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sábado, 27 de abril de 2013

Encontro de Gerações – 2013 - Rotaract

A atividade "Encontro de Gerações" promovida anualmente pelo Rotaract Club da Póvoa de Varzim aconteceu no passado dia 21 de Abril, na freguesia de Balasar do concelho da Póvoa de Varzim, no edifício da Junta e com o apoio do seu Presidente e do Pároco.
Participantes da Freguesia de Balasar
O objetivo da atividade consiste na promoção de uma tarde animada para a população idosa da freguesia escolhida.
A animação ficou a cargo do Grupo de Fados (de Lisboa e de Coimbra) da Universidade Sénior do Rotary Club da Póvoa de Varzim, da Tertúlia Valasarense e do artista António Simões.
Estiveram presentes cerca de 50 pessoas (o dia era de sol e os agricultores foram trabalhar nos campos), que aproveitaram para gozar uma tarde diferente, entre elas uma senhora de 99 anos que acompanhou com entusiasmo os Fados de Coimbra.
No final das atuações houve um lanche, fornecido pelo Rotaract Club da Póvoa de Varzim, que alimentou o corpo, depois de alimentar a alma.
Grupo de Fados (de Lisboa) da
Universidade Sénior do Rotary Club da Póvoa de Varzim

Grupo de Fados (de Coimbra) da
Universidade Sénior do Rotary Club da Póvoa de Varzim
Tertúlia Valasarense
António Simões

domingo, 3 de março de 2013

A palavra ao “Sócio Honorário” do Rotary Club do Porto, na III Conferência bidistrital - Portugal


