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sábado, 13 de abril de 2013

As promessas e o balanço de um mandato


José Manuel Silva é o Bastonário da Ordem dos Médicos no triénio 2011/2013 e falou das medidas de âmbito interno e do foro externo que irá implementar, avisando que a Ordem estará "aberta a todos os médicos e aos doentes".
Ordem com influência política
"No âmbito interno é a reorganização e a revisão dos estatutos da Ordem dos Médicos, tornando a ordem mais democrática, mais participada, mais inclusiva e mais funcional", avançou.
Já a nível externo, o objetivo do novo bastonário é "constituir a Ordem como um parceiro credível, respeitado e com capacidade de influência política naquilo que são as decisões, todas as decisões, na área da saúde".
José Manuel Silva referiu ainda as questões da atualidade "para analisar com o Ministério da Saúde". "Em cima da mesa, estão as questões de prescrição eletrónica, prescrição por DCI (Denominação Comum Internacional), da demografia médica e da qualidade da medicina portuguesa face aos constrangimentos económicos do país", sintetizou.
Organização construtiva na defesa dos doentes
O Bastonário dos médicos destacou ainda que a Ordem "será uma organização construtiva (...) na defesa dos doentes". "Queremos ser uma organização construtiva e vamos assumirmo-nos como o garante intransponível da defesa da qualidade dos cuidados de saúde que são prestados aos doentes", sublinhou para concluir: "Pretendemos defender o Serviço Nacional de Saúde enquadrado dentro de um sistema nacional de saúde coerente e funcionando em alternativa e complementaridade com os doentes, que passarão a ser para a Ordem dos Médicos um parceiro de diálogo permanente".

domingo, 3 de março de 2013

A palavra ao “Sócio Honorário” do Rotary Club do Porto, na III Conferência bidistrital - Portugal


