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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

USRCPV: “Os Serviços Públicos Essenciais”


Decorreu na Universidade Sénior do Rotary Club da Póvoa de Varzim, uma palestra sobre “Os Serviços Públicos Essenciais”, proferida por Pedro Sousa, Diretor do Tribunal do Vale do Ave (Triave).
Serafim Afonso (USRCPV), Pedro Sousa (TRIAVE) e Ana Paula Azevedo (CIAC)
A iniciativa, organizada pelo Centro de Informação Autárquico ao Consumidor – CIAC – do Município, em parceria com o Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Vale do Ave – TRIAVE e com a Universidade Sénior do Rotary Club da Póvoa de Varzim, tinha como objetivo informar os alunos sobre alguns dos seus direitos relativamente à prestação dos serviços públicos essenciais.
Pedro Sousa referiu-se a vários aspetos como: fornecimento de água, de energia elétrica e de gás; serviços de comunicações eletrónicas (telefone, internet, TV); serviços postais; serviço de saneamento e serviço de recolha de lixo.
Esclareceu os presentes sobre alguns dos seus direitos relativamente à prestação dos serviços públicos essenciais, alertando para os cuidados a ter na contratação desses serviços, nomeadamente os períodos de fidelização.
O Diretor do TRIAVE referiu-se ainda a situações contratuais, bem como a forma e os meios de resolverem os conflitos que digam respeito a estes serviços. De acordo com a Lei nº 6/2011 que estabelece a criação de um mecanismo de arbitragem necessário no acesso à justiça por parte dos utentes de serviços públicos essenciais: “Os litígios de consumo no âmbito dos serviços públicos essenciais estão sujeitos a arbitragem necessária quando, por opção expressa dos utentes que sejam pessoas singulares, sejam submetidos à apreciação do tribunal arbitral dos centros de arbitragem de conflitos de consumo legalmente autorizados. Quando as partes, em caso de litígio resultante de um serviço público essencial, optem por recorrer a mecanismos de resolução extrajudicial de conflitos suspende-se no seu decurso o prazo para a propositura da ação judicial ou da injunção.” (Diário da República, 1.ª série —n.º 49 — 10 de Março de 2011).
Para além dos vários esclarecimentos prestados, foram discutidos casos práticos apresentados pela assistência.
E porque o município reconhece a importância da comunidade se manter informada, lembramos que existe, no edifício dos Paços do Concelho, um Centro de Informação Autárquico ao Consumidor – CIAC que tem como missão promover e salvaguardar os direitos dos consumidores e tem ainda as seguintes funções:
Prestar informação aos consumidores;
Receção e acompanhamento das reclamações;
Realizar a mediação de conflitos de consumo;
Promover ações de informação e sensibilização junto das escolas, das associações ou de grupos sociais;
Encaminhar os consumidores ou as respetivas queixas para as entidades competentes para a sua resolução quando a mediação não resulte ou não seja da sua competência.
O Rotary Club da Póvoa de Varzim e a Direção da sua Universidade Sénior agradecem aos intervenientes a disponibilidade e espera enveredar por ações do mesmo cariz.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Actividades extracurriculares podem garantir-lhe o próximo emprego

Numa altura em que há dezenas de candidatos com Curriculum Vitae semelhantes a lutar pelo mesmo emprego é importante dar nas vistas. "Saber chamar a atenção das pessoas que recebem muitos currículos passa por saber captar o interesse e a curiosidade sobre a análise do documento", explica ao i Ana Sofia Portela, managing partner da Palmon & Assessment. A chave está nas actividades extracurriculares.
Voluntariado
 As experiências de voluntariado são uma mais--valia numa candidatura, tendo em conta que "mostram abertura à mudança, ao sacrifício e uma grande capacidade de integração em diferentes grupos", afirma Ana Sofia Portela. "Quem faz voluntariado vive experiências que mais ninguém teve a oportunidade de viver", acrescenta.
Experiências extra-escolares
Apesar de ser importante mostrar competências paralelas ao caminho profissional, Paulo Marcelino deixa um alerta: "É importante que haja um exercício de distanciamento. Para isso devem ser eliminadas as experiências profissionais pouco relevantes, como as de início de carreira de curta duração ou que simplesmente não tenham qualquer relação com a função a que o candidato se está a candidatar."
Por outro lado, Ana Sofia Portela considera que os estágios de Verão, mesmo de curta duração, ou as actividades de solidariedade social, devem ser sempre incluídos no currículo de um recém-licenciado.
"Ninguém discute que o que se ouve numa sala de aula é importante, mas não é menos enriquecedor trabalhar num restaurante durante um mês das férias e ter de aprender a ser flexível, conjugar várias solicitações em simultâneo e mostrar capacidade de ultrapassar obstáculos", acrescenta.
Texto completo aqui
Imagem daqui

