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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Senioridade e Velhice na Mudança Social

Conferência proferida pelo Professor Doutor Salvato Trigo na Sessão Solene de Abertura do Ano Letivo da Universidade Sénior da Póvoa de Varzim



SENIORIDADE E VELHICE NA MUDANÇA SOCIAL
Lúcio Séneca, nas suas Cartas, aborda a velhice e a brevidade da vida. O nosso Padre António Vieira também o fez nos seus Sermões, especialmente, o da Quarta-feira da Quaresma. É, pois, bem antigo o assunto da velhice, mas este conceito tem o relativismo próprio de quem o observa. Florbela Espanca, a poeta alentejana, fá-lo no dramatismo do seu dizer poético, prenunciador da tragédia da sua fugaz e intensa vida.
Porque estamos na Universidade Sénior “Florbela Espanca”, invoquemos essa alentejana no dramatismo do seu dizer poético prenunciador da tragédia de sua fugaz e intensa vida.
Citemos o soneto “Velhinha”:
“Se os que me viram já cheia de graça,
Olharem bem de frente para mim,
Talvez, cheios de dor, digam assim:
«Já é velha! Como o tempo passa!»

Não sei rir e cantar por mais que faça!
Ó minhas mãos talhadas em marfim,
Deixem esse fio de oiro que esvoaça!
Deixem correr a vida até ao fim!

Tenho vinte e três anos! Sou velhinha!
Tenho cabelos brancos e sou crente…
Já murmuro orações…falo sozinha…

