prevê um mau futuro no que se refere à preservação do património. Luís Diamantino afirmou que “é importante reconhecermos aquilo que temos, mas muito mais importante é mantê-lo”. Há pequenos tesouros que temos que preservar mas esses espaços são alvo de vandalismo e cada vez se torna mais complicada a sua conservação neste mundo insensato, acrescentou o autarca.
Carvalho Dias informou sobre a classificação do património na Póvoa de Varzim sendo que o primeiro monumento identificado foi a Igreja de S. Pedro de Rates em Março de 1881 e o Aqueduto de Santa Clara (este, classificado em Vila do Conde). Em Junho de 1910 foi reconhecido o Pelourinho da Póvoa de Varzim e confirmada a classificação de S. Pedro de Rates e do Aqueduto, ambos como "Monumento Nacional" (M.N.). Em 1933, o Pelourinho de Rates é considerado "Imóvel de Interesse Público" (I.I.P.), estatuto reconhecido à Fortaleza da Póvoa de Varzim em 1960 e após um ano à Cividade de Terroso.
Em 1974, foram classificados a Igreja de Nossa Senhora das Dores (I.I.P.) e o Edifício da Câmara Municipal (I.I.P.) e em 1977, o Conjunto Urbano do Passeio Alegre (I.I.P.) e a Igreja Matriz da Póvoa de Varzim (I.I.P.) e os Antigos Paços do Concelho, como "Imóvel de Valor Concelhio" (V.C.). O Solar dos Carneiros foi também identificado como Imóvel de Interesse Público, em 1986.
Nas considerações que teceu sobre os dois conceitos de Património e Globalização, Carvalho Dias mostrou que há uma grande relação entre ambos: “Todos somos património mundial”, referiu o arquitecto que informou que a necessidade de preservação do património não é uma questão recente revelando que no século XIX o património passou a ser reconhecido como sendo um assunto respeitante a toda humanidade.
O arquitecto apontou alguns aspectos positivos e negativos da globalização, relatando alguns episódios pessoais vividos em diferentes lugares do mundo e emoções sentidas perante as diversas experiências. “No meu entender a globalização sempre existiu”, aferiu.
Texto e foto daqui

Albert Camus

Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro.
Albert Camus

terça-feira, 6 de julho de 2010

Se não tens pão, dá-lhes música…

Concurso «Música contra a pobreza»
A Comissão Europeia lançou o concurso europeu de música, convidando jovens europeus entre os 15 e os 25 anos a compor canções de apoio à luta contra a pobreza no mundo. Cada participante criará uma canção original sobre o tema geral do desenvolvimento, nomeadamente os oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Os vencedores - seleccionados por votação em linha e por um júri de profissionais da música – ganham a gravação da sua canção num estúdio profissional e terão oportunidade de actuar durante as Jornadas Europeias do Desenvolvimento que se realizam em Dezembro de 2010 em Bruxelas. O concurso de música faz parte da campanha «Eu luto contra a pobreza», que visa sensibilizar os jovens para a acção da UE no domínio da cooperação para o desenvolvimento.
Texto completo aqui
Imagem daqui

Património e Globalização

No dia 8 de Julho, quinta-feira, às 21h30, realiza-se, no Arquivo Municipal, uma conferência intitulada “Património e globalização na transição da Monarquia para a República”, proferida por Arquitecto Carlos Carvalho Dias.
Justificando o título dado à conferência, o arquitecto informa que “serão feitas ligeiras considerações sobre os dois conceitos de Património e Globalização, que pretendo demonstrar estarem mais relacionados um com o outro do que normalmente se poderá julgar”.
Carvalho Dias adiantou ainda que irá reportar-se à importância dada ao Património, quer a nível universal, quer nacional e, “a respeito de ambos estes níveis, serão feitas referências concretas, incidindo mormente nos últimos tempos da Monarquia e nos primeiros da República - com passagem pelo Estado Novo e pela actual Democracia. O que mudou - ou não mudou”.
O arquitecto falará também do caso particular da Póvoa de Varzim, e o quase ostracismo a que, por vezes, quase parece ter sido votada.
Do site da CMPV

