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quarta-feira, 16 de junho de 2010

ROTARY E A PAZ, por via de pós-graduações académicas

Como o Rotary se dedica a promover a paz e a compreensão mundial e pensa que só se pode seguir pelos caminhos da educação e da formação específica, estabeleceu 7 Centros Rotary de Estudos Internacionais na área de paz e resolução de conflitos, sediados em Universidades em 7 países.
Para tal, anualmente são outorgadas até 60 Bolsas de Estudos para Mestrado e 50 para Certificação Profissional através de um programa voltado para a formação de líderes globais e comunitários capacitados para reduzir a violência e a incidência de guerras em todo o mundo. Cada Distrito rotário pode apresentar apenas um candidato (Licenciado, não rotário, nem familiar), de todos os que os clubes propuserem, que se for seleccionado, frequentará o citado Curso durante dois anos, a expensas da Rotary Foundation.
Os Centros Rotary estão localizados nas seguintes universidades:
International Christian University, no Japão;
Universidad del Salvador, na Argentina;
University of Bradford, em Inglaterra;
University of Queensland, na Austrália;
University of California-Berkeley, nos EUA;
Duke University e University of North Carolina at Chapel Hill, EUA e
Chulalongkorn University, na Tailândia.
Os ex-bolsistas dos Centros Rotary actuam em diversos sectores, inclusive Organizações Não-Governamentais (ONGs), firmas de Consultoria, Governos nacionais, Exército, departamento de Polícia e Organizações Internacionais e Bilaterais. Alguns deles foram contratados pela ONU, Banco Mundial, Organização Internacional para a Migração e Organização dos Estados Americanos.
Os dados estatísticos abaixo, obtidos em Março de 2009, referem-se às turmas de 2006-08, porém incluem a turma de 2007-09 da University of Bradford. Há 333 bolsistas que informaram a Fundação Rotária sobre as funções que desempenham actualmente.
·        99 trabalham em ONGs ou exercem cargos relacionados à paz (30%)
·        74 trabalham em órgãos governamentais (22%)
·        42 frequentam programas de pós-graduação na área de paz e outras afins (13%)
·        33 são professores (10%)
·        29 trabalham em pesquisa ou oferecem suporte académico (9%)
·        17 trabalham em agências da ONU (5%)
·        8 trabalham no Banco Mundial (2%)
·        8 são jornalistas (2%)
·        3 são advogados ou trabalham na área de direito (1%)
·        10 são banqueiros, profissionais da área de recursos humanos ou empresários (3%)
·        10 estão procurando trabalho na área de paz (3%)
Imagem daqui

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Rotary e a Aproximação de Culturas III

Intercâmbios de Jovens - Fazer amigos noutros países
Descubra um Mundo Diferente
Como participante do Intercâmbio de Jovens do Rotary, poderá passar um ano a morar com famílias anfitriãs e a frequentar a escola num país estrangeiro.
Através de programas de intercâmbio de curta ou longa duração, aprenderá um novo modo de vida, talvez até uma nova língua e descobrirá muito sobre si mesmo. Actuará também como um jovem embaixador, ensinando às pessoas como se vive no seu país, as suas tradições culturais e as suas ideias, contribuindo para um mundo mais unido e, além disso, fazendo amigos.
Mais de 8.000 jovens, todos os anos, passam por esta experiência única.
Intercâmbios de longa duração
O programa está aberto a estudantes de 15 a 19 anos de idade, que estejam acima da média nos seus estudos, sejam actuantes na comunidade e possuam certas qualidades, como facilidade de adaptação e disposição para enfrentar novos desafios. Todos os candidatos precisam ser patrocinados por um Rotary Club local, preencher o formulário de inscrição e ser entrevistados pessoalmente.
Servir como embaixador de seu próprio país
Nos intercâmbios de longa-duração os estudantes moram cerca de um ano noutro país e frequentam uma escola local.
Viver novas experiências e observar diferentes culturas
No decorrer da experiência, de forma a ampliar a compreensão da nova cultura, moram com duas ou três famílias diferentes, seleccionadas criteriosamente pelo Rotary Club anfitrião.
Intercâmbios de curta duração
Os intercâmbios de curta duração variam de alguns dias a diversas semanas.
Embora os participantes em geral não frequentem instituições escolares no país anfitrião, é possível que você possa adaptar o seu intercâmbio a interesses próprios ou incluir excursões a locais específicos.
Os quatro tipos mais comuns de intercâmbio de curta duração são estadias com famílias, excursões, visitas entre famílias e colónias internacionais de jovens.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Rotary e a Aproximação de Culturas I