E o bando cor-de-rosa dos carinhos
Que tu me fazes, olho-os indulgente,
Como se fosse um bando de netinhos…”
Estranho certamente nos parecerá que a voz poética se afirme velhinha nos seus vinte e três anos, todavia já marcados pelos sinais do tempo invernal da vida, como diria Hipócrates, que associava a velhice ao Inverno e à idade de 56 anos.
Aristóteles, mais radical, achava que a velhice começava aos 50 anos, enquanto Santo Agostinho, mais generoso, via-a apenas aos 60 anos e, no séc. VI, um discípulo deste, Isadoro de Sevilha, concedia que a velhice só se iniciava aos 70 anos.
Florbela Espanca olhava-se velhinha já aos vinte e três anos, o que conjugado com as opiniões filosóficas anteriores poderá sustentar, desde já, a nossa conclusão de que a velhice não é aionicamente ou evicamente fixada, isto é, não existe uma idade fixa para se proclamar a vetustez.
Escutemos, entretanto, mais um poeta, também ele cantor do tempo que deixa marcas em nós. Refiro-me a Rui Knopfli, poeta luso-moçambicano que embalou seus ritmos nas monçanas águas do Índico.
Assim cantava Knopfli, no seu poema “O Velho”:
“Não envelheço. Torno-me antigo.
O Velho sempre viveu em mim,
sempre o pressenti no olhar
magoado demorando-se nas coisas,
em certa lentidão não premeditada
dos gestos e nas lembranças confusas
de uma outra recuada idade.
Sempre aflorou na mão e na estima
triste que se estende aos amigos,
na aresta de desconsolo que espreita
as minhas horas de amor.
O Velho sempre viveu em mim.
Eis que, enfim, o reboco
se lhe começa a assemelhar.”
Retenhamos a metáfora do reboco a assemelhar-se à velhice que transparece, para invocarmos Espinosa que definia o corpo, em sua obra Ética-Parte I, deste modo: “Um corpo é um pedaço de natureza cuja fronteira é a pele.”
Mas a pele, diz a sabedoria da oratura africana, “é só o embrulho da alma”, por isso ela esconde tantas vezes dimensões espirituais e humanas, imperscrutáveis à sensorialidade visual.
Há, como se vê, um semantema comum entre Espinosa e a sageza negra, na justa medida em que algumas outras proposições da Ética consideram a indissociabilidade do corpo e da mente.
A proposição n.º 15, por exemplo, afirma que “A mente humana é capaz de perceber um grande número de coisas, e fá-lo na proporção em que o seu corpo é capaz de receber um grande número de impressões.”
E, na proposição n.º 22, Espinosa acentua ainda mais a função da mente: “A mente humana percebe não só as modificações do corpo, mas também as ideias de tais modificações.”
Ao considerar indissociável o corpo da mente e esta, a um tempo, mortal como aquele e, todavia, eterna, não na acepção temporal da eternidade ou dum tempo sem tempo, mas somente na dimensão de substância, Espinosa permite-nos compreender melhor a ideia de que a velhice do corpo não é concomitante da velhice da mente.
Aqui introduziríamos, portanto, a distinção necessária entre senioridade e velhice, isto é, a diferença entre o amadurecimento psíquico ou mental (senioridade) e o definhamento biológico (velhice), em que a pele, como fronteira do corpo, nos revela as marcas temporais da idade do enrugamento que o saber da experiência feito sulcou, ao mesmo tempo que nos aconchegamos numa liberdade interior que a memória nos permite degustar.
A senioridade, como escrevia Knopfli, torna-nos antigos, mas não forçosamente velhos. Antigos, porque já nos foi possível tornar o futuro em passado, isto é, já vivemos factos, situações, espaços e tempos que nos ajudam a relativizar a importância, o interesse e o valor das coisas.
A senioridade suplanta em nós a juventude ou a verdura e imaturidade na relação com os outros, na vivência no nosso habitus, como queria Bourdieu. Ser sénior é ser senhor, é assenhorear-se do tempo e da relação existencial com os outros a quem se dá segurança pelo modo como se olha para o mundo. Um modo tranquilo e demorado de ver, uma “lentidão não premeditada nos gestos e nas lembranças confusas / de uma outra recuada idade”, como Knopfli poetava, tenha sido essa idade real ou imaginada como projecção de nós.
A senioridade conduz-nos à senescência (senescĕre do verbo senĕre = estar ou ser velho) como pórtico de uma nova idade em que a veterania assoma, apresentando-nos à velhice, como o último ciclo da vida que nos prepara para o rito de passagem de cá para lá, para que outra vida possa vir de lá para cá.
É aquele rito de passagem que Platão tão bem glosou no diálogo Fédon ou da imortalidade da alma, no qual realça a importância decisiva da morte para a vida, tal como os povos Etruscos já a entendiam ao cunharem o conceito de munthus, espécie de túnel por onde se vem do além, do não existente, para o aquém, para o existente, assim se justificando a vida com a expressão “dar à luz”. Se se vem à luz, é porque se parte das trevas, ou seja, a vida é extraída da morte, em acto do mais puro naturismo em que toda a semente só frutifica depois de morrer, depois de sepultada ou enterrada.
Esse conceito etrusco do munthus originou o latino mundus, donde tiramos o nosso termo mundo, como significando o lugar onde se existe, onde tudo existe. Por isso, também dizemos “vir ao mundo”, para cumprirmos o ciclo vital na roda incessante do tempo como o intervalo entre o antes e o depois.
É nesta compreensão do tempo que cada um constrói a sua senioridade, porque esta é, de facto, uma construção pessoal, individual, em que a nossa casa da vida é feita de materiais mais ou menos nobres, mais ou menos duradouros, em função do capital de cultura que soubermos aforrar para investir no momento certo.
A velhice, essa, é uma construção social, hoje transformada numa instância de germinação dos discursos políticos e de civilização de comportamentos, infelizmente tão distante da nossa própria matriz civilizacional, seja ela a greco-latina seja a judeo-cristã. Nesta, todos nos recordamos da função dos patriarcas; naquela, sabemos bem do papel dos anciãos e dos senadores.
Foram matrizes em que a velhice era venerável e politicamente considerada como estádio superior da existência humana e, como tal, almejável. Em que a velhice era estruturante da organização social, depositária não só da autoridade pública que o viver mais e, portanto, o saber mais lhe conferiam, mas também dum estatuto não apenas de referência outrossim de interpretante do futuro.
É nesta acepção de interpretante do futuro que vemos investida a célebre figura do Velho do Restelo que Camões consagrou na nossa própria tradição histórico-cultural:
“Mas um velho, de aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pausada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
Cum saber só de experiência feito,
Tais palavras tirou do experto peito.”
O Velho do Restelo, todavia, não foi escutado e as naus do Gama lá seguiram para Calecute, assim iniciando temerariamente uma história trágico-marítima cheia de “fumos da Índia”, como chamou Afonso de Albuquerque ao nevoeiro de riquezas que toldou a visão ao rei D. Manuel I, a partir de cujo reinado, Portugal começou definitivamente a entristecer, ao mesmo tempo que “o Velho do Restelo” se transformava na metáfora da nossa fatalidade de desvalorizar a sabedoria daqueles que já viveram o futuro que é agora o presente dos jovens.
Com o Velho do Restelo tão enquistado na retórica política, não nos apercebemos da degradação semântica que a noção concreta de idade trouxe ao conceito nobre de velhice.
