Seguidores

Mostrar mensagens com a etiqueta Economia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Economia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Companheiro servindo a nossa comunidade

O nosso Companheiro Mestre Festas acompanha a ministra do Mar, expondo e reivindicando as ajudas para os prejuízos do mau tempo, que gerou mais estragos no mar do que em terra.
Assunção Cristas, ministra da Agricultura e Pescas esteve esta sexta-feira de manhã na Póvoa de Varzim, onde garantiu que vai agilizar o processo de candidaturas ao fundo de garantia salarial para os pescadores , como forma de fazer face às dificuldades que se fazem sentir nos últimos meses, devido ao mau tempo e à impossibilidade de saírem para pescar.
O anúncio de que existe uma dotação de 6 milhões de euros para este fundo foi feito numa visita da ministra ao porto de pesca local. Os pescadores devem fazer já as candidaturas, alertou a governante, ao invés de esperarem pelo fim do mau tempo. No local, Assunção Cristas foi alertada para o facto de, devido ao mau tempo, haver embarcações que não saem para a faina há mais de 2 meses, mostrando-se consciente “do momento difícil pelo qual passam os pescadores”.
“O fundo de compensação salarial tem uma verba elevada, são 6 milhões de euros. Mas, nos últimos anos, desde 2010 nunca foram utilizados mais de 250.000 euros por ano. O dinheiro não é problema, a única limitação são as regras europeias das ajudas do Estado e é com elas que temos de trabalhar”, disse a ministra, garantindo ainda: “tudo será feito para que o dinheiro chegue rapidamente aos pescadores necessitados”.

domingo, 3 de março de 2013

A palavra ao “Sócio Honorário” do Rotary Club do Porto, na III Conferência bidistrital - Portugal