Aos participantes na Conferência Interdistrital do Rotary Internacional, Exponor, 23 de fevereiro de 2013
D. Manuel Clemente, Bispo do Porto
Sobre a paz, disse Santo Agostinho que é a “tranquilidade da ordem” (A Cidade de Deus, XIX, 13) e julgo ser definição a reter nos nossos dias, para permanentemente a construirmos. Refiro uma ordem que significa justa ordenação de cada parte e não mera armadura exterior de segurança.
Disse “permanentemente a construirmos”, pois não é coisa garantida para sempre, quando aparentemente exista, nem nos dispensa de uma atuação constante, atenta e comprometida. Também se diz biblicamente que “a paz é obra (fruto) da justiça”.
Comecemos então pela justiça, virtude que nos manda “dar a cada um o que lhe é devido”. Felizmente muito se avançou no campo dos direitos formalmente reconhecidos, da segunda metade do século XVIII até aos nossos dias (Declarações de Direitos Norte Americana e Francesa, Declaração da ONU, 1948…). Mas não podemos esquecer que tais declarações demoraram e demoram muito a concretizar-se na prática das sociedades. Como infelizmente constatamos que, nos séculos XX e já XXI, se sucederam atrocidades várias e a uma escala nunca vista…
É realmente importante que, em termos de ideias e regras subscritas, tenhamos atingido aquelas plataformas de direitos. O contrário seria a descrença na natureza humana, como realidade básica e comum da nossa dignidade a salvaguardar e o regresso à lei do mais forte, ainda verificável aqui ou ali (demasiados “aquis” e “alis”, infelizmente).
Acontece que, neste ponto, se revelam as contradições da globalização crescente da vida mundial, fenómeno irrecusável mas ambíguo. Desde que o nosso Gama abriu a ligação marítima e direta entre a Europa e a Índia, coeva da “descoberta” europeia da América, a mentalidade geral foi olhando o planeta como um todo, ainda que cheio de contrastes - que eram outros tantos desafios a alargar o próprio conceito da nossa humanidade compartilhada. A revolução industrial, a busca de matérias-primas, o desenvolvimento dos transportes e das comunicações, agora instantâneas, tudo nos levou ao que somos hoje, como ideia e representação de nós mesmos, neste sentido “globais”.
Todavia, estes fatores que podemos considerar positivos, têm o seu lado problemático, quando tornam as sociedades mais “fracas” muito vulneráveis aos interesses externos, e quando nos fazem passar rapidamente demais do plano individual ao geral, sem ter em conta o que está mais ao pé e deve ser localmente resolvido. Usando linguagem evangélica, podemos dizer que está em causa precisamente o “próximo”, a proximidade ativa e responsável.
O horizonte geral que a globalização nos foi dando é inquestionavelmente um bem, propício até ao reforço da solidariedade internacional. Mas o alheamento do que diretamente nos rodeia põe em causa um outro princípio indispensável, a subsidiariedade, que sempre requer a participação de cada parte interessada, ou corpo intermédio, na resolução social que se pretenda. Só na conjugação da solidariedade geral com a subsidiariedade das partes se dá verdadeiramente a cada um o que lhe é devido – em termos de reconhecimento, oportunidade e estímulo -, ou seja, se garante a justiça, cujo fruto é a paz.
As repercussões são óbvias, em campos tão variados como as famílias, os grupos socioculturais de pertença, as associações de todo o género, as autarquias, as escolas e tudo mais de interesse público, etc. Se estas realidades – que são outras tantas dimensões da nossa personalidade e essência relacional forem desativadas por qualquer imediatismo generalizador, nacional ou multinacional que seja, a paz correrá graves riscos, porque nem se respeita a ordem correta das coisas nem se reconhece e proporciona a cada um o que lhe é devido.
Sem olhar negativamente demais para o nosso caso português, podemos detetar elementos positivos a este respeito, como sejam as concretizações associativas que perduram – sabe Deus com quanta abnegação de muitos! -, ou aparecem entretanto, com múltiplas incidências na sociedade e na cultura. – O que seria de nós, por exemplo, se, além do Estado Social que vai subsistindo quanto pode e temos certamente de defender e promover, faltasse esta capacidade demonstrada de atendermos mais espontaneamente às necessidades acrescidas?
Mas temos de reconhecer que a nossa vida coletiva se faz ainda e muito – crescentemente até? – do topo para a base, quando melhor seria que acontecesse, sobretudo ou também, das periferias para o centro. Do topo para a base, usando ainda terminologia de tipo vertical e descendente, típica de tempos e sociologias que afinal não estão tão ultrapassadas como julgaríamos…
Não foi assim há tanto tempo que se deixou de falar do “Senhor Governo”, que alguns pensavam ser realmente alguém que tudo decidia em sítio algo mítico (num “Terreiro do Paço”, que já nem o era desde o século XVIII…). E a mentalidade ainda se pode manifestar, de baixo ou de cima, mesmo em tempos felizmente democráticos e com eleições livres e periódicas.
É verdade que a mediatização geral da informação e da resposta pode potenciar tal facto, por dar a ideia de que as coisas se resolverão mais depressa, em ligação direta topo - base e vice-versa. A própria internacionalização ou mundialização de muitos aspetos da vida socioeconómica, política e até particular, parece requerer este tipo de atuações, indo logo a Bruxelas ou a Nova Iorque, passando ou não por Lisboa. Mas a pergunta deve fazer-se: - É assim, predominantemente assim, que se resolverão humanamente as coisas?
Pergunta tanto mais insistente, quando verificamos que o tratamento de qualquer assunto pelo geral dilui a densidade pessoal das sociedades e rapidamente desmotiva as cidadanias. Entre o topo e a base, quase nada sobra de intermédio, para não “atrasar” soluções nem perder tempo, como se o tempo nos fosse completamente exterior e não uma dimensão essencial do ser humano e relacional.
E o problema é deixarmos de ser sociedades propriamente ditas, isto é, grupos de “sócios”: palavra latina que se traduz por companheiros, colaboradores, pessoas entre pessoas e umas com as outras, para manter e alcançar desígnios comuns.
Não é uma fatalidade que tal aconteça. Afinal, basta-nos ser realistas e olharmo-nos como realmente somos, ao ritmo da vida que acontece. Geralmente, nem nascemos desvinculados nem crescemos anónimos, mas sim uns pelos outros, uns com os outros e uns para os outros, família a família, terra a terra, caso a caso. Crescemos e vivemos nas periferias das nossas delimitações e responsabilidades imediatas e inalienáveis, em recortes sociais mutuamente abertos e por isso relacionados com os centros comuns das nossas periferias mais amplas, nacionais ou internacionais que sejam. Mas assim mesmo somos e devemos ser. Por isso temos nomes e apelidos, irredutíveis a um numeral qualquer.
E é por isso, caros rotários, que tudo quanto aproxime e suscite solidariedades, ou ative proximidades, é vital para a paz e a harmonia pessoal e interpessoal. Numa ordem que não virá de fora, mas da conjugação vital de todos e de cada um, nas múltiplas expressões que a sociabilidade alcança. Quanto mais globais, mais participativos, para encontrarmos soluções à altura das atuais questões. Aliás, e humanamente falando, nunca nada se resolveu inteiramente sozinho.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Isto também é ser rotário