Tal degradação inicia-se de forma mais avassaladora quando, em França no séc. XVI, a idade passa e ser critério de classificação. Isso ocorreu, porque se começou a registar civilmente os nascimentos que, antes, eram somente objecto de registo paroquial.
A partir de então, as pessoas começam a ter idade civil e a existência condicionada, física e psicologicamente, por um calendário e não mais pelas estações do ano e pelos eventos vários da Natureza ou da vida social que as integrava.
Dir-se-ia, regressando a Espinosa, que se separava, por via disso, a mente do corpo, deixando esta de constituir uma única substância contida numa forma acidentalmente mutável.
Era-se velho, porque se havia atingido ou ultrapassado a idade convencionada para o início da velhice. E, todavia, tudo isto era alegoricamente contrariado pelo Velho Testamento e pelos seus livros do Genesis e do Exodus, em que os patriarcas e, desde logo, Moisés viviam centenas de anos fecundos.
E, no entretanto, hoje, cada vez mais olvidados dessas leituras genesíacas, hipervalorizamos a velhice dos objectos e hipovalorizamos a das pessoas. Àquela conferimos a prestabilidade da decoração invidiosa ou de ostentação social; a esta, à velhice das pessoas, vemo-la como imprestável e socialmente pesada e esconsa.
É esta tecnologia da inversão dos valores que nos vai diminuindo em humanidade e nos torna culturalmente mais pobres, transformando a velhice quase exclusivamente numa questão de Estado, não para dela beneficiar do seu conhecimento e das suas competências, antes, para a tratar como um ónus para a sociedade e permitir que sobre ela se tenha estereotipado o discurso político.
Essa estereotipia começou, porém, no séc. XVII, como se comprova pela simples consulta do dicionário de Richelet. Aí se diferencia a “ velhice masculina” e a “velhice feminina”, sendo que a velhice dos homens é positivamente valorada por atributos morais e a das mulheres, pejorativamente pelos aspectos físicos.
Richelet, entretanto, considerava que quer a mulher quer o homem são velhos depois dos 40 anos e até aos 70 anos, mas enquanto os homens são agradáveis na sua velhice, as mulheres tornavam-se “fastidiosas, encarquilhadas, barulhentas”.
Indiferente ao dicionário de Richelet, o chanceler Bismark, em 1886, estabeleceu na Europa a reforma aos 65 anos, dando, assim, início a uma cultura social aiônica ou évica, em que a idade acabou por ser violentadora da nossa relação com os outros e, portanto, geradora de estereótipos discursivos ou de linguagem.
Para vermos como a linguagem pode ser traiçoeira em estereótipos da velhice, bastará pensarmos na distorção que alguns fazem ao ligarem, por falsa etimologia, a palavra “velho” (do lat. vetulus) à palavra “velhaco”.
Na aparência gráfico-fonética, parecerá aos incautos que existe algum parentesco entre velho e velhaco, quando, em rigor filológico, velhaco pensa-se que radique no celta *bakallakos (pastor, camponês), derivando daí também o francês bachelier “bacharel”; antes, “jovem que ainda não é cavalheiro”.
Nesta acepção semântica, existe, como se vê, uma antonímia entre “jovem” e “cavalheiro”; vale dizer que o cavalheirismo é uma daquelas dimensões da senioridade, porque construção de nós próprios, que nos torna mais estimados na velhice, aquela idade em que, nas sociedades hierarquizadas, se ganha o estatuto gerontocrático ou do poder dos mais idosos.
Mas esse poder não se determina por qualquer manifestação democrática, antes se conquista pelo respeito e pela autoridade que os menos idosos reconhecem a quem a “universidade da vida” formou pelo trabalho honesto e dedicado, por exemplo, à ética ou aos valores individuais de comportamentos solidários.
É poder que os povos de Bambara, na África ocidental, traduzem eloquentemente no aforismo: “Em África, quando morre um velho, enterra-se uma biblioteca!” Fica-se, portanto, mais pobre.
E entre nós: não haverá, antes, mera reacção de alívio, de desoneração da voz do sentimento ofuscado pelo racionalismo egoísta? Que aproveita, hoje, a nossa sociedade do saber de experiência feito, como cantava Camões, daqueles que têm na memória dos tempos os registos do que vale e do que não vale a pena viver?
E ao mesmo tempo que têm a memória do passado, umas vezes saudosa, outras revoltada, também têm alguns deles a memória do futuro desejado para os netos, para quem os avós deveriam voltar a ser mais avós e menos amas, mais pedagogos (no sentido etimológico da palavra grega de orientador de crianças) e interventivos na construção da personalidade e do carácter que, moldados na primeira infância com rigor, gerarão necessariamente cidadãos mais conscientes da função que devem ter na mudança social e na transformação positiva da sociedade onde nos cabe viver.
Olhar para os avós na perspectiva de que a sua denominação carinhosa significa aqueles que vieram antes e que receberam de trás os ensinamentos e valores de vida a que chamamos vulgarmente “tradição” (trahěre> traditio), isto é, aquilo que transportamos connosco do passado para antecipar o futuro, ligando as duas dimensões do tempo (esta, fictiva; aquela, factual) em que se sustenta a moral, ou seja, o respeito pelos bons costumes, sendo destes o mais sublime o mandamento maior da nossa humanidade cristã: amar o próximo como a si mesmo, depois de honrar o pai e a mãe!
Só assim, na vivência plena da liberdade para amar e ser amado, sem a coisificação do amor, antes no respeito pela idiossincrasia do outro, que é sempre um outro e nunca a metade dum nós, porque não há caras-metades, naquele sentido em que ou se tem a cara toda que é a nossa ou não se tem e, então, é-se descarado, só assim, sem anulação do outro por um eu possessivo, como se a pessoa fosse um objecto que se tem para uso exclusivo ou para vantajosa transacção, só assim, poderemos ajudar com a nossa senioridade e velhice tranquilas à mudança social que urge ser feita, para que viver em sociedade não seja, como às vezes parece, punição do criador, antes, a fruição do intervalo que nos coube para existirmos.
Se antes não puderam fruir tanto e tão bem o vosso intervalo existencial, aproveitem agora este tempo de universidade sénior para franquearem a fronteira do pedaço da natureza que é o corpo, na já vista acepção da ética de Espinosa, deixando que por essa raia, que é a pele, se liberte a vossa espiritualidade, o lado de dentro do vosso eu, que, certamente, envolto em silêncio sabe que, se falar livremente com o corpo, envelhecerá mais tranquila e pausadamente.
A senioridade está em nós, mas a velhice está apenas no olhar de quem nos vê. Ser velho é uma inevitabilidade biótica: estar velho é uma maleita pessoal de todos aqueles que desprezam Eros, o deus da Vida, para deixarem livre acesso à insinuação das Parcas.
É necessário, para nos curarmos dessa maleita, um choque cultural? Não o adiemos mais, porque o país está a fenecer de pessimismo, de falta de alegria de viver, e nós precisamos de não continuar agarrados à grandeza do que fomos, sonhando com distâncias e impérios, insinuados pelo mar que tanto nos atrai para sulcarmos águas que Pessoa, na Mensagem, sentia salgadas das lágrimas de Portugal!
Navegar é preciso, já não nas salsas e lacrimosas águas do império, que se desfez, mas no mar interior de nós, buscando um bom porto para acostar a nossa memória e imaginarmos outras partidas, porque viver também é preciso, como Fernando Pessoa tão bem soube dizer! Mas chorar não é preciso!
Gaudeamus, igitur! (Portanto, alegremo-nos!)
Salvato Trigo

