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domingo, 22 de agosto de 2010

Lembram-se? Salva da pobreza, por causa da natureza

A história de Rosita Chibure, salva da pobreza em Moçambique
Rosita Chibure descalça os sapatos e trepa, com cuidado, até ao ramo da árvore onde nasceu há 10 anos. A mãe Carolina, olha-a cá de baixo, do chão.
“Tudo é possível”, diz Carolina ao relembrar o dia em que ela e a sua filha foram salvas, enquanto olha à volta para as palhotas da vila empobrecida que já não chama de casa.
As circunstâncias do nascimento pouco habitual de Rosita foram capturadas por uma câmara de televisão que se encontrava a bordo de um helicóptero de resgate, que sobrevoava as fortes cheias que afectaram Moçambique.
Enquanto o helicóptero mantinha o equilíbrio, mãe e filha foram puxadas dos ramos, depois o cordão umbilical foi cortado e, de repente, as suas vidas foram transformadas em celebridades.
Um pouco sobre Rosita e Carolina, hoje.

sábado, 21 de agosto de 2010

Para se entender(?) o que fazemos e não podemos… III

Das 12H00 de 28 de Junho às 12H00 de 21 de Agosto de 2010
Proveito monetário das operadoras telefónicas em Portugal até este momento.
4.155.792.340 € / 5.412.035.601 € (+-3.614.588.839€): -150.607.868 €/dia
Valor monetário dos lucros da banca em Portugal até este momento.
1.320.076.848 € / 1.719.120.432 (+399.043.584 €): 16.626.816 €/dia
Valor monetário dos lucros da EDP até este momento.
460.072.318 € / 599.151.725 (+139.079.407 €): 5.794.975 €/dia
Valor monetário das receitas do conjunto de Casinos até este momento.
171.121.276 € / 222.849.918 (+51.728.642 €): 2.155.360 €/dia
Novos desempregados até este momento.
87.026 / 113.334 (+26.308): 1.096/dia
Foto daqui

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O desemprego de muitos dá emprego a poucos…

Coaching  ajuda desempregados a elevarem a auto-estima
Desempregados do Distrito de Bragança estão a ser ajudados a descobrir potencialidades pessoais e profissionais por uma especialista do «coaching», um processo cada vez mais procurado no mundo dos negócios para alcançar metas.
A psicóloga e «treinadora/orientadora» (coach) que está a dar àqueles que estão confrontados com o problema do desemprego ou exclusão social algumas dicas de como através do autoconhecimento é possível dar a volta.
«A atitude positiva faz toda diferença» e é por isso que estas pessoas estão a receber um curto treino de competências para elevar a auto-estima, o primeiro passo para definir objectivos.
Notícia completa aqui e Imagem daqui

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Quase Literatura, quase Poesia, quase Pobreza…

No passado dia 15, publicamos aqui um bonito texto sobre a Pobreza, de joão-luís de medeiros, um açoriano radicado nos EUA, “sacado” do blogue da RTP-Açores, mas em que era preciso pedir autorização para a sua publicação. Assim procedemos, tendo recebido do autor, não só a autorização devida, como se deu ao trabalho de rever o Memorandum e nos enviar, hoje, agradecido.
É de salientar o gesto e a disponibilidade (disponibilidade que encontramos em muitas mais gente do que imaginamos) para nos ajudar a levar as pessoas a pensarem, e também nos outros.
Ao autor, o nosso obrigado público e aqui fica o texto, que vale a pena (re)ler…