Aos participantes na Conferência Interdistrital do Rotary Internacional, Exponor, 23 de fevereiro de 2013
D. Manuel Clemente, Bispo do Porto
Sobre a paz, disse Santo Agostinho que é a “tranquilidade da ordem” (A Cidade de Deus, XIX, 13) e julgo ser definição a reter nos nossos dias, para permanentemente a construirmos. Refiro uma ordem que significa justa ordenação de cada parte e não mera armadura exterior de segurança.
Disse “permanentemente a construirmos”, pois não é coisa garantida para sempre, quando aparentemente exista, nem nos dispensa de uma atuação constante, atenta e comprometida. Também se diz biblicamente que “a paz é obra (fruto) da justiça”.
Comecemos então pela justiça, virtude que nos manda “dar a cada um o que lhe é devido”. Felizmente muito se avançou no campo dos direitos formalmente reconhecidos, da segunda metade do século XVIII até aos nossos dias (Declarações de Direitos Norte Americana e Francesa, Declaração da ONU, 1948…). Mas não podemos esquecer que tais declarações demoraram e demoram muito a concretizar-se na prática das sociedades. Como infelizmente constatamos que, nos séculos XX e já XXI, se sucederam atrocidades várias e a uma escala nunca vista…
É realmente importante que, em termos de ideias e regras subscritas, tenhamos atingido aquelas plataformas de direitos. O contrário seria a descrença na natureza humana, como realidade básica e comum da nossa dignidade a salvaguardar e o regresso à lei do mais forte, ainda verificável aqui ou ali (demasiados “aquis” e “alis”, infelizmente).
Acontece que, neste ponto, se revelam as contradições da globalização crescente da vida mundial, fenómeno irrecusável mas ambíguo. Desde que o nosso Gama abriu a ligação marítima e direta entre a Europa e a Índia, coeva da “descoberta” europeia da América, a mentalidade geral foi olhando o planeta como um todo, ainda que cheio de contrastes - que eram outros tantos desafios a alargar o próprio conceito da nossa humanidade compartilhada. A revolução industrial, a busca de matérias-primas, o desenvolvimento dos transportes e das comunicações, agora instantâneas, tudo nos levou ao que somos hoje, como ideia e representação de nós mesmos, neste sentido “globais”.
Todavia, estes fatores que podemos considerar positivos, têm o seu lado problemático, quando tornam as sociedades mais “fracas” muito vulneráveis aos interesses externos, e quando nos fazem passar rapidamente demais do plano individual ao geral, sem ter em conta o que está mais ao pé e deve ser localmente resolvido. Usando linguagem evangélica, podemos dizer que está em causa precisamente o “próximo”, a proximidade ativa e responsável.
O horizonte geral que a globalização nos foi dando é inquestionavelmente um bem, propício até ao reforço da solidariedade internacional. Mas o alheamento do que diretamente nos rodeia põe em causa um outro princípio indispensável, a subsidiariedade, que sempre requer a participação de cada parte interessada, ou corpo intermédio, na resolução social que se pretenda. Só na conjugação da solidariedade geral com a subsidiariedade das partes se dá verdadeiramente a cada um o que lhe é devido – em termos de reconhecimento, oportunidade e estímulo -, ou seja, se garante a justiça, cujo fruto é a paz.
As repercussões são óbvias, em campos tão variados como as famílias, os grupos socioculturais de pertença, as associações de todo o género, as autarquias, as escolas e tudo mais de interesse público, etc. Se estas realidades – que são outras tantas dimensões da nossa personalidade e essência relacional forem desativadas por qualquer imediatismo generalizador, nacional ou multinacional que seja, a paz correrá graves riscos, porque nem se respeita a ordem correta das coisas nem se reconhece e proporciona a cada um o que lhe é devido.
Sem olhar negativamente demais para o nosso caso português, podemos detetar elementos positivos a este respeito, como sejam as concretizações associativas que perduram – sabe Deus com quanta abnegação de muitos! -, ou aparecem entretanto, com múltiplas incidências na sociedade e na cultura. – O que seria de nós, por exemplo, se, além do Estado Social que vai subsistindo quanto pode e temos certamente de defender e promover, faltasse esta capacidade demonstrada de atendermos mais espontaneamente às necessidades acrescidas?
Mas temos de reconhecer que a nossa vida coletiva se faz ainda e muito – crescentemente até? – do topo para a base, quando melhor seria que acontecesse, sobretudo ou também, das periferias para o centro. Do topo para a base, usando ainda terminologia de tipo vertical e descendente, típica de tempos e sociologias que afinal não estão tão ultrapassadas como julgaríamos…
Não foi assim há tanto tempo que se deixou de falar do “Senhor Governo”, que alguns pensavam ser realmente alguém que tudo decidia em sítio algo mítico (num “Terreiro do Paço”, que já nem o era desde o século XVIII…). E a mentalidade ainda se pode manifestar, de baixo ou de cima, mesmo em tempos felizmente democráticos e com eleições livres e periódicas.
É verdade que a mediatização geral da informação e da resposta pode potenciar tal facto, por dar a ideia de que as coisas se resolverão mais depressa, em ligação direta topo - base e vice-versa. A própria internacionalização ou mundialização de muitos aspetos da vida socioeconómica, política e até particular, parece requerer este tipo de atuações, indo logo a Bruxelas ou a Nova Iorque, passando ou não por Lisboa. Mas a pergunta deve fazer-se: - É assim, predominantemente assim, que se resolverão humanamente as coisas?
Pergunta tanto mais insistente, quando verificamos que o tratamento de qualquer assunto pelo geral dilui a densidade pessoal das sociedades e rapidamente desmotiva as cidadanias. Entre o topo e a base, quase nada sobra de intermédio, para não “atrasar” soluções nem perder tempo, como se o tempo nos fosse completamente exterior e não uma dimensão essencial do ser humano e relacional.
E o problema é deixarmos de ser sociedades propriamente ditas, isto é, grupos de “sócios”: palavra latina que se traduz por companheiros, colaboradores, pessoas entre pessoas e umas com as outras, para manter e alcançar desígnios comuns.
Não é uma fatalidade que tal aconteça. Afinal, basta-nos ser realistas e olharmo-nos como realmente somos, ao ritmo da vida que acontece. Geralmente, nem nascemos desvinculados nem crescemos anónimos, mas sim uns pelos outros, uns com os outros e uns para os outros, família a família, terra a terra, caso a caso. Crescemos e vivemos nas periferias das nossas delimitações e responsabilidades imediatas e inalienáveis, em recortes sociais mutuamente abertos e por isso relacionados com os centros comuns das nossas periferias mais amplas, nacionais ou internacionais que sejam. Mas assim mesmo somos e devemos ser. Por isso temos nomes e apelidos, irredutíveis a um numeral qualquer.
E é por isso, caros rotários, que tudo quanto aproxime e suscite solidariedades, ou ative proximidades, é vital para a paz e a harmonia pessoal e interpessoal. Numa ordem que não virá de fora, mas da conjugação vital de todos e de cada um, nas múltiplas expressões que a sociabilidade alcança. Quanto mais globais, mais participativos, para encontrarmos soluções à altura das atuais questões. Aliás, e humanamente falando, nunca nada se resolveu inteiramente sozinho.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Todos a vivermos de crédito, mais uns do que outros