No Ano Internacional para a Aproximação de Culturas, é legítimo sublinhar que o Rotary International, desde 1965, tem entre outros, um programa de aproximação de culturas, que faz do Movimento um precursor destas inquietações sociais e dos seus clubes e sócios obreiros deste desiderato.
O que é o programa Intercâmbio de Grupos de Estudos (IGE)?
O Intercâmbio de Grupos de Estudos (IGE) da Rotary Foundation para jovens de 25 a 40 anos de idade, com pelo menos 2 anos de actividade profissional, possibilita-lhes a oportunidade única em termos culturais e profissionais, oferecendo subsídios para a viagem das equipas que visitam dois Distritos emparceirados, de diferentes países.
Durante o período de quatro a seis semanas, os integrantes das equipas estudam as instituições e o modo de vida do país anfitrião, observam como as suas profissões são exercidas nesses países e culturas, estabelecem amizades e trocam ideias. Os membros das equipas, que provêm de corporações, pequenas empresas, organizações comunitárias, instituições médicas e educacionais, órgãos governamentais e agências sem fins lucrativos, usufruem de cinco dias de visitas profissionais, da realização de 15 a 20 apresentações em Rotary Clubs, comparecendo a cerca de 10 a 15 eventos sociais, participação em Conferências Distritais, actividades culturais e excursões e de três a quatro horas livres por dia com a família anfitriã.
Todos os membros da equipa, em cada cidade que visitam, ficam hospedados em famílias de rotários, que lhes fornecem as refeições, as acomodações e as viagens no Distrito, de forma a apreenderem e interiorizar outras formas de vida, hábitos, tradições e culturas. Cada participante é responsável pelas suas despesas pessoais, e imprevistas, incorridas antes, durante e após a viagem de estudos, inclusive viagens pessoais a ser realizadas após o intercâmbio.
O que é oferecido?
• Dias de observação profissional
— Oferecem aos participantes a oportuni­dade de verificar como as suas ocupações são exercidas noutros países.
— Beneficiam as suas carreiras a longo prazo, através da participação em programas de estudos, debates e troca de ideias nas suas áreas específicas de actuação.
• Experiências culturais
— Permitem que os participantes, através de um programa estruturado, conheçam o povo, a cultura, o idioma, e as instituições de outros países.
— Promovem a apreciação da diversidade cultural em todo o mundo.
• Oportunidades para companheirismo
— Provêem a oportunidade de convivência entre os membros das equipas e dos seus an­fitriões, num ambiente de amizade e boa vontade.
— Permitem a consciencialização recíproca sobre problemas, aspirações e inquieta­ções comunitárias, regionais, nacionais e internacionais.
— Fomentam amizades duradouras e uma maior compreensão internacional.
• Participação de rotários
— O IGE oferece aos rotários a opor­tunidade de prestar serviços interna­cionalmente e proporcionar a jovens profissionais, em início de carreira, uma perspectiva de como as suas ocupações são exercidas noutros países e culturas.
Testemunhos
“O intercâmbio fez com que me desprendesse da segurança da minha rotina diária e travasse amizades duradouras. Tive a oportunidade de me conhecer mais, de analisar os meus valores e determinar o que é realmente importante para mim.”
“No país anfitrião, pude estudar sistemas médicos, aprender sobre seguro médico e assistir à execução de cirurgias oftalmológicas. Sinto-me capacitado para implementar técnicas novas no meu consultório e aperfeiçoar os serviços prestados.”
“Estou mais disposto a enfrentar desafios, inclusive fazer apresentações em público, e mais seguro quanto às minhas competências.”