Aos participantes na Conferência Interdistrital do Rotary Internacional, Exponor, 23 de fevereiro de 2013
D. Manuel Clemente, Bispo do Porto
Sobre a paz, disse Santo Agostinho que é a “tranquilidade da ordem” (A Cidade de Deus, XIX, 13) e julgo ser definição a reter nos nossos dias, para permanentemente a construirmos. Refiro uma ordem que significa justa ordenação de cada parte e não mera armadura exterior de segurança.
Disse “permanentemente a construirmos”, pois não é coisa garantida para sempre, quando aparentemente exista, nem nos dispensa de uma atuação constante, atenta e comprometida. Também se diz biblicamente que “a paz é obra (fruto) da justiça”.
Comecemos então pela justiça, virtude que nos manda “dar a cada um o que lhe é devido”. Felizmente muito se avançou no campo dos direitos formalmente reconhecidos, da segunda metade do século XVIII até aos nossos dias (Declarações de Direitos Norte Americana e Francesa, Declaração da ONU, 1948…). Mas não podemos esquecer que tais declarações demoraram e demoram muito a concretizar-se na prática das sociedades. Como infelizmente constatamos que, nos séculos XX e já XXI, se sucederam atrocidades várias e a uma escala nunca vista…
É realmente importante que, em termos de ideias e regras subscritas, tenhamos atingido aquelas plataformas de direitos. O contrário seria a descrença na natureza humana, como realidade básica e comum da nossa dignidade a salvaguardar e o regresso à lei do mais forte, ainda verificável aqui ou ali (demasiados “aquis” e “alis”, infelizmente).
Acontece que, neste ponto, se revelam as contradições da globalização crescente da vida mundial, fenómeno irrecusável mas ambíguo. Desde que o nosso Gama abriu a ligação marítima e direta entre a Europa e a Índia, coeva da “descoberta” europeia da América, a mentalidade geral foi olhando o planeta como um todo, ainda que cheio de contrastes - que eram outros tantos desafios a alargar o próprio conceito da nossa humanidade compartilhada. A revolução industrial, a busca de matérias-primas, o desenvolvimento dos transportes e das comunicações, agora instantâneas, tudo nos levou ao que somos hoje, como ideia e representação de nós mesmos, neste sentido “globais”.
Todavia, estes fatores que podemos considerar positivos, têm o seu lado problemático, quando tornam as sociedades mais “fracas” muito vulneráveis aos interesses externos, e quando nos fazem passar rapidamente demais do plano individual ao geral, sem ter em conta o que está mais ao pé e deve ser localmente resolvido. Usando linguagem evangélica, podemos dizer que está em causa precisamente o “próximo”, a proximidade ativa e responsável.
O horizonte geral que a globalização nos foi dando é inquestionavelmente um bem, propício até ao reforço da solidariedade internacional. Mas o alheamento do que diretamente nos rodeia põe em causa um outro princípio indispensável, a subsidiariedade, que sempre requer a participação de cada parte interessada, ou corpo intermédio, na resolução social que se pretenda. Só na conjugação da solidariedade geral com a subsidiariedade das partes se dá verdadeiramente a cada um o que lhe é devido – em termos de reconhecimento, oportunidade e estímulo -, ou seja, se garante a justiça, cujo fruto é a paz.
As repercussões são óbvias, em campos tão variados como as famílias, os grupos socioculturais de pertença, as associações de todo o género, as autarquias, as escolas e tudo mais de interesse público, etc. Se estas realidades – que são outras tantas dimensões da nossa personalidade e essência relacional forem desativadas por qualquer imediatismo generalizador, nacional ou multinacional que seja, a paz correrá graves riscos, porque nem se respeita a ordem correta das coisas nem se reconhece e proporciona a cada um o que lhe é devido.
Sem olhar negativamente demais para o nosso caso português, podemos detetar elementos positivos a este respeito, como sejam as concretizações associativas que perduram – sabe Deus com quanta abnegação de muitos! -, ou aparecem entretanto, com múltiplas incidências na sociedade e na cultura. – O que seria de nós, por exemplo, se, além do Estado Social que vai subsistindo quanto pode e temos certamente de defender e promover, faltasse esta capacidade demonstrada de atendermos mais espontaneamente às necessidades acrescidas?
Mas temos de reconhecer que a nossa vida coletiva se faz ainda e muito – crescentemente até? – do topo para a base, quando melhor seria que acontecesse, sobretudo ou também, das periferias para o centro. Do topo para a base, usando ainda terminologia de tipo vertical e descendente, típica de tempos e sociologias que afinal não estão tão ultrapassadas como julgaríamos…
Não foi assim há tanto tempo que se deixou de falar do “Senhor Governo”, que alguns pensavam ser realmente alguém que tudo decidia em sítio algo mítico (num “Terreiro do Paço”, que já nem o era desde o século XVIII…). E a mentalidade ainda se pode manifestar, de baixo ou de cima, mesmo em tempos felizmente democráticos e com eleições livres e periódicas.
É verdade que a mediatização geral da informação e da resposta pode potenciar tal facto, por dar a ideia de que as coisas se resolverão mais depressa, em ligação direta topo - base e vice-versa. A própria internacionalização ou mundialização de muitos aspetos da vida socioeconómica, política e até particular, parece requerer este tipo de atuações, indo logo a Bruxelas ou a Nova Iorque, passando ou não por Lisboa. Mas a pergunta deve fazer-se: - É assim, predominantemente assim, que se resolverão humanamente as coisas?
Pergunta tanto mais insistente, quando verificamos que o tratamento de qualquer assunto pelo geral dilui a densidade pessoal das sociedades e rapidamente desmotiva as cidadanias. Entre o topo e a base, quase nada sobra de intermédio, para não “atrasar” soluções nem perder tempo, como se o tempo nos fosse completamente exterior e não uma dimensão essencial do ser humano e relacional.
E o problema é deixarmos de ser sociedades propriamente ditas, isto é, grupos de “sócios”: palavra latina que se traduz por companheiros, colaboradores, pessoas entre pessoas e umas com as outras, para manter e alcançar desígnios comuns.
Não é uma fatalidade que tal aconteça. Afinal, basta-nos ser realistas e olharmo-nos como realmente somos, ao ritmo da vida que acontece. Geralmente, nem nascemos desvinculados nem crescemos anónimos, mas sim uns pelos outros, uns com os outros e uns para os outros, família a família, terra a terra, caso a caso. Crescemos e vivemos nas periferias das nossas delimitações e responsabilidades imediatas e inalienáveis, em recortes sociais mutuamente abertos e por isso relacionados com os centros comuns das nossas periferias mais amplas, nacionais ou internacionais que sejam. Mas assim mesmo somos e devemos ser. Por isso temos nomes e apelidos, irredutíveis a um numeral qualquer.
E é por isso, caros rotários, que tudo quanto aproxime e suscite solidariedades, ou ative proximidades, é vital para a paz e a harmonia pessoal e interpessoal. Numa ordem que não virá de fora, mas da conjugação vital de todos e de cada um, nas múltiplas expressões que a sociabilidade alcança. Quanto mais globais, mais participativos, para encontrarmos soluções à altura das atuais questões. Aliás, e humanamente falando, nunca nada se resolveu inteiramente sozinho.