No sábado, a população da Terra terá consumido os recursos calculados para este ano
Os habitantes da Terra esgotarão a 21 de Agosto os recursos naturais que o planeta lhes proporciona anualmente, pelo que a partir daquela data passaremos a consumir e a viver dos créditos respeitantes ao próximo ano.
O alerta foi deixado na segunda-feira, pela ONG Global Footprint Network (GFN), que anualmente calcula o dia em que o consumo da humanidade esgota os recursos naturais que o planeta é capaz de fornecer em cada ano.
O limite em 2010 ou "Dia do Excesso" ("Earth Overshoot Day", em inglês) será atingido no sábado 21 de Agosto, refere a organização que trabalha para promover a sustentabilidade através do uso do conceito de Pegada Ecológica, uma ferramenta de contabilidade dos recursos naturais.
"Isso significa que demoramos menos de nove meses para esgotar o nosso orçamento ecológico para este ano", salientou o presidente da GFN, Mathis Wackernagel.

domingo, 15 de agosto de 2010

Outra solução, que vai funcionando…

Programa de Luta Contra a Pobreza financia micro-crédito rural em Santiago, Cabo Verde
Muhammad Yunus - Nobel da Paz 2006
120 Chefes de famílias do meio rural de Santiago vão ter à disposição, para investimento, cerca de 16 mil contos, em micro-créditos.
O contrato de financiamento foi assinado no passado dia 10, entre o Programa Nacional de Luta Contra a Pobreza e as instituições de micro-crédito e ONGs.
Conforme o Presidente da Associação de Tingue, Lourenço Lopes, um dos beneficiados, o protocolo vai contribuir para melhorar as condições sócio-económicas das famílias no seu Concelho e segundo ele, o montante que será distribuído, consoante as carências das famílias, vai ser aplicado no sentido de dar resposta ao desenvolvimento da agricultura no município.
Já o representante de outra beneficiada, a Fami-Picos, Antero Semedo, destacou o sucesso do investimento, uma vez que os beneficiários vão ser capacitados em gestão de pequenos negócios.
Texto daqui
Foto daqui

Afinal há soluções… mais uma

Como fortalecer a criação de emprego para a redução da pobreza?
A recém-lançada publicação do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (CIP-CI) aborda a questão de como Public Works e Programas de Garantia de Emprego podem servir melhor como políticas públicas estruturais para uma estratégia de desenvolvimento a longo prazo. Ao contrário de funcionar apenas como “redes de segurança”, tais programas podem também aumentar a oferta de bens e serviços públicos e promover o Crescimento Inclusivo.
Um estudo recente elaborado pelo CIP-CI, propõe uma nova maneira de abordar Public Works e Programas de Garantia de Emprego (PEPs), reformulando a sua concepção e execução a partir de uma abordagem de longo prazo para o desenvolvimento. Os autores, Steve Miller, Radhika Lal, Maikel Lieuw Kie-Song e Daniel Kostzer observaram que esses programas não funcionam apenas como “redes de segurança” para absorção de choques derivados das crises, mas também – e mais importante – para garantir a protecção social, favorecendo o Crescimento Inclusivo. “Para funcionar de forma eficaz, os programas públicos de geração de emprego têm de ser [...] um mecanismo flexível para responder ao mercado de trabalho, os desafios do desenvolvimento e choques”, destaca o relatório.
Imagem daqui

Os países enriquecem e as populações empobrecem?