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Universidade Sénior – Testemunho

Se o que me pedem é um testemunho sobre a Universidade Sénior (criada pelo Rotary Club da Póvoa de Varzim em 27 de Novembro de 2007), então acedo com prazer, porque é um privilégio falar de uma instituição exemplar, ao serviço da comunidade em que se insere.
                 É exemplar porque sem fins lucrativos, onde todos: membros da direção, professores (Dr. Gil da Costa, Dr.ª Isabel Costa, Arquiteto Miguel Loureiro, Dr. José Maciel, Dr.ª Maria do Carmo Caimoto, José Luís Sepúlveda, Orlando Postiga Simão, Dr.ª Conceição Milhazes, Dr. Alberto Costa, Dr. Abel Carriço, Dr.ª Isabel Gomes, Professor João Silva) e Colaborador Senhor José Carlos, desempenham as suas funções com total dedicação, elevado índice de qualidade e graciosamente;
                É exemplar pela diversidade de disciplinas da oferta escolar (Cuidados de Saúde, Danças de Salão, Oficina de Artes Visuais, Filosofia, História, Informática I, Informática II (Internet), Inglês II, Inglês V, Literatura, Música, Psicologia, Instrumentos Musicais (Cavaquinho), Ginástica de Manutenção e Hidroginástica), a que acresce o coro, o conjunto dos cavaquinhos e, em breve, o grupo de teatro;
                É exemplar porque reúne os benefícios de um espaço de aprendizagem, de interação saudável e de afetos, características harmoniosamente conciliadas no sentido da felicidade das pessoas envolvidas.
                Está no 5.º ano de funcionamento. Em cada um dos primeiros três anos de existência inscreveu 120 alunos e, em 2010/2011, 137, número de que nos aproximamos no ano corrente, pesem embora os reflexos da “crise”.
                Curiosamente, tem-se repetido a tendência no sentido de que 2/3 dos alunos são senhoras e 1/3 cavalheiros.
                Por idades, tivemos, em 2010/2011: dois alunos com mais de 90 anos; outros dois na casa dos 80; 24, entre 70/79; 80, de 60 a 69; 26, entre 50 e 59.
                Numa análise possível, sem garantia de rigor, admitimos que a formação académica dos alunos, também em 2010/2011, se distribuía como segue: 22% com curso superior (universitário); 29% com curso médio; 39% com o curso dos liceus ou equiparado (ensino secundário); 10% com a 4.ª classe ou ensino preparatório.
                Tem sido um êxito a atuação do coro, em público, nos eventos internos e nas instituições de solidariedade social (a cantar as janeiras);
                O conjunto dos cavaquinhos está em franco progresso. Já participou na reunião festiva de aniversário do Rotary Club da Póvoa de Varzim e prepara-se para as primeiras exibições públicas.
               Os passeios escolares, três por ano, sempre especialmente agradáveis, não têm chegado para as encomendas.
               Pelo que dissemos e pelo muito que fica por dizer, a Universidade Sénior da Póvoa de Varzim é já motivo de orgulho para o Rotary Club da Póvoa de Varzim e bem que o pode ser para todos os poveiros.
O Director,
Serafim Amaro Afonso