Memorandum
joão-luís de medeiros
Quem tem medo da coragem...?
...desde jovem tenho procurado escutar o murmúrio coado do pensamento (a pensar não se envelhece) para me proteger da poluição sonora da pregação venenífera dos amanuenses do status-quo. São feitios. É possivel que os desígnios do meu temperamento me tenham protegido das vulnerabilidades da opulência obscena cultivada pelo mandarinismo lusitano.
O saldo da conta da minha rica-pobreza não serve de exemplo a ninguém. Reconheço, contudo, que há ainda vários modos de conviver com a pobreza involuntária; há quem se sirva da pobreza como “alavanca” psico-religiosa para melhor explorar a má-consciência dos herdeiros profissionais das classes possidentes...
O já desbotado decreto emocional de amar os pobres (e odiar a pobreza) já deu provas da sua ineficácia operacional. Não me parece possível eliminar a miséria (a pobreza é apenas o rosto mais visível da miséria) com ferramentas aritméticas, ou seja, duplicando ou triplicando, por milagre populacho, o rendimento individual. Assim que as comunidades acendem o foguete de lágrimas do progresso material, os indivíduos depressa “descobrem” novas, exigentes, quiçá desnecessárias ‘necessidades’. Mais: a trajectória comum dessas supostas necessidades começa como mera ostentação, e termina como imperativo irreversível...
O conceito popular de Democracia “anda nas bocas do mundo” há mais de dois mil e quinhentos anos. Sempre que observamos a fundo o princípio da igualdade na pobreza (em que “o jantar serve de ceia”) ressalta-se-nos à vista o vírus da gripe económica (vamos comparar, metaforicamente, ao vírus da ‘sida social’) cuja propalacão ameaça desaguar no oceano do ‘terrorismo económico’...
Gostaria de acreditar que, no peito da cidadania democrática, há um nobre guerrilheiro-moral a esgrimir a verdade relativa das coisas; um salmo de justiça social patente nas danças e cantares do povo, nas suas emoções e tradições étnico-religiosas. Vamos sugerir que promessas de bem-estar não são juras bíblicas: são porventura gotas de palavras que se esgueiram pelas sinuosidades do eterno-bem; são lascas de verdades arrancadas ao madeiral do pensamento. É por isso que, em pleno esfervilhar da vida, bastas vezes temos de recuar (corajosamente) para tomar fôlego e continuar o avanço (mesmo que paralelamente)...
Vamos perguntar ao Verão em curso: como irás neutralizar a passividade adolescente (e não só) em relação às drogas ilegais? Que novidades trazes aos dois milhões de “fora da lei” que pululam nas cadeias norte-americanas? Qual o teu projecto relativamente ao Serviço Nacional de Protecção às Crianças, para além da contensão disciplinar e da punição legal do imundo flagelo pedófilo? Que me dizes do terrorismo sócio-cultural que continua a adiar sine die a alvorada da meritocracia? Quantos quilómetros de comprimento apresenta a repugnante parada dos mercenários do oportunismo...?
.../.../...
E já agora vamos torcer o leme da diáspora em direcção aos Açores.
Vejamos: quando iremos celebrar o natal da C.O.P.A. (Cruzada de Organização Popular Açoriana), que gostaríamos fosse integrada por Sindicatos, Escolas, Empresas, Organizações desportivas e recreativas, para acicatar a Administração Regional a reconhecer (e a emendar) a sua demorada, embora por vezes compreensível, “dor de ser quase”?  Será que valerá a pena aguardar as melhoras do reumatismo alternativo da oposição regional?  
...creio que nesta conjuntura estival (2010) seria importante “perder a oportunidade para perder a oportunidade”. Ou seja: a autonomia politico-administrativa dos Açores não deve ser humilhada pela hipótese de ser apequenada à mera circunstância dum waiting room for the last trip...  
Caro Verão de 2010: há ainda gente com medo da coragem... e há também muitos viventes apavorados pela chegada da Liberdade (sobretudo pelo temor da responsabilidade individual que tal eventualidade implica...).
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Rancho Mirage, California
Agosto, 2010
Trecho anterior do Blog Comunidades  e foto da autoria de Lélia Nunes daqui
João-Luís de Medeiros é natural da ilha de São Miguel, Açores, e vive nos Estados Unidos desde finais de 1980. Antes de emigrar, trabalhou no sector privado empresarial, e após a instauração da Democracia em Portugal, foi eleito parlamentar à Primeira Legislatura da A.L.R. (Horta, Faial, 1976); mais tarde, serviu como representante açoriano na Assembleia da República (Lisboa, 1978).
As suas publicações em poesia e prosa estão dispersas algures em jornais e revistas da diáspora lusófona. Desde 1976, é colunista-convidado da imprensa comunitária (coluna Memorandum). É co-autor do livro "Em Louvor do Divino" (1993); recentemente, publicou o seu primeiro livro de poemas intitulado "(Re)verso da Palavra" (2007).
João-Luís de Medeiros é licenciado ‘cum laude' em Humanidades e Ciências Sociais (University of Massachusetts, Dartmouth); mais tarde, obteve o Mestrado em Ciências de Recursos Humanos (Chapman University, Orange, California).
Texto de apresentação de Lélia Nunes

Micro-crédito gera 566 empresas em plena crise – Funciona!