Dia da Independência Índia
Emblema da Índia
"A taxa de crescimento económico foi melhor que a da maioria dos países. Hoje, a Índia está entre as economias do mundo que mais crescem", disse hoje o Primeiro-Ministro e acrescentou que, "Como a maior democracia do mundo, transformamo-nos em exemplo que muitos outros países podem imitar".
Apesar da crise internacional, a Índia espera crescer este ano fiscal 8,5%, embora os efeitos desse crescimento não cheguem a "uma grande parte da população, que sofre, a pobreza, a fome e a doença, de maneira persistentes", disse.
Notícia aqui e imagem daqui

sábado, 14 de agosto de 2010

A pobreza tem solução? Mais um(a) a dizê-lo

Esther Duflo: Experiências sociais para combater a pobreza
A redução da pobreza tem mais a ver com conjecturas do que com a ciência e a falta de dados sobre o impacto das ajudas externas e levanta questões sobre como lá chegar. A francesa Esther Duflo, professora no MIT, ganhou o prémio John Bates Clark de 2010. Este último é tradicionalmente concedido a economistas americanos com menos de 40 anos que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento do pensamento económico.
Talvez o ponto mais importante envolvendo Esther seja a importância da influência do seu trabalho e da sua postura na formação de uma nova geração de economistas que está por vir.
Ela mostra, sobretudo aos decisores públicos, que é possível saber quais são os esforços de desenvolvimento que ajudam e quais são os esforços que prejudicam, testando as soluções aleatoriamente:
Diminuir a pobreza é mais conjectura do que ciência, e a falta de dados sobre o impacto da ajuda levanta questões de como promovê-la. Mas a vencedora da Medalha Clark - Esther Duflo - diz que é possível saber quais os esforços para o desenvolvimento que ajudam e quais os que prejudicam, testando soluções com testes randómicos.
Traduzido para português (do Brasil) por Fers Gruendling e revisto por Volney Faustini
Foto daqui
Para ver as legendas em Português, clique em “View Subtitles” na barra de baixo à esquerda e escolha.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

“Condições de vida estão a agravar-se”

Eugénio Rosa, Economista e membro da CGTP, fala sobre o desemprego em Portugal e condições de acesso a apoios.
Correio da Manhã - Como vê o facto de mais de 100.000 mil desempregados receberem um subsídio abaixo do limiar da pobreza?
Eugénio Rosa - Mostra que as condições de vida de quem não tem emprego estão a agravar-se. 100.000 recebem menos de 354 euros de apoio social, 200.000 estão desempregados e sem subsídio e o número real de pessoas sem trabalho é superior aos 643.000 inscritos. E com o desemprego de longa duração a agravar-se, esses 300 euros são a última rede antes de ficarem sem nada. Uma rede que não dura por muito tempo.
Entrevista completa e foto aqui

A ilusão do desenvolvimento ou fim da pobreza absoluta?