sábado, 21 de agosto de 2010

Para se entender(?) o que fazemos e não podemos… III

Das 12H00 de 28 de Junho às 12H00 de 21 de Agosto de 2010
Proveito monetário das operadoras telefónicas em Portugal até este momento.
4.155.792.340 € / 5.412.035.601 € (+-3.614.588.839€): -150.607.868 €/dia
Valor monetário dos lucros da banca em Portugal até este momento.
1.320.076.848 € / 1.719.120.432 (+399.043.584 €): 16.626.816 €/dia
Valor monetário dos lucros da EDP até este momento.
460.072.318 € / 599.151.725 (+139.079.407 €): 5.794.975 €/dia
Valor monetário das receitas do conjunto de Casinos até este momento.
171.121.276 € / 222.849.918 (+51.728.642 €): 2.155.360 €/dia
Novos desempregados até este momento.
87.026 / 113.334 (+26.308): 1.096/dia
Foto daqui

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O desemprego de muitos dá emprego a poucos…

Coaching  ajuda desempregados a elevarem a auto-estima
Desempregados do Distrito de Bragança estão a ser ajudados a descobrir potencialidades pessoais e profissionais por uma especialista do «coaching», um processo cada vez mais procurado no mundo dos negócios para alcançar metas.
A psicóloga e «treinadora/orientadora» (coach) que está a dar àqueles que estão confrontados com o problema do desemprego ou exclusão social algumas dicas de como através do autoconhecimento é possível dar a volta.
«A atitude positiva faz toda diferença» e é por isso que estas pessoas estão a receber um curto treino de competências para elevar a auto-estima, o primeiro passo para definir objectivos.
Notícia completa aqui e Imagem daqui

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Conceitos, sem preconceitos… estes economistas!

“Classe média”: pessoa que ganha entre 2 e 20 dólares por dia.
Cerca de 800 milhões de asiáticos, sobretudo chineses e indianos, deverão aceder à classe média nos próximos 20 anos caso continue ao mesmo ritmo o desenvolvimento económico do continente, de acordo com um estudo do Banco Asiático do Desenvolvimento.
A transição da pobreza para a classe média "poderá apresentar muitos desafios mas também trará novas oportunidades sem precedentes na região e no mundo", estima a instituição.
O relatório, que analisa todos os países da região à excepção do Japão e da Coreia, define um membro da classe média como uma pessoa que tenha entre 2 e 20 dólares por dia.
Artigo completo aqui
“Classe média” na Wikipédia: A classe média é uma classe social presente no capitalismo moderno, que se convencionou tratar como possuidora de um poder aquisitivo e de um padrão de vida e de consumo razoáveis, de forma a não suprir apenas as suas necessidades de sobrevivência, como também a permitir-se formas variadas de lazer e cultura, embora sem chegar aos padrões de consumo eventualmente considerados exagerados das classes superiores. A classe média surgiu como uma consequência da consolidação do capitalismo e não antes dele, devido aos factores de segmentação social em camadas, resultantes do desenvolvimento económico; é um fenómeno típico da industrialização.
Imagem daqui

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Micro-crédito gera 566 empresas em plena crise – Funciona!