domingo, 4 de julho de 2010

32º Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim

Com a conferência “As Músicas da República” a proferir por Rui Vieira Nery, inaugura-se já na próxima Sexta-feira, 9 de Julho, às 21h45 (Auditório Municipal), a 32ª edição do FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DA PÓVOA DE VARZIM. O ilustre musicólogo abordará a transição para o Modernismo musical, da década final do século XIX à primeira do XX, da vida musical na I República, propriamente dita, e da transição para a estética do Estado Novo, no início dos anos 30.
O Festival encerrará a 31 de Julho, após 15 recitais e concertos de música a solo, de câmara e sinfónica, da Idade Média ao século XXI.
Dentre as diversas manifestações paralelas, de salientar as master classes de Cristina Ortiz (piano), Fine Arts Quartet (música de câmara), Miguel Rocha (violoncelo), António Salgado (canto) e Marcel Ponseele (oboé barroco e moderno).
Mais informações, incluindo reserva de bilhetes e boletins de inscrição nas master classes, no portal:
www.cm-pvarzim.pt/go/festivalinternacionalmusica

sexta-feira, 2 de julho de 2010

“Na Maré da República” - Artur Santos Silva

No dia 5 de Julho, segunda-feira, às 22h00, irá realizar-se, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a segunda conferência sobre os “Cem Anos da República” que terá como orador Artur Santos Silva, Presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.
A iniciativa integra-se num Ciclo de Conferências organizado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e pelo “O Comércio da Póvoa de Varzim” que teve início no passado dia 15 com Mário Soares e termina a 5 de Outubro com João Marques. Estão ainda previstas conferências a 20 de Julho e 13 de Setembro com Miguel Veiga e António Nóvoa, respectivamente.
No sítio das Comemorações está disponível informação sobre as Comemorações.

"Figuras da Cor" de Marcel Saint-Pierre, na Biblioteca Municipal

A exposição está patente até 9 de Julho
As pinturas de Saint-Pierre são tanto abstractas como figurativas, reconciliando o fazer e o saber, o acaso e o cálculo. Poderia chamar-se à sua pintura de pintura analítica, pois ela é a prova de um trabalho de análise sobre ela própria, sobre as suas condições materiais. Pois a pintura é sobretudo matéria, mas uma matéria que possui um sentido materialista (não essencialista ou idealista).
A exposição “Figuras da Cor”, partindo da mesma estratégia, reflecte esta nova fase técnica e empreendimento teórico. Os quadros expostos são o traço ou rasto desta matéria pictórica, o pigmento em si próprio. As obras são tecnicamente formadas a partir de uma impressão retrabalhada sobre uma folha de plástico e transferida no final para uma tela, impressão extremamente fina como a nossa própria pele. De facto, estamos no domínio de uma abstracção, mas esta impressão esconde secretamente, e por um outro lado afirma em transparência, as preocupações relativas às questões de ordem social ou evocativas de várias temáticas: música, cinema, etc. Por exemplo, “El Deserto Rosso”, apresentada em 2009 na exposição “Histórias do Cinema”, refere-se ao filme de M. Antonioni. As telas mais recentes adoptam a forma oval de um escudo de defesa relativa aos raios infravermelhos ou ultravioletas. As pinturas de Saint-Pierre contêm sugestões figurativas que não podem existir fora da contaminação das matérias pictóricas. É da articulação de todos estes elementos (matéria e sentido cultural) que surge algo que eu designaria como sendo o sistema significante de Marcel Saint-Pierre”.   
Marcel Saint-Pierre é natural do Canadá e nasceu em 1944. Formou-se em Pintura na Escola de Belas Artes de Montréal. As suas telas foram exibidas em várias exposições colectivas e individuais no Québec, Toronto, Paris, Nimes e Nova Iorque. Fundador da revista literária «La Barre du Jour», tem ainda vários poemas seus publicados. Paralelamente, foi professor de Artes Visuais e de Historia da Arte na Universidade do Québec em Montréal.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Festival Internacional de Música dá ritmo ao mês de Julho