O Professor Doutor Afonso Pinhão Ferreira e Diretor do Conselho Executivo da  Faculdade de Medicina Dentária do Porto, como sócio do Rotary Club da Póvoa de Varzim, com este protocolo, dá exemplo do comportamento rotário e do comprometimento com a comunidade em que exerce a sua profissão, solidário com os que mais precisam.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Nem só o Rotary…

Veterinário britânico anda pelo mundo a cuidar gratuitamente de animais
No dia-a-dia, a maioria dos médicos veterinários corre apenas o risco de ser mordido por um cão ou arranhado por um gato, mas Luke Gamble vê muitas vezes a sua vida em perigo. Este veterinário britânico, de 33 anos, corre o mundo a prestar cuidados médicos gratuitos às mais diversas espécies de animais, de acordo com o jornal The Sun.
Luke Gamble explorava uma clínica veterinária com a mulher, Cordelia (32 anos), em Cranbone, Dorset, Inglaterra, mas há sete anos decidiu mudar de vida, quando conheceu a Worldwide Veterinary Service (qualquer coisa como Serviço Veterinário Mundial), que presta aconselhamento a várias organizações não governamentais (ONG) que trabalham na área do bem-estar animal e presta serviços médicos gratuitos, incluindo o fornecimento de medicamentos. Só no ano passado, Luke Gamble conseguiu organizar 22 equipas de voluntários de 220 ONG, para uma campanha de angariação de medicamentos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Rotary International aposta cada vez mais em parcerias

Rotary International junta-se à International Desalination Association (IDA) para um encontro sobre dessalinização, por responsabilidade social