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

Abertura Solene da Universidade Sénior

No próximo dia 12, 4.ª feira, às 18 horas, no Auditório Municipal, vai ter lugar a Sessão Solene de Abertura do Ano Letivo da Universidade Sénior do Rotary Club da Póvoa de Varzim, com conferência a proferir pelo distginto Professor Doutor Salvato Trigo, Reitor da Universidade Fernando Pessoa.

Depois da Sessão Solene será servido um Porto de Honra.

A Direção da Universidade Sénior convida todos a participarem e conta, especialmente, com a presença dos rotários, bem como dos professores e alunos da Universidade. 

Obrigado
Saudações amigas
Serafim Afonso

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Universidade Sénior - Matrículas

As matrículas na Universidade Sénior da Póvoa de Varzim estão abertas até 30 de Setembro e realizam-se na sede da instituição (rua da Lapa, n.º 23), no horário das 14.30 às 17.30.

terça-feira, 14 de junho de 2011

U.S. - relatório da visita de estudo a Vouzela

U.S.relatório do passeio a Vouzela

terça-feira, 5 de abril de 2011

USPV - Visita de Estudo à JP Sá Couto

USPV - Visita de estudo à JP Sá Couto

Foi com muito entusiasmo que os alunos de Informática da Universidade Sénior da Póvoa de Varzim se deslocaram a Matosinhos, a fim de fazerem uma Visita de Estudo à Empresa JP Sá Couto.
Foram recebidos na Empresa pelo Administrador Paulo Ferreira e pelo Dr. luís Almeida que fizeram uma pequena apresentação de como seria orientada a visita.
Assim, os alunos tiveram oportunidade de assistir na linha montagem do famoso Magalhães, uma iniciativa pioneira que hoje é uma referência mundial para a Educação, às diversas operações necessárias para a sua montagem.
Tiveram ainda uma aula prática utilizando o programa e-escolinhas e visitaram as várias secções deste a montagem de computadores até à saída do produto final.
A Empresa JP Sá Couto recebeu os alunos da USPV com toda a simpatia durante algumas horas, tendo oferecido o transporte e ainda um lanche e uma lembrança, que recorda os 20 anos da Empresa.
Depois desta visita os alunos ficaram, com toda a certeza, muito mais motivados para as suas aulas de Informática!

sábado, 2 de abril de 2011

U.S. - Passeio da Primavera

Relatório do Passeio da Primavera

Tenho que “agradecer” à minha querida amiga Áurea o facto de estar para aqui a teclar sem saber muito bem como me vou sair desta empreitada, mas não posso deixar ficar mal todo o trabalho que a excelente equipa do professor Sá Couto realizou com este passeio a Foz Côa. Assim sendo, vou tentar descrever com exatidão a fantástica experiência vivida por cerca de 50 alunos da Universidade Sénior e, como para mim foi uma estreia, não posso deixar de comentar a simpatia de todo o grupo.

Esta Viagem de Estudo, à qual eu chamei Passeio da Primavera, tinha como principal objetivo apreciarmos toda a beleza das paisagens adjacentes principalmente ao Rio Douro, onde a natureza, nesta altura do ano, se mostra exuberante com as suas Amendoeiras em Flor, e chegarmos a Foz Côa, para uma visita ao museu e pernoitarmos nesta cidade.

Assim, no dia 2 de Março, pelas 8 horas, saímos da Póvoa com destino à Régua, onde fizemos uma pausa de 30 minutos - 1ª paragem técnica para café, um bolinho a acompanhar e, claro, a habitual visita ao “wc”. Aqui, acho que devo referir o pequeno acidente sofrido pela nossa querida drª Emília Godinho, que foi prontamente assistida pelo nosso amigo Touguinha, sempre solícito e prestável .O acidente não resultou em nada grave, felizmente!