A 32ª edição do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim decorre entre 9 e 31 de Julho, contando mais uma vez com a presença de ilustres solistas e agrupamentos internacionais, abarcando um largo espectro histórico, da Idade Média ao século XXI.
As diferentes iniciativas que integram o programa do evento irão decorrer nas Igrejas Matriz, Lapa e S. Pedro de Rates, no espaço cultural Diana Bar, no Auditório Municipal e no Museu Municipal onde o público do festival será brindado com música vocal e instrumental de 80 compositores, entre os quais 15 portugueses (sete obras inéditas). Foram convidados 120 intérpretes: 80 portugueses e os restantes provenientes de Espanha, Marrocos, Grécia, França, Reino-Unido, Brasil, Bélgica, Israel, Estados Unidos e Japão.
Em estreia absoluta, serão apresentadas duas obras dos jovens compositores Carlos Filipe Cruz e Gonçalo Gato, a par das obras seleccionadas pelo júri do 5º Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim presidido pelo compositor Pedro Amaral, de quem também será estreada em Portugal a obra “Densités”: obras de Dinis Silva e Nuno Figueiredo, na modalidade “música orquestral”, e Igor Silva e [ka’mi], na modalidade “música de câmara”.

domingo, 20 de junho de 2010

Ministra da Cultura sublinha o contributo de Saramago na divulgação da língua portuguesa

Gabriela Canavilhas recordou obras e personagens criadas pelo escritor, para sublinhar a grandeza e a genialidade de Saramago.

Poema à boca fechada – José Saramago

Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.  
Calado estou, calado ficarei,  
Pois que a língua que falo é de outra raça. 

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,  
Ácidas mágoas em limos transformadas,  
Vaza de fundo em que há raízes tortas.  

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,  
Palavras que não digam quanto sei 
Neste retiro em que me não conhecem.  

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas, 
Nem só animais bóiam, mortos, medos,  
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam 
No negro poço de onde sobem dedos.  

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,  
Que quem se cala quando me calei 
Não poderá morrer sem dizer tudo.

José SaramagoIn OS POEMAS POSSÍVEIS, Editorial CAMINHO

Foto daqui

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A reunião e visita ao Museu Municipal

A Directora do Museu, Dra. Deolinda Carneiro  e o Dr. José Flores (Arqueólogo) foram reconhecidos pelo .C. da Póvoa de Varzim como os Profissionais do Ano, em 2005/06 e tiveram a disponibilidade e a gentileza de participarem na nossa reunião e de nos conduzirem numa viagem do tempo, de há 200.000 anos atrás, até à realidade de hoje, crise inclusive.
Aqui fica o registo fotográfico, para que conste. As peças, quem quiser, podem vê-las ao vivo, todos os dias, excepto à 2ª feira.

Os anfitriões
 
                Dra. Deolinda Carneiro       Dr. José Flores
Na Saudação à Bandeiras (da esq. para a dir.)  Comp. Jorge Caimoto, Dra. deolinda Carneiro - Directora do Museu, Comp. Calisto Duarte, Manuel Craveiro e Filomena Lordelo (Rotaractista)
A Mesa Principal
 O momento do Protocolo
A assistência
O Comp. António Leite no momento das Actualidades e Comunicações
A visita guiada, pela Dra. Deolinda Carneiro - Directora
A visita guiada pelo Dr. José Flores - Arqueólogo
A visita guiada a duas vozes
The End

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Reunião do dia 18, no Museu Municipal - "Dia Internacional dos Museus"

Porque o edifício sofreu uma ampliação,  uma remodelação e uma reorganização espacial e expositória, e porque nem todos conhecemos o "novo" museu, justifica-se a visita guiada e o reconhecimento a quem já reconhecemos profissionalmente, concretamente a Dra. Deolinda Carneiro (Directora do Museu) e o Dr. José Flores (Arqueólogo), num dia muito especial para eles, o "Dia Internacional dos Museus".
O Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim é um museu de vocação marítima e etnográfica na Póvoa de Varzim em Portugal. O museu encontra-se numa antiga casa brasonada denominada Solar dos Carneiros. Foi residência do Visconde de Azevedo.
É um edifício do século XVII e tornou-se museu em 1937. Dos mais antigos museus etnográficos em Portugal, destaca-se no acervo do museu a mostra "Siglas Poveiras" que mereceu o prémio "European Museum of The Year Award" de 1980. Contudo, possuiu também arte sacra da primitiva igreja matriz (século XVI), colecção de fianças (séculos XVI ao XIX) e peças arqueológicas como as inscrições romanas de Beiriz.
O museu tem dois pólos junto a espaços históricos:

§  Pólo Museológico de São Pedro de Rates - dedica-se à divulgação da história, lenda e arte em redor da Igreja Românica de São Pedro de Rates

§  Pólo Museológico da Cividade de Terroso - serve para apresentação do espaço da Cividade de Terroso.
Texto da Wikipédia