Em 10 anos, o micro-crédito ajudou a criar 1.368 empresas em Portugal e, pelo menos, 1.751 postos de trabalho directos. Mais de 40% destes negócios surgiram nos últimos dois anos e meio, em plena crise. Prova de que, numa altura em que o desemprego atinge 590.000 pessoas - dados divulgados ontem pelo INE -, o micro-crédito está a estabelecer-se como instrumento de combate à pobreza e como saída para os desempregados.
Os dados de 1999 a 2010 são da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC), entidade que aplica a filosofia de Muhammad Yunus, o "banqueiro dos pobres" que foi galardoado com o Nobel da Paz. E mostram que 73% desses negócios ainda se mantêm, tendo sobrevivido ao período conturbado da crise. Ou seja, parte dos sete milhões de euros emprestados neste período foram bem aplicados e as empresas permanecem de portas abertas. São na maioria negócios ligados ao comércio e restauração, implementados por pessoas entre os 25 e 39 anos, com o ensino secundário ou o 3º ciclo.
Notícia completa e imagem aqui

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Todos a vivermos de crédito, mais uns do que outros

No sábado, a população da Terra terá consumido os recursos calculados para este ano
Os habitantes da Terra esgotarão a 21 de Agosto os recursos naturais que o planeta lhes proporciona anualmente, pelo que a partir daquela data passaremos a consumir e a viver dos créditos respeitantes ao próximo ano.
O alerta foi deixado na segunda-feira, pela ONG Global Footprint Network (GFN), que anualmente calcula o dia em que o consumo da humanidade esgota os recursos naturais que o planeta é capaz de fornecer em cada ano.
O limite em 2010 ou "Dia do Excesso" ("Earth Overshoot Day", em inglês) será atingido no sábado 21 de Agosto, refere a organização que trabalha para promover a sustentabilidade através do uso do conceito de Pegada Ecológica, uma ferramenta de contabilidade dos recursos naturais.
"Isso significa que demoramos menos de nove meses para esgotar o nosso orçamento ecológico para este ano", salientou o presidente da GFN, Mathis Wackernagel.

domingo, 15 de agosto de 2010

Outra solução, que vai funcionando…

Programa de Luta Contra a Pobreza financia micro-crédito rural em Santiago, Cabo Verde
Muhammad Yunus - Nobel da Paz 2006
120 Chefes de famílias do meio rural de Santiago vão ter à disposição, para investimento, cerca de 16 mil contos, em micro-créditos.
O contrato de financiamento foi assinado no passado dia 10, entre o Programa Nacional de Luta Contra a Pobreza e as instituições de micro-crédito e ONGs.
Conforme o Presidente da Associação de Tingue, Lourenço Lopes, um dos beneficiados, o protocolo vai contribuir para melhorar as condições sócio-económicas das famílias no seu Concelho e segundo ele, o montante que será distribuído, consoante as carências das famílias, vai ser aplicado no sentido de dar resposta ao desenvolvimento da agricultura no município.
Já o representante de outra beneficiada, a Fami-Picos, Antero Semedo, destacou o sucesso do investimento, uma vez que os beneficiários vão ser capacitados em gestão de pequenos negócios.
Texto daqui
Foto daqui