Durante o percurso, muita coisa se passou dentro do nosso autocarro: o professor Sá Couto distribuiu dois poemas que tinham como tema a natureza e que seriam mais tarde lidos por algum voluntário/a ; a sua esposa, Fátima Sá Couto, muito conhecedora daquelas paragens, foi dando explicações sobre a paisagem e sobre o percurso que faríamos; a minha amiga Áurea teve uma intervenção muito feliz, falando das amendoeiras e lendo para todos a Lenda das Amendoeiras, trabalho de pesquisa, claro , que depois entregou a todos os participantes. Por esta altura, começaram a surgir os primeiros enjoos, o que parece que já é habitual, pois não faltaram os milagrosos comprimidos, fornecidos pela solícita organizadora Fátima Sá Couto e também pela Áurea; o nosso amigo Sepúlveda, depois de passarmos S. João da Pesqueira, puxou do seu cavaquinho e resolveu animar a malta, e que bem o fez, enquanto todos apreciávamos a beleza das amendoeiras , no seu colorido rosa e branco !

A chegada a Torre de Moncorvo, para o almoço, foi um pouco mais tarde do que o previsto, com tanta coisa bela para admirar, mas chegámos a tempo de nos deliciarmos com um almoço onde nada faltou: bom pão, bom presunto, queijo, alheiras, chouriça, eu sei lá que mais, tudo isto a anteceder um ótimo bacalhau e regado com bons vinhos. Enfim, não faltou nada, como se costuma dizer em bom português!

E lá vamos nós de abalada em direção a Foz Côa, ou melhor, ao seu Museu, onde tivemos dois guias por nossa conta, dado o número elevado de pessoas, e onde pudemos ver bem presente a preocupação em preservar, valorizar e divulgar toda uma cultura do património material e imaterial do Douro Vinhateiro. A visita durou cerca de duas horas e foi realmente interessante e enriquecedora! Depois do Museu, como estava previsto, visitámos a Igreja Matriz, belíssimo monumento do séc. XVIII com uma imponente fachada manuelina e também o Pelourinho.

Após termos cumprido os objetivos culturais, e depois de devidamente instalados na Albergaria de Foz Côa, lá nos dirigimos para o restaurante “O Bruíço”, onde nos esperava mais uma faustosa refeição: para entrada, pão, azeitonas, queijo e migas de espargos e de seguida sopa seca e/ ou mista (que gerou uma certa curiosidade ), mas que satisfez toda a gente! Tudo isto regado com vinhos da região e outras bebidas para os mais “fracos”. A sobremesa foi à escolha do freguês…

Depois de jantar, era pouca a vontade de ir para a cama ( era preciso fazer-se a digestão ) e então os músicos de serviço, o Sepúlveda com o seu cavaquinho e o Zé Maria com a viola, apoiados pelos elementos presentes do Grupo Coral animaram o serão com as suas cantorias. Foi um final do 1º dia fantástico! Via-se que reinava a alegria e a boa disposição. Mas eram horas de recolher…

A saída de Foz Côa deu-se às 9 horas tal como estava combinado e quando nos aproximávamos de Almendra, fomos surpreendidos com uma beleza sem par: uma imensidão de amendoeiras em flor, numa maravilhosa mistura de rosa e branco! A paragem para fotografar tornou-se obrigatória! Atravessámos Almendra e seguimos para Figueira de Castelo Rodrigo, subimos até o monte onde estão as ruínas do velho castelo e donde se avistava uma bela paisagem.

A paragem seguinte foi em Freixo de Espada à Cinta, onde tivemos um guia local, bastante conhecedor de toda a história desta vila que pertence ao distrito de Bragança e subregião do Douro e que tem cerca de 2100 habitantes, não contando com as freguesias. Nesta vila nasceu o poeta Guerra Junqueiro em 17 de Setembro de 1850. Depois da visita aos principais lugares de interesse, e porque já se fazia tarde para tratar dos estômagos dos participantes, abalámos com destino a Carviçais e ao restaurante ”Artur”, onde, novamente, a organização deu provas de que tudo foi tratado até ao mais ínfimo pormenor. Não me vou alongar, fazendo crescer água na boca, mas o almoço foi realmente e mais uma vez, uma refeição completíssima e excelente, provando que” para aquelas bandas” se come do bom e do melhor. Come e bebe!

Quando deixámos o restaurante eram 16 horas e lá seguimos em direção a Mirandela, com passagem por Vila Flor.

Mirandela, situada nas margens do Tua, merece também uma pequena referência, até porque eu, pessoalmente, não ia lá há muitos anos e fiquei deveras espantada com o desenvolvimento que esta cidade sofreu, transformando-se num belo e moderno espaço que soube respeitar a sua paisagem natural e o que de histórico havia a preservar.Claro que a paragem aqui tinha como um dos objetivos o “abastecimento” de alheiras, presunto, pão, azeite, queijo, etc. E tudo isso aconteceu, havendo ainda tempo para tomar um café, comer um bolinho, e, claro, a habitual visita ao WC.