Em 10 anos, o micro-crédito ajudou a criar 1.368 empresas em Portugal e, pelo menos, 1.751 postos de trabalho directos. Mais de 40% destes negócios surgiram nos últimos dois anos e meio, em plena crise. Prova de que, numa altura em que o desemprego atinge 590.000 pessoas - dados divulgados ontem pelo INE -, o micro-crédito está a estabelecer-se como instrumento de combate à pobreza e como saída para os desempregados.
Os dados de 1999 a 2010 são da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC), entidade que aplica a filosofia de Muhammad Yunus, o "banqueiro dos pobres" que foi galardoado com o Nobel da Paz. E mostram que 73% desses negócios ainda se mantêm, tendo sobrevivido ao período conturbado da crise. Ou seja, parte dos sete milhões de euros emprestados neste período foram bem aplicados e as empresas permanecem de portas abertas. São na maioria negócios ligados ao comércio e restauração, implementados por pessoas entre os 25 e 39 anos, com o ensino secundário ou o 3º ciclo.
Notícia completa e imagem aqui

domingo, 15 de agosto de 2010

Outra solução, que vai funcionando…

Programa de Luta Contra a Pobreza financia micro-crédito rural em Santiago, Cabo Verde
Muhammad Yunus - Nobel da Paz 2006
120 Chefes de famílias do meio rural de Santiago vão ter à disposição, para investimento, cerca de 16 mil contos, em micro-créditos.
O contrato de financiamento foi assinado no passado dia 10, entre o Programa Nacional de Luta Contra a Pobreza e as instituições de micro-crédito e ONGs.
Conforme o Presidente da Associação de Tingue, Lourenço Lopes, um dos beneficiados, o protocolo vai contribuir para melhorar as condições sócio-económicas das famílias no seu Concelho e segundo ele, o montante que será distribuído, consoante as carências das famílias, vai ser aplicado no sentido de dar resposta ao desenvolvimento da agricultura no município.
Já o representante de outra beneficiada, a Fami-Picos, Antero Semedo, destacou o sucesso do investimento, uma vez que os beneficiários vão ser capacitados em gestão de pequenos negócios.
Texto daqui
Foto daqui

Afinal há soluções… mais uma

Como fortalecer a criação de emprego para a redução da pobreza?
A recém-lançada publicação do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (CIP-CI) aborda a questão de como Public Works e Programas de Garantia de Emprego podem servir melhor como políticas públicas estruturais para uma estratégia de desenvolvimento a longo prazo. Ao contrário de funcionar apenas como “redes de segurança”, tais programas podem também aumentar a oferta de bens e serviços públicos e promover o Crescimento Inclusivo.
Um estudo recente elaborado pelo CIP-CI, propõe uma nova maneira de abordar Public Works e Programas de Garantia de Emprego (PEPs), reformulando a sua concepção e execução a partir de uma abordagem de longo prazo para o desenvolvimento. Os autores, Steve Miller, Radhika Lal, Maikel Lieuw Kie-Song e Daniel Kostzer observaram que esses programas não funcionam apenas como “redes de segurança” para absorção de choques derivados das crises, mas também – e mais importante – para garantir a protecção social, favorecendo o Crescimento Inclusivo. “Para funcionar de forma eficaz, os programas públicos de geração de emprego têm de ser [...] um mecanismo flexível para responder ao mercado de trabalho, os desafios do desenvolvimento e choques”, destaca o relatório.
Imagem daqui

Os países enriquecem e as populações empobrecem?

Dia da Independência Índia
Emblema da Índia
"A taxa de crescimento económico foi melhor que a da maioria dos países. Hoje, a Índia está entre as economias do mundo que mais crescem", disse hoje o Primeiro-Ministro e acrescentou que, "Como a maior democracia do mundo, transformamo-nos em exemplo que muitos outros países podem imitar".
Apesar da crise internacional, a Índia espera crescer este ano fiscal 8,5%, embora os efeitos desse crescimento não cheguem a "uma grande parte da população, que sofre, a pobreza, a fome e a doença, de maneira persistentes", disse.
Notícia aqui e imagem daqui