Na Itália, em 2011, haverá uma Conferência Internacional durante 3 dias, sobre Desenvolvimento da Tecnologia de Dessalinização, por Responsabilidade Social, apresentando pela primeira vez uma cooperação única, entre a International Desalination Association (IDA) e o Rotary International.
A conferência, entre 16 e 18 de Maio de 2011, será também realizada em cooperação com a Sociedade Europeia de Dessalinização, em Santa Margherita, Portofino, onde a EDS realizou uma conferência com sucesso em 2007.
Em cooperação com o Rotary International, os fundos gerados a partir desta conferência serão doados para apoiar um projecto humanitário com o objectivo de abordar questões graves relativas à água no Distrito de Ankililoaka, Madagascar, onde uma população superior a 100.000 (50% crianças) é afectada pela escassez de água.
A IDA pretende solicitar apresentações das indústrias e de ONGs relacionadas, em como a associação e a comunidade de dessalinização, juntas, podem ser mais sensíveis às necessidades humanas para limpar e dar acesso a água potável.
A IDA descreve o evento como uma oportunidade para os profissionais partilharem as suas experiências e ideias para ajudar a indústria a desenvolver as ferramentas necessárias para garantir que o crescimento da indústria de dessalinização e reutilização da água, ande de mãos dadas com a responsabilidade social; isto pode dar esperança a todos os povos da aldeia global, que a dessalinização pode fornecer água, a essência da vida, a um custo acessível, resolver a escassez de abastecimento de água existente, evitando os conflitos regionais e territoriais e fornecendo os recursos hídricos para a saúde, desenvolvimento económico e um meio ambiente sustentável.
1º dia - Incidirá sobre o tema da água como um direito humano e da capacidade da indústria de dessalinização para responder a esta necessidade, fornecendo água a preços mais acessíveis e sustentáveis. Haverá também tópicos para resolver as dificuldades existentes para a cobertura global de água potável; a tarifação da água; e o envolvimento do sector público e privado para fazerem parceria para as crescentes necessidades de água.
Haverá uma sessão especial visando discutir a implantação rápida de equipamentos de dessalinização e de recursos em caso de catástrofes naturais ou de crises humanitárias em todo o mundo.
2º dia - Focará a próxima geração de tecnologia para transformar água salgada num novo recurso. Isso requer soluções inovadoras para a produção de água potável e ao mesmo tempo a eficiência da produção actual e que utilizam fontes de energia alternativas, como a solar e a eólica para proporcionar menor custo da dessalinização para missões humanitárias e, portanto, tornar acessível a dessalinização para comunidades em todo o mundo.
Texto e foto daqui

domingo, 8 de agosto de 2010

Afinal a pobreza tem solução! E não é o primeiro a dizê-lo…

Paul Collier e os Milhões da Pobreza - Os mil milhões mais pobres
Por todo o mundo, neste preciso momento, mil milhões de pessoas estão presas em países pobres ou falhados. Como podemos ajudá-las? O economista Paul Collier* traça um plano arrojado e empático para estreitar o fosso entre ricos e pobres.
Traduzido para português, por Sofia Nunes e revisto por Nuno Lima
Nota - Vídeo filmado e publicado em 2008
*Paul Collier: Professor de Economia, Departamento de Economia da Universidade de Oxford
Professorial Fellow de St Antony's College
Áreas de actuação: governação nos países de baixo rendimento, especialmente a economia política da democracia, o crescimento económico em África, a economia de guerra civil, a ajuda, a globalização e a pobreza.
Para ver as legendas em Português, clique em “View subtitles” na barra de baixo e escolha.

sábado, 7 de agosto de 2010

Cá, também já há “responsabilidade social”…

Partilhar, construir, agir e comunicar são valores do GRACE, que no âmbito do programa GIRO transforma em realidade sonhos de diversas ONGs.
O GRACE - Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial reúne cerca de 80 empresas, preocupadas em devolver à sociedade parte do muito que ela lhes deu (definição possível da expressão "responsabilidade social" que entrou definitivamente na moda) e também tem um pequeno problema de género.
Foi fundado há 10 anos, por impulso da Flad, e conta no seu elenco de associados com o Gotha do nosso tecido empresarial, desde multinacionais (Microsoft, Ikea e McDonalds) e grandes companhias portuguesas (Unicer, Portucel e Porto Editora), passando por bancos (Rotschild, Montepio, etc.) e sociedades de advogados (Miranda, VdA, etc) e a Delta.
O lema é: "Há duas hipóteses, fazer ou fazer!
Texto completo aqui

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Execução por apedrejamento

Pena é contestada pela sociedade iraniana e condenados são mortos longe dos holofotes

Além de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, condenada à morte acusada de adultério e por supostamente conspirar para o homicídio do marido, outras 25 pessoas, entre homens e mulheres, aguardam pena de morte por apedrejamento no Irão, segundo o Comité Internacional Contra Apedrejamento, ONG que monitora execuções deste tipo na República Islâmica e de que a activista iraniana Mina Ahadi é a Coordenadora.