terça-feira, 29 de junho de 2010

Voluntariado também está a dar…

Voluntários do Campeonato do Mundo ganham experiência para fugir do desemprego
Quase 70 mil pessoas, de 170 países, candidataram-se como voluntários para este Mundial.
Entre as dezenas de milhares de profissionais que trabalham no Campeonato do Mundo de Futebol do Mundo da África do Sul, 18 mil são diferenciados. Cumprem jornadas de 7 horas de trabalho, 5 dias por semana, mas não recebem nada por isso. Na verdade, são voluntários, que buscam no Mundial uma experiência profissional relevante para enriquecer o currículo.
Estão em toda parte nas cidades-sede do Campeonato do Mundo de Futebol - ajudando os adeptos a encontrarem os seus lugares nos estádios, dando informações nos arredores do Centro de Imprensa ou colaborando no transporte de turistas e convidados aos locais dos jogos. Na sua maioria sul-africanos, esperam que o serviço prestado os ajude a encontrar uma saída para o desemprego que atinge o país, onde há 25% de desempregados.
Alfred diz que com o conhecimento adquirido durante o campeonato, pode conseguir o emprego que não tem há seis meses. “Estou a aprender a controlar a saída de veículos e testar a sua manutenção e posso depois tentar uma vaga como controlador de tráfego.”
Outro sul-africano, Bongi Haba, de 27 anos, também desempregado, resolveu se candidatar a uma vaga como voluntário no Campeonato do Mundo de Futebol, trabalhando no transporte de convidados FIFA. Além de ganhar experiência profissional, combina no voluntariado duas das suas maiores paixões: o futebol e a África do Sul. “Eu amo futebol e amo o meu país”, afirma. “O voluntariado junta as duas coisas. Eu trabalho no Campeonato do Mundo de Futebol e ajudo a África do Sul a sediar o Mundial.”
Notícia e foto daqui

terça-feira, 4 de agosto de 2009

23 de Agosto – Dia Internacional para Relembrar o Tráfico de Escravos e a sua Abolição




Quando a escravatura acabou, todos devem ter pensado que tinha sido de vez. Um fenómeno sócio-político de má memória chegara ao fim e não mais voltaria, terão pensado alguns.
Durante algum tempo assim sucedeu, pelo menos na face visível do fenómeno, já que nas zonas mais escuras, mais escondidas do controlo e da lei, tivesse continuado a haver escravos, não vendidos ou negociados, mas apenas explorados.
De 1415 a 1878, a escravatura teve existência legal. Desde a participação activa dos chefes africanos na captura e venda aos negreiros, da Igreja (especialmente dominicanos e jesuítas (estes possuindo mesmo navios destinados ao comércio dos escravos), até ao próprio Infante que, em 1443, chamou a si o monopólio da sua exploração, foram imensas as ramificações e tornou-se evidente uma organização perfeita, que se estendia das redes de captura, aos locais próprios de embarque e aos navios adaptados para este fim, não sendo descurados aspectos menores como a devida avaliação dos escravos, a sua marcação a ferro e, por fim, o leilão.
Supõe-se que durante esse tempo terão sido traficados 30 milhões de africanos.
Excerto do artigo de CVR