Desemprego, um factor de calamidade pública

Da criação e manutenção do emprego depende a estabilidade social
É uma infeliz coincidência que no Ano Europeu da Luta Contra a Pobreza e Exclusão Social que está em curso, se batam todos os recordes de desemprego em Portugal.
“A pobreza não envergonha quem por ela é atingido, mas é um tremendo desafio para aqueles que usando a riqueza em proveito próprio, esquecem o seu concidadão que vive sem o necessário, possivelmente mesmo ao seu lado.
Texto completo aqui

sábado, 14 de agosto de 2010

A pobreza tem solução? Mais um(a) a dizê-lo

Esther Duflo: Experiências sociais para combater a pobreza
A redução da pobreza tem mais a ver com conjecturas do que com a ciência e a falta de dados sobre o impacto das ajudas externas e levanta questões sobre como lá chegar. A francesa Esther Duflo, professora no MIT, ganhou o prémio John Bates Clark de 2010. Este último é tradicionalmente concedido a economistas americanos com menos de 40 anos que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento do pensamento económico.
Talvez o ponto mais importante envolvendo Esther seja a importância da influência do seu trabalho e da sua postura na formação de uma nova geração de economistas que está por vir.
Ela mostra, sobretudo aos decisores públicos, que é possível saber quais são os esforços de desenvolvimento que ajudam e quais são os esforços que prejudicam, testando as soluções aleatoriamente:
Diminuir a pobreza é mais conjectura do que ciência, e a falta de dados sobre o impacto da ajuda levanta questões de como promovê-la. Mas a vencedora da Medalha Clark - Esther Duflo - diz que é possível saber quais os esforços para o desenvolvimento que ajudam e quais os que prejudicam, testando soluções com testes randómicos.
Traduzido para português (do Brasil) por Fers Gruendling e revisto por Volney Faustini
Foto daqui
Para ver as legendas em Português, clique em “View Subtitles” na barra de baixo à esquerda e escolha.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

“Condições de vida estão a agravar-se”

Eugénio Rosa, Economista e membro da CGTP, fala sobre o desemprego em Portugal e condições de acesso a apoios.
Correio da Manhã - Como vê o facto de mais de 100.000 mil desempregados receberem um subsídio abaixo do limiar da pobreza?
Eugénio Rosa - Mostra que as condições de vida de quem não tem emprego estão a agravar-se. 100.000 recebem menos de 354 euros de apoio social, 200.000 estão desempregados e sem subsídio e o número real de pessoas sem trabalho é superior aos 643.000 inscritos. E com o desemprego de longa duração a agravar-se, esses 300 euros são a última rede antes de ficarem sem nada. Uma rede que não dura por muito tempo.
Entrevista completa e foto aqui

A ilusão do desenvolvimento ou fim da pobreza absoluta?