Os cumpridores de promessas…

Veja aqui a lista das pessoas que já prometeram dar a maioria da sua fortuna para filantropia

A esmola é muita, mas um dia tinha que acontecer!

40 Milionários dos EUA anunciaram nesta quarta-feira aceitar doar metade de sua fortuna a obras de caridade, em resposta a uma iniciativa de Bill Gates e Warren Buffett.
"Apenas começamos e já recebemos uma resposta fantástica", disse Warren Buffett, o segundo homem mais rico dos Estados Unidos, com fortuna estimada em 47 mil milhões de dólares, atrás de Gates, com 53 mil milhões de dólares.
Gates e Buffet lançaram há um mês e meio a ideia, surgida durante um jantar para milionários, em Nova York, em Maio de 2009.
David Rockefeller, Ted Turner, o Presidente da Câmara de Nova York e homem mais rico da cidade, Michael Bloomberg, estão entre os que se somaram à iniciativa.
A lista inclui, ainda, o cineasta George Lucas, o fundador da Microsoft, Paul Allen, e o da Oracle Larry Ellison, criticados pela sua "mão fechada".
Numa carta publicada no site da iniciativa, baptizada de "Promessa de Dar", Ellison disse:"Até agora, fazia caridade discretamente porque sempre pensei que era uma questão privada e pessoal", e disse ter mudado de política em resposta a um pedido de Buffett para "dar o exemplo" e estimular outros milionários a fazer o mesmo.
"Chamamos à volta de 70 a 80 pessoas da lista Forbes", relatou Buffet à imprensa em conferência por telefone. "Foram anotados em torno de 40 nomes, é um começo fantástico", completou.
Aparentemente, a ideia era obter promessas, não do ponto de vista legal, mas moral, por parte dos mais ricos. Não houve decisões sobre como ou quando o dinheiro será gasto. Em troca, cada membro do clube dará o exemplo, financiando projectos de saúde, educação e arte, o quanto antes possível.
"As pessoas não podem esperar morrer para doar sua fortuna", disse Bloomberg, um empresário da imprensa e importante filantropo, cuja fortuna a Forbes estima em torno de 18 mil milhões de dólares. "Para mim nunca houve muito sentido em ajudar o mundo a melhorar e não estar presente para ver a mudança".
Quase todos os que integram a lista ficaram ricos vindo "de baixo", como Bloomberg. Apenas uns poucos provêm de fortunas estabelecidas por gerações anteriores, como David Rockefeller.
Mas não se trata de fazer votos de pobreza. Bloomberg disse que seus filhos nunca ficarão desamparados. Mas ainda assim, continuam tendo muito mais do que precisam. "Chega-se a uma determinada quantia que já não se consegue gastar".
Os bilionários começaram a ser mal vistos desde a crise financeira de 2008, e a iniciativa provavelmente é também uma operação de relações públicas para melhorar a sua imagem.
"Os empresários criam desconfiança e as pessoas pensam que apenas se interessam por si mesmos", admitiu Tom Steyer, que fez fortuna no sector de banco de investimento e se somou ao clube dos generosos.
Texto e imagem daqui

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Médicos Sem Fronteiras querem continuar a luta contra a SIDA


Os Médicos Sem Fronteiras, nesta 5ª feira pediram aos Governos, apesar das crises orçamentárias, para que não cortem nas doações para a luta contra a SIDA e evitem assim milhões de mortes.
Os MSF lembraram que quanto mais aumentar o acesso aos tratamentos de HIV, mais se reduz o número de mortes, além de prevenir as doenças derivadas e diminuir a propagação do vírus.
A ONG deixou claro que os remédios são caros, mas que a diminuição dos efeitos secundários para os doentes são mais rentáveis a longo prazo, dado que podem ajudar a reduzir os custos na saúde pública.
"É uma questão de escolha. Se não nos ajudarem a tratar a SIDA, muitas pessoas morrerão", sentenciou o comunicado do Director da Campanha de Acesso aos remédios da MSF.
Texto daqui - Foto daqui

quinta-feira, 15 de julho de 2010

VOLUNTARIADO EMPRESARIAL, também se pratica...