sábado, 5 de junho de 2010

Nem tudo o homem pode

Das ferramentas de pedra e lanças de pau do homem das cavernas às ferramentas de alta precisão e armas exterminadoras de hoje; da descoberta do fogo aos combustíveis que accionam os foguetes espaciais; da invenção da escrita ao computador, à internet, à decifração do genoma humano, à clonagem de animais e até de célula artificial, o conhecimento humano e a sua transformação em tecnologias, regista uma evolução fantástica. Tão fantástica que já é comum ouvir-se que o homem quer imitar ou substituir Deus. Cerca de dois mil físicos, inclusive brasileiros, participam das experiências realizadas no Grande Colisor de Hádrons, um túnel circular de 27 km, a 100 m abaixo da superfície, na Suíça, equipado para testes de física nuclear. Ali, através da colisão de feixes de partículas subatómicas, eles estão procurando confirmar a existência da “partícula de Deus”, ou “bóson de Higgs”. Essa partícula seria a responsável pela explosão que deu origem ao universo, o Big Bang. Se encontrarem essa partícula, estará decifrada (será?) a origem de todas as coisas, e os ateus estarão tranquilos, certos de que encontraram o seu deus.
Com todo esse avanço do conhecimento, pode-se dizer que o homem pode tudo? Não, nem tudo. Vamos ver alguns casos que desafiam esse poder. Primeiramente, um que parece inconcebível, diante de tanto avanço da inteligência e da tecnologia - a explosão da plataforma de petróleo no Golfo do México. Por que, com todo o avanço da engenharia, até quando escrevíamos, eles não conseguiam estancar o jorro de petróleo? Eles foram capazes de perfurar o poço no fundo do mar, como a Petrobras também vem fazendo, agora com mais arrojo ainda, atingindo a camada de pré-sal, a milhares de metros de profundidade. Se são capazes de furar o poço, de instalar a tubulação e operar a extracção, em cima de uma plataforma flutuante, porque são incapazes de fechar o poço, que está ameaçando provocar, talvez, o maior desastre ecológico do Planeta? Seria muito para quem colocou uma estação espacial tripulada em órbita a mais de 400 km da Terra, fechar um poço a 1.500 metros no fundo do mar?
Como esse, em muitos outros casos de natureza prática, o homem se mostra impotente. E mais impotente, ainda, quando se trata de casos de natureza humana. Se houve progresso com as ciências físicas, igualmente houve muito progresso nas ciências humanas.
Dos romanos aos nossos dias o Direito acumulou montanhas de obras, pareceres e decisões jurídicas do mais elevado conhecimento e sentido de justiça. A Sociologia, a Psicologia e ciências afins têm decifrado o ser humano em todos os seus aspectos. Com tudo isso, o homem não tem conseguido manter a paz. No fórum adequado ao debate dos assuntos que dizem respeito à convivência do homem em sociedade, os parlamentares, em todo o mundo, não são capazes de discutir sem se ofenderem e trocarem sopapos. Os trabalhadores, públicos e privados, não conseguem discutir os seus direitos sem terminar em confrontos policiais e pancadaria. Vizinhos, que precisariam viver ajudando uns aos outros, em face da insegurança e outras ameaças à tranquilidade, brigam por causa de barulho, de gatos e cachorros. No trânsito o homem perde a civilidade, não respeita ninguém - infringe a lei, xinga e mata.
A organização, reunindo as pessoas sob um mesmo ordenamento, cria uma força chamada sinergia. Imagine agora a sinergia de uma nação, multiplicando os conflitos dos pequenos grupos por milhões de pessoas e conclua se é possível a paz entre judeus e palestinianos e entre países muçulmanos e comunistas, com outros povos. E não é por falta de esforço para pacificação.
Entre as organizações que lutam pela paz está o Rotary International, através da Rotary Foundation, que criou em universidades dos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Japão, Tailândia e Argentina, “Centros Rotary pela Paz Mundial”, com a finalidade de ampliar a eficácia da entidade e dos rotários em promover maior tolerância e cooperação entre as pessoas, aumentando as possibilidades de paz e compreensão no mundo.
Neles, os bolsistas estudam relações internacionais, administração pública, desenvolvimento auto-sustentável e estudo da paz e resolução de conflitos. Parece um esforço pequeno, dada a magnitude do problema, mas, com certeza, se multiplicará, em razão do inquestionável conceito da Rotary Foundation.
Por Pedro Grava Zanotelli ex-presidente da Ordem dos Velhos Jornalistas de Bauru e membro da ABLetras no JCNRT - 04/06/2010

Nota - Quando o reconhecimento vem de quem não é rotário, é mais fácil acreditar nas virtudes