Diz-se que a “ilusão é uma confusão dos sentidos que provoca uma distorção da percepção”, sendo que pode ter causa em razões naturais ou artificiais. Uma vez que a percepção é baseada na interpretação dos sentidos, as pessoas podem experimentar ilusões de formas e maneiras diferenciadas. A palavra ilusão deriva do verbo latino illudo, que significa divertir-se, recrear-se, mas também burlar, enganar. O verbo latino estava formado pelo prefixo in- e o verbo ludo, "eu brinco". De ludo derivou-se uma ampla família de palavras na qual se inclui "lúdico", relativo a brincar, "eludir", escapar, "alusão", menção, referência, "interlúdio", intervalo num jogo ou representação teatral e "prelúdio", o que precede uma representação. Na língua portuguesa, iludir evoluiu com o sentido de causar uma impressão enganosa ou ter a esperança de algo desejável.
Pela teoria do “trickle-down effect of growth”, os frutos do crescimento económico se propagam automaticamente por todas as camadas sociais. Vão primeiro para os ricos e, então, aos pobres a partir do momento em que os ricos se põem a gastar a renda obtida. Logo, o modo mais eficaz de reduzir a pobreza seria promover um crescimento económico acelerado para os pobres ganharem com esses recursos verticalmente derramados do topo da pirâmide. Sem dúvida, o crescimento económico exerce uma influência capital sobre as taxas de pobreza, ao gerar um aumento de bens e serviços que podem assim ser distribuídos entre a população. Se todos os indivíduos são beneficiados na mesma proporção, as taxas de pobreza teriam de baixar rapidamente. Mas em diversas fases de crescimento económico, não há como evitar que proporcionalmente uns recebam maior parcela que os outros, o que afecta os níveis de desigualdade e portanto o ritmo de redução da pobreza.
Mas convém referir, que as alterações nos índices de pobreza de um determinado País estão condicionadas a dois factores principais: (a) O primeiro factor, é a taxa de crescimento económico: quanto mais elevada for a taxa de crescimento económico, maior a redução nos índices de pobreza; (b) O segundo factor, é o grau em que os frutos do crescimento económico são colhidos pelos pobres. Esses dois factores podem tomar rumos opostos e, portanto, uma taxa positiva de crescimento económico pode até redundar em mais pobreza se for acompanhado por um aumento na desigualdade. A desigualdade relativa se ameniza quando o crescimento económico favorece os pobres proporcionalmente mais que os outros, ao passo que a desigualdade absoluta cai quando os pobres recebem ao menos, a mesma soma de benefícios que os outros. Esta é a condição mais importante para se atingir o “crescimento económico em prol dos pobres”.
É verdade que quanto mais tardar a dinamização da economia, maiores serão as distâncias sociais. Mas é impossível imaginar um crescimento económico sustentável sem investimentos regulares, expressivos e permanentes no social. A pobreza e a desigualdade deformam a economia, quebram-lhe a competitividade e estiolam seus mercados, chegam mesmo a bloquear o próprio crescimento. Por isso, a política económica não pode continuar a ser concebida de costas para a sociedade, como atributo de técnicos e funcionários preocupados em racionalizar custos e privilegiar a lógica dos mercados: ela precisa ter um forte e claro conteúdo social. A adopção de políticas sociais especificamente voltadas para a diminuição da desigualdade gera estímulos fantásticos nos vários níveis da sociedade.
Por Adelson Rafael – Texto completo em O País online de Moçambique

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O mundo quer lutar contra o ambiente, preservando a pobreza

ONU quer lutar contra a pobreza, preservando o meio ambiente
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou nesta segunda-feira a criação de um comité de alto nível encarregado de elaborar um plano de acção para combater a pobreza garantindo um meio ambiente sustentável.
Este grupo, sob a direcção conjunta dos presidentes da Finlândia, Tarja Halonen, e da África do Sul, Jacob Zuma, estudará como "tirar as populações da pobreza, respeitando e preservando o clima e os ecosistemas que nos dão a vida", declarou Ban em uma colectiva de imprensa.
A equipe deve "ser ambiciosa e propor respostas práticas aos desafios institucionais e financeiros da execução desse plano" e deve apresentar o seu Relatório no fim de 2011, a tempo de ser utilizado na Conferência da ONU Para o Desenvolvimento Sustentável, prevista para 2012 no Rio de Janeiro.
Notícia daqui
Foto por mail

domingo, 8 de agosto de 2010

Afinal a pobreza tem solução! E não é o primeiro a dizê-lo…

Paul Collier e os Milhões da Pobreza - Os mil milhões mais pobres
Por todo o mundo, neste preciso momento, mil milhões de pessoas estão presas em países pobres ou falhados. Como podemos ajudá-las? O economista Paul Collier* traça um plano arrojado e empático para estreitar o fosso entre ricos e pobres.
Traduzido para português, por Sofia Nunes e revisto por Nuno Lima
Nota - Vídeo filmado e publicado em 2008
*Paul Collier: Professor de Economia, Departamento de Economia da Universidade de Oxford
Professorial Fellow de St Antony's College
Áreas de actuação: governação nos países de baixo rendimento, especialmente a economia política da democracia, o crescimento económico em África, a economia de guerra civil, a ajuda, a globalização e a pobreza.
Para ver as legendas em Português, clique em “View subtitles” na barra de baixo e escolha.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

As mesmas causas, os mesmos efeitos!

O cartoon acima publicado, não se refere à estrutura sócio-económica do nosso país, mas chega-nos do país irmão, no “Blog do Ferreira”.
Qualquer semelhança, será pura coincidência, coincidência que se alastra por todo o mundo democrático e que é mais notória nos países não-democráticos.
A ser verdade, e sabendo-se que “as mesmas causa produzem os mesmos efeitos”, torna-se evidente que se não se eliminarem as causas, os efeitos serão sempre, sempre, sempre os mesmos: a pobreza