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Daqui

O lema 2010/11 de Rotary inspirou pizza

Chega-nos do Brasil esta ideia original, de marketing, de empreendorismo, de solidariedade, consciência social e de prática rotária. É gira, não é aproveitadora, esperemos que saiba bem a quem a prove e melhor ainda a quem dela beneficiar.
São 2 opções deliciosas, desenvolvidas especialmente para divulgar o Rotary:

Fortalecer Comunidades e Unir Continentes
Por cada pizza vendida, a Kokimbos destinará R$5,00 para a Rotary Foundation.
Fred, sócio da Kokimbos, é um novo rotário do RC de Santos (Distrito 4420) e aceitou prontamente colocar em prática a ideia de envolver o Rotary no seu negócio.
A Kokimbos também é uma Empresa Cidadã, contribuindo mensalmente para Rotary Foundation, através da ABTRF.
Texto e fotos daqui

Novo indicador do PNUD vai medir a pobreza humana

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD e a Universidade de Oxford, na Inglaterra, divulgaram nesta quarta-feira um novo índice para medir níveis de pobreza.
Segundo afirmam, o novo indicador fornece um retrato multidimensional de pessoas que vivem com dificuldades e pode ajudar a canalizar os recursos para o desenvolvimento de forma mais eficaz.
Factores Críticos
O novo instrumento de medida, conhecido por Index Multidimensional da Pobreza, ou MPI na sigla em inglês, será usado na edição que marcará o 20º aniversário do Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD e substitui o Índice de Pobreza Humana, utilizado em todos os relatórios da agência desde 1997.
O MPI avalia uma série de factores críticos, ou restrições a nível familiar, da educação à saúde, passando pelo acesso a serviços que, juntos, fornecem um retrato mais completo e exacto da pobreza.
O índice revela, de acordo com o PNUD, a natureza e a extensão da pobreza, em vários níveis: familiar, regional, nacional e internacional. A abordagem multidimensional foi adoptada pelo México e está sendo considerada pelo Chile e pela Colômbia.
Segundo o novo instrumento de medida, ½ dos pobres no mundo vive na Ásia, cerca de 844 milhões, e ¼ no continente africano. O Níger é o país no mundo com maior incidência de pobreza. 93% da população da nação africana é pobre, segundo o MPI.
Texto daqui
Veja o que é o PNUD na Wikipédia
Nota – A variável salário/dia, tem vindo a ser reduzido, o que tem alterado para menos, as percentagens globais da pobreza. Alterando-se agora o indicador do PNUD, o valor das estatísticas vai voltar a “melhorar” os níveis de pobreza, mas as pessoas vão continuar a passar a mesma fome e a sofrer das mesmas carências. NÚMEROS, PESSOAS ou driblar a realidade?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O método dos executivos do futuro