Afinal há soluções… mais uma

Como fortalecer a criação de emprego para a redução da pobreza?
A recém-lançada publicação do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (CIP-CI) aborda a questão de como Public Works e Programas de Garantia de Emprego podem servir melhor como políticas públicas estruturais para uma estratégia de desenvolvimento a longo prazo. Ao contrário de funcionar apenas como “redes de segurança”, tais programas podem também aumentar a oferta de bens e serviços públicos e promover o Crescimento Inclusivo.
Um estudo recente elaborado pelo CIP-CI, propõe uma nova maneira de abordar Public Works e Programas de Garantia de Emprego (PEPs), reformulando a sua concepção e execução a partir de uma abordagem de longo prazo para o desenvolvimento. Os autores, Steve Miller, Radhika Lal, Maikel Lieuw Kie-Song e Daniel Kostzer observaram que esses programas não funcionam apenas como “redes de segurança” para absorção de choques derivados das crises, mas também – e mais importante – para garantir a protecção social, favorecendo o Crescimento Inclusivo. “Para funcionar de forma eficaz, os programas públicos de geração de emprego têm de ser [...] um mecanismo flexível para responder ao mercado de trabalho, os desafios do desenvolvimento e choques”, destaca o relatório.
Imagem daqui

Os países enriquecem e as populações empobrecem?

Dia da Independência Índia
Emblema da Índia
"A taxa de crescimento económico foi melhor que a da maioria dos países. Hoje, a Índia está entre as economias do mundo que mais crescem", disse hoje o Primeiro-Ministro e acrescentou que, "Como a maior democracia do mundo, transformamo-nos em exemplo que muitos outros países podem imitar".
Apesar da crise internacional, a Índia espera crescer este ano fiscal 8,5%, embora os efeitos desse crescimento não cheguem a "uma grande parte da população, que sofre, a pobreza, a fome e a doença, de maneira persistentes", disse.
Notícia aqui e imagem daqui

sábado, 14 de agosto de 2010

A pobreza tem solução? Mais um(a) a dizê-lo

Esther Duflo: Experiências sociais para combater a pobreza
A redução da pobreza tem mais a ver com conjecturas do que com a ciência e a falta de dados sobre o impacto das ajudas externas e levanta questões sobre como lá chegar. A francesa Esther Duflo, professora no MIT, ganhou o prémio John Bates Clark de 2010. Este último é tradicionalmente concedido a economistas americanos com menos de 40 anos que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento do pensamento económico.
Talvez o ponto mais importante envolvendo Esther seja a importância da influência do seu trabalho e da sua postura na formação de uma nova geração de economistas que está por vir.
Ela mostra, sobretudo aos decisores públicos, que é possível saber quais são os esforços de desenvolvimento que ajudam e quais são os esforços que prejudicam, testando as soluções aleatoriamente:
Diminuir a pobreza é mais conjectura do que ciência, e a falta de dados sobre o impacto da ajuda levanta questões de como promovê-la. Mas a vencedora da Medalha Clark - Esther Duflo - diz que é possível saber quais os esforços para o desenvolvimento que ajudam e quais os que prejudicam, testando soluções com testes randómicos.
Traduzido para português (do Brasil) por Fers Gruendling e revisto por Volney Faustini
Foto daqui
Para ver as legendas em Português, clique em “View Subtitles” na barra de baixo à esquerda e escolha.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O “desenvolvimento” tem um preço, pesado, mas emergente…

Deslizamentos na China vêm do crescimento desenfreado
Os deslizamentos de barro, que deixaram mais de 1.700 mortos ou desaparecidos no noroeste da China, são consequência de um desenvolvimento económico desenfreado que fragilizou o meio ambiente e já não pode ser contido, afirmam os especialistas.
Os defensores do meio ambiente lançam regularmente advertências contra a desflorestação, a construção frenética de estradas ou de represas hidroeléctricas, muitas vezes por iniciativa das autoridades locais.
A tragédia de Zhouqu, epicentro dos deslizamentos de terra na província de Gansu, "reflecte os desafios e os riscos que o crescimento traz para regiões pobres", declarou à AFP Li Yan, encarregado do “Greenpeace China” para os temas vinculados à energia e à mudança climática.
"As autoridades locais estão sob pressão para eliminar a pobreza e desenvolver a economia, um processo durante o qual o meio ambiente se degrada", acrescentou o especialista.
As autoridades asseguram que os recentes deslizamentos de terra são uma catástrofe natural provocada pelas chuvas torrenciais, mas até os próprios meios de comunicação oficiais chineses se questionam sobre as responsabilidades humanas nesta tragédia, que causou 1.117 mortos e 627 desaparecidos.