Diz-se que a “ilusão é uma confusão dos sentidos que provoca uma distorção da percepção”, sendo que pode ter causa em razões naturais ou artificiais. Uma vez que a percepção é baseada na interpretação dos sentidos, as pessoas podem experimentar ilusões de formas e maneiras diferenciadas. A palavra ilusão deriva do verbo latino illudo, que significa divertir-se, recrear-se, mas também burlar, enganar. O verbo latino estava formado pelo prefixo in- e o verbo ludo, "eu brinco". De ludo derivou-se uma ampla família de palavras na qual se inclui "lúdico", relativo a brincar, "eludir", escapar, "alusão", menção, referência, "interlúdio", intervalo num jogo ou representação teatral e "prelúdio", o que precede uma representação. Na língua portuguesa, iludir evoluiu com o sentido de causar uma impressão enganosa ou ter a esperança de algo desejável.
…
Pela teoria do “trickle-down effect of growth”, os frutos do crescimento económico se propagam automaticamente por todas as camadas sociais. Vão primeiro para os ricos e, então, aos pobres a partir do momento em que os ricos se põem a gastar a renda obtida. Logo, o modo mais eficaz de reduzir a pobreza seria promover um crescimento económico acelerado para os pobres ganharem com esses recursos verticalmente derramados do topo da pirâmide. Sem dúvida, o crescimento económico exerce uma influência capital sobre as taxas de pobreza, ao gerar um aumento de bens e serviços que podem assim ser distribuídos entre a população. Se todos os indivíduos são beneficiados na mesma proporção, as taxas de pobreza teriam de baixar rapidamente. Mas em diversas fases de crescimento económico, não há como evitar que proporcionalmente uns recebam maior parcela que os outros, o que afecta os níveis de desigualdade e portanto o ritmo de redução da pobreza.
…
Mas convém referir, que as alterações nos índices de pobreza de um determinado País estão condicionadas a dois factores principais: (a) O primeiro factor, é a taxa de crescimento económico: quanto mais elevada for a taxa de crescimento económico, maior a redução nos índices de pobreza; (b) O segundo factor, é o grau em que os frutos do crescimento económico são colhidos pelos pobres. Esses dois factores podem tomar rumos opostos e, portanto, uma taxa positiva de crescimento económico pode até redundar em mais pobreza se for acompanhado por um aumento na desigualdade. A desigualdade relativa se ameniza quando o crescimento económico favorece os pobres proporcionalmente mais que os outros, ao passo que a desigualdade absoluta cai quando os pobres recebem ao menos, a mesma soma de benefícios que os outros. Esta é a condição mais importante para se atingir o “crescimento económico em prol dos pobres”.
…
É verdade que quanto mais tardar a dinamização da economia, maiores serão as distâncias sociais. Mas é impossível imaginar um crescimento económico sustentável sem investimentos regulares, expressivos e permanentes no social. A pobreza e a desigualdade deformam a economia, quebram-lhe a competitividade e estiolam seus mercados, chegam mesmo a bloquear o próprio crescimento. Por isso, a política económica não pode continuar a ser concebida de costas para a sociedade, como atributo de técnicos e funcionários preocupados em racionalizar custos e privilegiar a lógica dos mercados: ela precisa ter um forte e claro conteúdo social. A adopção de políticas sociais especificamente voltadas para a diminuição da desigualdade gera estímulos fantásticos nos vários níveis da sociedade.
Por Adelson Rafael – Texto completo em O País online de Moçambique

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Em 2008!!! (nada a ver com a realidade de hoje!)

INE: em 2008 existiam 115 idosos por cada 100 jovens - Em 2060 a proporção de idosos será de 32,3%
Até 2060, a percentagem de população jovem no total da população diminuirá dos actuais 15,3% para 11,9% e a proporção de idosos aumentará de 17,6% para 32,3%. Em resultado da esperada redução da percentagem de população jovem e do aumento da proporção de população idosa manter-se-á a tendência de envelhecimento demográfico, pelo que o índice de envelhecimento que em 2008 se situou em 115 idosos por cada 100 jovens poderá atingir, em 2060, um valor de 271 idosos por cada 100 jovens.
Artigo completo e foto em Mundo Sénior
A ser verdade, e será, o que fazer com o problema senão resolvê-lo, em todas as vertentes, e da nossa parte com a criação de Universidades Seniores, com todas as vantagens que já estão comprovadas e nem sequer precisam de justificação científica?
Mãos à obra, quem tem responsabilidade pelo bem-estar das populações, em todas as idades…

domingo, 8 de agosto de 2010

Afinal a pobreza tem solução! E não é o primeiro a dizê-lo…

Paul Collier e os Milhões da Pobreza - Os mil milhões mais pobres
Por todo o mundo, neste preciso momento, mil milhões de pessoas estão presas em países pobres ou falhados. Como podemos ajudá-las? O economista Paul Collier* traça um plano arrojado e empático para estreitar o fosso entre ricos e pobres.
Traduzido para português, por Sofia Nunes e revisto por Nuno Lima
Nota - Vídeo filmado e publicado em 2008
*Paul Collier: Professor de Economia, Departamento de Economia da Universidade de Oxford
Professorial Fellow de St Antony's College
Áreas de actuação: governação nos países de baixo rendimento, especialmente a economia política da democracia, o crescimento económico em África, a economia de guerra civil, a ajuda, a globalização e a pobreza.
Para ver as legendas em Português, clique em “View subtitles” na barra de baixo e escolha.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Querendo entender o gesto dos milionários…

O pensador de Rodin
Caridade
·        No vocabulário cristão, o amor que move a vontade à busca efectiva do bem de outrem e procura identificar-se com o amor de Deus.
·        É a acção de ajudar ao próximo através de gestos e palavras sem a necessidade de reconhecimento público. Este sentimento pode ser representado pelo amor ao próximo incondicional.