Num momento em que valores como a Verdade, Humildade e Solidariedade se encontram completamente arredados do modo como são, actualmente, governadas as grandes empresas globais, é necessário lançar um alerta sobre a forma pouco clara como muitos dos máximos responsáveis das grandes corporações as têm dirigido. Veja-se como resultado deste tipo de comportamento alguns dos escândalos que têm assolado as páginas dos jornais em todo o mundo: caso ParmalatEnronBolsa de Nova Iorque e mesmo o caso Millennium BCP, mais recentemente. De algum modo, estas organizações importaram os tradicionais jogos de poder dos partidos políticos que, no seu todo, são pouco ou nada produtivos. E é este o «jogo» que está a minar a forma de trabalhar das empresas, que faz com que hoje a mentira pareça mais respeitada do que a verdade; que faz com que os interesses dos seus accionistas e trabalhadores sejam deixados para último plano.
Este livro pretende dar a conhecer aos actuais e futuros gestores as ferramentas para lidar com a actual crise de valores que prolifera nas empresas globais.
É preciso «humanizar» as empresas para que estas deixem de procurar o êxito rápido a qualquer preço! Criar uma cultura de negócios mais verdadeira, será o grande desafio para todos os futuros gestores deste século.
Verdade, Humildade & Solidariedade de João Ermida - Editor: Livros d'Hoje
Texto e imagem daqui

terça-feira, 13 de julho de 2010

Para se tentar entender(?) a nossa missão. III

Citações sobre Economia
“Um dos grandes segredos da sabedoria económica é saber aquilo que se não sabe.” John  Galbraith (Economista)
“Economista: pessoa que traça planos para fazer alguma coisa com dinheiro alheio.” Noel Clarasó
“Logo que na ordem económica não haja um balanço exacto de forças, de produção, de salários, de trabalhos, de benefícios, de impostos, haverá uma aristocracia financeira, que cresce, reluz, engorda, incha, e ao mesmo tempo uma democracia de produtores que emagrece, definha e dissipa-se nos proletariados.” Eça de Queiroz
“Os economistas tinham sobretudo a obrigação de não nos andarem a calcular inflações e a taxa de juro e essas coisas, mas dizerem de que maneira é que nós podemos fazer avançar a gratuitidade da vida.” Agostinho da Silva
“A economia por si só é uma grande fonte de receitas.”  Séneca
“Se todos os economistas fossem postos lado a lado, nunca chegariam a uma conclusão.” Bernard  Shaw
 “Com bom regimento pode até o pouco bastar para muitos; sem ele, nem a poucos alcança o muito.” Padre Manuel Bernardes
“Sem economia, riquezas grandes não as há; e também, com ela, não há pobreza.” Séneca
“Como vos acho pobres de vida quando achais que a economia é a virtude por excelência!” Friedrich Nietzsche
A economia é uma virtude distributiva e consiste, não em poupar, mas em escolher. Edmund Burke
“A economia é extremamente útil como forma de emprego para os economistas.” John Galbraith (Economista)
Imagem daqui

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Para se tentar entender(?) a nossa missão. II

“O Progresso na Economia não está em aumentar a Riqueza, mas em diminuir a Pobreza”
E a Economia - enquanto ciência social que também estudo o comportamento do homem moderno – pode ser o começo dessa mudança. Em especial no que toca ao uso do cabedal teórico da economia, uma situação específica precisa ser definida, uma vez que um falso argumento, desde as obras que marcam o início dessa disciplina, insiste em permanecer e se afirmar como válida: “não é aumentando a riqueza daqueles que já auferem elevados ganhos que se conseguirá diminuir a pobreza, a miséria e a fome daqueles que tanto carecem de ajuda”.
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domingo, 11 de julho de 2010