“Condições de vida estão a agravar-se”

Eugénio Rosa, Economista e membro da CGTP, fala sobre o desemprego em Portugal e condições de acesso a apoios.
Correio da Manhã - Como vê o facto de mais de 100.000 mil desempregados receberem um subsídio abaixo do limiar da pobreza?
Eugénio Rosa - Mostra que as condições de vida de quem não tem emprego estão a agravar-se. 100.000 recebem menos de 354 euros de apoio social, 200.000 estão desempregados e sem subsídio e o número real de pessoas sem trabalho é superior aos 643.000 inscritos. E com o desemprego de longa duração a agravar-se, esses 300 euros são a última rede antes de ficarem sem nada. Uma rede que não dura por muito tempo.
Entrevista completa e foto aqui

A ilusão do desenvolvimento ou fim da pobreza absoluta?

Diz-se que a “ilusão é uma confusão dos sentidos que provoca uma distorção da percepção”, sendo que pode ter causa em razões naturais ou artificiais. Uma vez que a percepção é baseada na interpretação dos sentidos, as pessoas podem experimentar ilusões de formas e maneiras diferenciadas. A palavra ilusão deriva do verbo latino illudo, que significa divertir-se, recrear-se, mas também burlar, enganar. O verbo latino estava formado pelo prefixo in- e o verbo ludo, "eu brinco". De ludo derivou-se uma ampla família de palavras na qual se inclui "lúdico", relativo a brincar, "eludir", escapar, "alusão", menção, referência, "interlúdio", intervalo num jogo ou representação teatral e "prelúdio", o que precede uma representação. Na língua portuguesa, iludir evoluiu com o sentido de causar uma impressão enganosa ou ter a esperança de algo desejável.
…
Pela teoria do “trickle-down effect of growth”, os frutos do crescimento económico se propagam automaticamente por todas as camadas sociais. Vão primeiro para os ricos e, então, aos pobres a partir do momento em que os ricos se põem a gastar a renda obtida. Logo, o modo mais eficaz de reduzir a pobreza seria promover um crescimento económico acelerado para os pobres ganharem com esses recursos verticalmente derramados do topo da pirâmide. Sem dúvida, o crescimento económico exerce uma influência capital sobre as taxas de pobreza, ao gerar um aumento de bens e serviços que podem assim ser distribuídos entre a população. Se todos os indivíduos são beneficiados na mesma proporção, as taxas de pobreza teriam de baixar rapidamente. Mas em diversas fases de crescimento económico, não há como evitar que proporcionalmente uns recebam maior parcela que os outros, o que afecta os níveis de desigualdade e portanto o ritmo de redução da pobreza.
…
Mas convém referir, que as alterações nos índices de pobreza de um determinado País estão condicionadas a dois factores principais: (a) O primeiro factor, é a taxa de crescimento económico: quanto mais elevada for a taxa de crescimento económico, maior a redução nos índices de pobreza; (b) O segundo factor, é o grau em que os frutos do crescimento económico são colhidos pelos pobres. Esses dois factores podem tomar rumos opostos e, portanto, uma taxa positiva de crescimento económico pode até redundar em mais pobreza se for acompanhado por um aumento na desigualdade. A desigualdade relativa se ameniza quando o crescimento económico favorece os pobres proporcionalmente mais que os outros, ao passo que a desigualdade absoluta cai quando os pobres recebem ao menos, a mesma soma de benefícios que os outros. Esta é a condição mais importante para se atingir o “crescimento económico em prol dos pobres”.
…
É verdade que quanto mais tardar a dinamização da economia, maiores serão as distâncias sociais. Mas é impossível imaginar um crescimento económico sustentável sem investimentos regulares, expressivos e permanentes no social. A pobreza e a desigualdade deformam a economia, quebram-lhe a competitividade e estiolam seus mercados, chegam mesmo a bloquear o próprio crescimento. Por isso, a política económica não pode continuar a ser concebida de costas para a sociedade, como atributo de técnicos e funcionários preocupados em racionalizar custos e privilegiar a lógica dos mercados: ela precisa ter um forte e claro conteúdo social. A adopção de políticas sociais especificamente voltadas para a diminuição da desigualdade gera estímulos fantásticos nos vários níveis da sociedade.
Por Adelson Rafael – Texto completo em O País online de Moçambique