Finalizo este meu apontamento, referindo o mais importante: creio que os objetivos do passeio/viagem de estudo foram plenamente atingidos: passeamos, convivemos, divertimo-nos ( e muito) e APRENDEMOS. O meu muito obrigada, por permitirem que eu e o meu marido, novatos nestas andanças, fizéssemos parte desse grupo maravilhoso “chefiado” pelo casal Sá Couto.

Manuela Graça

P.S. Como decerto repararão, eu já escrevi ( embora não goste ), segundo o novo acordo…

Por lapso, não referi que os poemas sobre a natureza foram lidos e muito bem pelo nosso amigo Zé Maria. As minhas desculpas!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Universidade Sénior - Almoço de Confraternização

Ontem, 17 de Dezembro, no Hotel Axis/Vermar, o Presidente do Rotary Club da Póvoa de Varzim, professores, alunos, colaborador e representante da Direcção - Senhor José Carlos, alguns rotários e os três membros da Direcção da Universidade Sénior reuniram-se num almoço de confraternização. Terminou assim o primeiro trimestre do ano lectivo em curso, cada vez mais com o sentimento do dever cumprido e dos afectos reforçados.
Serafim Afonso, na qualidade de Coordenador e Director Pedagógico, disse da elevada qualidade do ensino e da excelência do relacionamento entre todos na Universidade Sénior, o que muito contribui para a felicidade dos que nela participam.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

CORO DA UNIVERSIDADE SÉNIOR

HOJE, Dia 9 de Dezembro, às 21H30, irá actuar o "CORO DA UNIVERSIDADE SÉNIOR" no "Diana Bar", participando no programa " AS ESCOLAS CANTAM O NATAL NA BIBLIOTECA".

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Relato da Visita de Estudo/Passeio do Outono

E começou mais um ano lectivo na Universidade Sénior da Póvoa de Varzim.
De acordo com a tradição (ainda recente) e como se trata de alunos muito empenhados em absorver mais e mais sabedoria, em cada período de aulas, realiza-se uma Viagem de Estudo.

Claro que nesta época do ano se realiza o PASSEIO DE OUTONO.

Foi escolhido o dia 28 de Outubro a fim de aproveitarmos o tempo solarengo e as temperaturas amenas, que convidam a procurar paisagens de uma beleza extenuante, que fazem bem à alma!

Cerca das oito horas partimos em direcção a Ponte da Barca.

Em pleno coração do Alto Minho deve o seu topónimo à “barca” que fazia a ligação entre as duas margens do Rio Lima, sendo a ponte construída em meados do séc. XIV.

Primeira paragem técnica para café segundo o programa!

Claro que entre cafés, chás e uns bolinhos há sempre uma pequena visita aos ”WC” !!!!, pois estes alunos no Outono da vida, aproveitam estas paragens para que a sua energia se mantenha com todo o vigor.

Estava um lindo dia de sol que nos permitiu observar a beleza desta vila.

Ouvir a água a correr em direcção ao Rio Lima e apreciar as cores quentes do Outono nas várias espécies de árvores que proliferam no parque, transportam-nos para uma paisagem de uma beleza estonteante!

E então aconteceu um caso insólito… o Prof. António Maria comprou uma pá para agricultura (media mais de um metro) ???? À chegada disseram-me que a pá afinal pertencia ao nosso colega Santos Silva. Talvez em tempos de crise uma das saídas seja a agricultura……

Não há tempo a perder e lá vamos nós em direcção à Barragem do Alto do Lindoso.

Esta Barragem situa-se no Rio Lima, dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Foi projectada em 1983 e concluída em 1992.

É o maior e mais potente produtor hidroeléctrico em Portugal. Produz mais energia que todas as Barragens do Rio Douro.

O autocarro entrou num emaranhado de túneis e lá fomos descendo…..

A nossa visita ao interior da TERRA foi guiada pelo electricista Sr. Carlos Silva, que nos explicou exaustivamente e com toda a simpatia como funciona esta cidade subterrânea.

A produção média anual é de 948GWh, tem o elevador mais rápido da Europa, custou em 1990, 369 milhões de euros e o ponto mais baixo das turbinas está ao nível do mar.

Terminamos a visita na sala VIP, onde estão os dois autómatos (robots) que tudo controlam. É nesta sala que se realizam por vezes festas. O tecto imita o céu. Foi construído baseado em fotografias verdadeiras numa noite de estrelas. Foi aqui que o Paulo Gonzo e a Lúcia Moniz a convite da EDP cantaram a bela canção “ESPELHO DE ÁGUA”. (aconselho a pesquisa no You Tube).