A Fome é causada pela má distribuição e não pela falta de alimentos

O problema não é a quantidade
Se em 2008 o número de vítimas da fome no mundo tinha sido reduzido para menos de mil milhões, já em Junho de 2009 essa marca foi ultrapassada. Este ano, o número de famintos aumentou em 150 milhões. Muitas das soluções encontradas em certos países em desenvolvimento não dão mais conta do crescimento populacional.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) já tinha reconhecido há 20 anos que “o problema não é tanto a falta de alimentos, mas a falta de vontade política”.
Há suficiente alimento no mundo para o sustento diário de todos os habitantes do planeta, afirma Benedikt Haerlin, da fundação Zukunftsstiftung Landwirtschaft, que apoia projectos ecológicos e sociais no sector agrícola.
“Hoje produzimos alimentos demais. Muito mais do que seria necessário para alimentar a população actual e nem estamos, ainda, perto de esgotar o potencial da alimentação directa. E, para pequenos produtores rurais, dobrar a produção custa pouco”, argumenta Haerlin, que participou da elaboração do Relatório Internacional sobre Ciência e Tecnologia Agrícolas para o Desenvolvimento (IAASTD, na sigla em inglês) de 2008.
 “Se temos mil milhões de pessoas que passam fome por não ter dinheiro para comprar comida e outros mil milhões de clinicamente obesos, alguma coisa está obviamente errada”, alerta Janice Jiggings, do Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento em Londres.
Hoje já existe mais comida que o necessário, garante o Director-Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, “E sem cultivar um quilómetro quadrado que seja a mais, seria possível alimentar toda a população do planeta”.
“Ao mesmo tempo em que temos uma crise de alimentos, jogamos fora 30% a 40% dos alimentos produzidos. Ao contrário de nos perguntarmos onde podemos encontrar mais terra para cultivar, ou se será preciso plantar na Lua, deveríamos olhar para o nosso quintal. Temos que encontrar estímulos financeiros para evitar que se jogue comida fora”, conclui.
Texto completo aqui
Foto daqui

sexta-feira, 9 de julho de 2010

10 Dicas sobre Voluntariado

1. Todos podem ser voluntários
Não é só quem é especialista em alguma coisa que pode ser voluntário. Todas as pessoas com capacidades, habilidades e dons. O que cada um faz bem pode fazer bem a alguém.
2. Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária
Não é uma actividade fria, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências, conhecer outras realidades.
3. Trabalho voluntário é uma via de mão dupla
O voluntário doa a sua energia e criatividade, mas ganha em troca contacto humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil.
4. Voluntariado é acção
Não é preciso pedir licença a ninguém antes de começar a agir. Quem quer, vai e faz.
5. Voluntariado é escolha
Não há hierarquia de prioridades. As formas de acção são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário.
6. Cada um é voluntário à sua maneira
Não há fórmulas, nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmo, de olharem em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem actuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela um clube de serviços, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa.
7. Voluntariado é compromisso
Cada um contribui na medida das suas possibilidades, mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana, alguns sabem exactamente onde ou com quem querem trabalhar, outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente.
8. Voluntariado é uma acção duradoura e com qualidade
A sua função não é a de tapar buracos e compensar carências. A acção voluntária contribui para ajudar pessoas em dificuldade, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida da comunidade.
9. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social
Todos têm o direito a serem voluntários. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podem e devem ser mobilizadas.
10. Voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica
As formas de acção voluntária são tão variadas quanto a criatividade do voluntário e as necessidades da comunidade.
Veja como você pode participar e onde pode desenvolver suas acções:
·       Nas igrejas
·       Nos bairros e nas comunidades populares (ajuda mútua)
·       Nos grupos de auto-ajuda
·       Nos clubes de serviços
·       Em programas promovidos por empresas
·       Nas comunidades de origem
·       Nas associações profissionais
·       Nos hospitais e outras instituições que trabalham na área da saúde
·       Nas instituições e programas de melhoria da educação
·       Nas instituições de ajuda a crianças
·       Nas instituições e programas voltados para as pessoas portadoras de necessidades especiais
·       Nas instituições e programas que trabalham com pessoas da terceira idade
·       Nos grupos e associações de jovens
·       Nos grupos e organizações de preservação do meio ambiente
·       Nos grupos e organizações de defesa de direitos
·       Nos grupos e movimentos de luta contra a violência
·       Nos clubes e associações desportivas
·       Nos grupos e associações culturais e de defesa do património
·       Nos movimentos de luta contra a pobreza
·       Em iniciativas de ajuda mútua e prestação de serviço através da internet
·       Em programas promovidos por órgãos governamentais nos níveis federal, estadual e municipal

Texto completo aqui - Imagem daqui