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O mundo quer lutar contra o ambiente, preservando a pobreza

ONU quer lutar contra a pobreza, preservando o meio ambiente
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou nesta segunda-feira a criação de um comité de alto nível encarregado de elaborar um plano de acção para combater a pobreza garantindo um meio ambiente sustentável.
Este grupo, sob a direcção conjunta dos presidentes da Finlândia, Tarja Halonen, e da África do Sul, Jacob Zuma, estudará como "tirar as populações da pobreza, respeitando e preservando o clima e os ecosistemas que nos dão a vida", declarou Ban em uma colectiva de imprensa.
A equipe deve "ser ambiciosa e propor respostas práticas aos desafios institucionais e financeiros da execução desse plano" e deve apresentar o seu Relatório no fim de 2011, a tempo de ser utilizado na Conferência da ONU Para o Desenvolvimento Sustentável, prevista para 2012 no Rio de Janeiro.
Notícia daqui
Foto por mail

Em 2008!!! (nada a ver com a realidade de hoje!)

INE: em 2008 existiam 115 idosos por cada 100 jovens - Em 2060 a proporção de idosos será de 32,3%
Até 2060, a percentagem de população jovem no total da população diminuirá dos actuais 15,3% para 11,9% e a proporção de idosos aumentará de 17,6% para 32,3%. Em resultado da esperada redução da percentagem de população jovem e do aumento da proporção de população idosa manter-se-á a tendência de envelhecimento demográfico, pelo que o índice de envelhecimento que em 2008 se situou em 115 idosos por cada 100 jovens poderá atingir, em 2060, um valor de 271 idosos por cada 100 jovens.
Artigo completo e foto em Mundo Sénior
A ser verdade, e será, o que fazer com o problema senão resolvê-lo, em todas as vertentes, e da nossa parte com a criação de Universidades Seniores, com todas as vantagens que já estão comprovadas e nem sequer precisam de justificação científica?
Mãos à obra, quem tem responsabilidade pelo bem-estar das populações, em todas as idades…

domingo, 8 de agosto de 2010

Afinal a pobreza tem solução! E não é o primeiro a dizê-lo…

Paul Collier e os Milhões da Pobreza - Os mil milhões mais pobres
Por todo o mundo, neste preciso momento, mil milhões de pessoas estão presas em países pobres ou falhados. Como podemos ajudá-las? O economista Paul Collier* traça um plano arrojado e empático para estreitar o fosso entre ricos e pobres.
Traduzido para português, por Sofia Nunes e revisto por Nuno Lima
Nota - Vídeo filmado e publicado em 2008
*Paul Collier: Professor de Economia, Departamento de Economia da Universidade de Oxford
Professorial Fellow de St Antony's College
Áreas de actuação: governação nos países de baixo rendimento, especialmente a economia política da democracia, o crescimento económico em África, a economia de guerra civil, a ajuda, a globalização e a pobreza.
Para ver as legendas em Português, clique em “View subtitles” na barra de baixo e escolha.