Voltamos à superfície e lá fomos rapidamente fazer a visita ao Castelo de Lindoso e espigueiros.

No curto trajecto o Prof. Sá Couto fez um teste oral aos alunos sobre a visita à Barragem!!!!! Passaram todos com distinção e as perguntas eram difíceis. Atenção que isto era uma visita de estudo!

O Castelo de Lindoso foi erguido de raiz no reinado de D. Afonso III e terá sido reforçado e ampliado no reinado de D. Dinis, a partir de 1278.

No século XX foi classificado como MONUMENTO NACIONAL.

Junto ao Castelo de Lindoso existe um eira composta por cinquenta espigueiros dos séculos XVII e XVIII. Cada espigueiro apoia-se em pilares, assentes na rocha e encimados por mós e é constituído por duas lajes de granito unidas num ângulo obtuso, ornamentados com uma cruz.

Então o grupo aproveitou mais uma vez este lindo dia de sol e este aglomerado de rara beleza, para fazer as suas fotografias.

Não sei se os paparazzi não seriam mais que os modelos!!!!! O melhor mesmo era fotografar a natureza…………

Depois de andarmos nas entranhas da TERRA e no alto da SERRA, é evidente que a fome começou a apertar! O relógio estava a andar muito depressa e ainda tínhamos uns km pela frente até Castro Laboreiro.

Valeu-nos a perícia e a simpatia do nosso condutor Sr. Baptista, (da empresa Mar de Prata) levou-nos através do Parque Peneda-Gerês serpenteando a natureza, de uma beleza única, até à Albergaria Mira Castro.

Naqueles últimos km dentro do autocarro as palavras mais ouvidas eram: bacalhau, cabrito e uma boa pinga da região………a cultura nesta hora, era mesmo gastronómica………….

Lá chegamos ao Restaurante! As instruções da nossa querida colega Fátima Sá Couto eram rigorosas. Dirijam-se às mesas, marquem os lugares, vão à casa de banho e lavem as mãos!

Para não fugir à regra, esta é sempre uma das partes principais dos passeios. Primeiro o silêncio e depois dos primeiros brindes e das primeiras trincadelas a conversa anima e a suposta sala de restaurante já se tornou numa sala de convívio…….

Depois das entradas, da sopinha, do bacalhau com a melhor broa do mundo, do cabritinho e sobremesas……chegou a vez do café e respectivos licores oferecidos pelo restaurante! O tempo voou… Já nem deu para um passeio por Castro Laboreiro!

Alteramos o programa. Cortamos a prova de vinhos no Solar do Alvarinho em Melgaço (mas eu pergunto? Será de que depois de almoço alguém conseguiria distinguir as várias qualidades de Alvarinho) foi melhor assim!

Tínhamos visita marcada no AQUAMUSEU DO RIO MINHO em Vila Nova de Cerveira. E ainda tínhamos muitos km pela frente.

No trajecto fomos convidados a dormir, mas foi difícil, porque um grupo de alunos resolveu mostrar os seus dotes vocais ao resto do grupo!

Não esquecer que muitos dos elementos do Grupo Coral participam nos passeios e têm assim uma grande oportunidade de actuar em frente de uma plateia exigente!

Chegamos então ao AQUAMUSEU.

Localizado no Parque do Castelinho em Vila Nova de Cerveira, simula os diferentes biótopos do rio desde a sua nascente até à foz.

É constituído por aquários que albergam cerca de 40 espécies distintas e um lontrário.

Fomos recebidos pelo Técnico da Câmara Sr. Patrício que com todo o profissionalismo e carinho nos explicou tudo.

Quando nos falou sobre A LAMPREIA e falou muito, ou não fosse esta uma das zonas nobres da lampreia, senti que alguns elementos do grupo, estavam já a imaginar……um arroz de lampreia ou uma lampreia à bordalesa!

Claro que a hora já ia avançada e até já se jantava (mas o jantar não estava no programa).

Terminamos então no café ao lado do AQUAMUSEU a temperar o estômago com café, chá e até umas cervejitas………..

Estava na hora do regresso.

Mais uma vez correu tudo muito bem e o casal Sá Couto (grandes organizadores) está de parabéns.

Chegados à Póvoa despedimo-nos com a canção preferida do nosso colega e professor Sepúlveda.

O …………. É bom companheiro….. Que bom é tê-lo aqui ……..

O relatório já vai longo.

Só uma pequena nota: o S. Pedro foi um bom companheiro…….que bom foi tê-lo lá! A partir deste dia a meteorologia zangou-se com o Outono e mandou uma INVERNIA!

Áurea Bourbon