Filantropia

Vem do grego φίλος (amor) e άνθρωπος (homem), e significa "amor à humanidade". O seu antónimo é a misantropia.
Os donativos a organizações humanitárias, pessoas, comunidades, ou o trabalho para ajudar os demais, directamente ou através de organizações não governamentais sem fins lucrativos, assim como o trabalho voluntário para apoiar instituições que têm o propósito específico de ajudar os seres vivos e melhorar as suas vidas, são considerados actos filantrópicos.

Solidariedade

A palavra "solidariedade" é usada para designar um sentimento, ou a união de simpatias, interesses ou propósitos entre os membros de um grupo.
A “solidariedade social” é a condição do grupo que resulta da comunhão de atitudes e de sentimentos, de modo a constituir o grupo em apreço uma unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face de oposição vinda de fora.
Justiça
O termo (do latim iustitia, por via semi-erudita), de maneira simples, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o princípio básico de um acordo que objectiva manter a ordem social através da preservação dos direitos, na sua forma legal (constitucionalidade das leis), ou na sua aplicação a casos específicos (litígio).
Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade. Assim, tão justo é aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).
Direito
·        Sistema de normas de conduta imposto por um conjunto de instituições para regular as relações sociais, o que os juristas chamam de direito objectivo, a que os leigos se referem quando dizem "o direito proíbe a poligamia". Neste sentido, equivale ao conceito de "ordem jurídica".
Este significado da palavra pode ter outras ramificações, como:
·        O sistema ou conjunto de normas jurídicas de um determinado país, ou jurisdição (“o direito português"); ou
·        O conjunto de normas jurídicas de um determinado ramo do direito ("o direito penal", "o direito de família").
·        A faculdade concedida a uma pessoa para mover a ordem jurídica a favor dos seus interesses, o que os juristas chamam de direitos subjectivos, a que os leigos se referem quando dizem "eu tenho o direito de falar o que eu quiser" ou "ele tinha direito àquelas terras".
·        O ramo das ciências sociais que estuda o sistema de normas que regulam as relações sociais, o que os juristas chamam de ciência do direito, a que os leigos se referem quando dizem "eu preciso estudar direito comercial para conseguir um bom emprego".
Conceitos da Wikipédia
Imagem daqui

A esmola é muita, mas um dia tinha que acontecer!

40 Milionários dos EUA anunciaram nesta quarta-feira aceitar doar metade de sua fortuna a obras de caridade, em resposta a uma iniciativa de Bill Gates e Warren Buffett.
"Apenas começamos e já recebemos uma resposta fantástica", disse Warren Buffett, o segundo homem mais rico dos Estados Unidos, com fortuna estimada em 47 mil milhões de dólares, atrás de Gates, com 53 mil milhões de dólares.
Gates e Buffet lançaram há um mês e meio a ideia, surgida durante um jantar para milionários, em Nova York, em Maio de 2009.
David Rockefeller, Ted Turner, o Presidente da Câmara de Nova York e homem mais rico da cidade, Michael Bloomberg, estão entre os que se somaram à iniciativa.
A lista inclui, ainda, o cineasta George Lucas, o fundador da Microsoft, Paul Allen, e o da Oracle Larry Ellison, criticados pela sua "mão fechada".
Numa carta publicada no site da iniciativa, baptizada de "Promessa de Dar", Ellison disse:"Até agora, fazia caridade discretamente porque sempre pensei que era uma questão privada e pessoal", e disse ter mudado de política em resposta a um pedido de Buffett para "dar o exemplo" e estimular outros milionários a fazer o mesmo.
"Chamamos à volta de 70 a 80 pessoas da lista Forbes", relatou Buffet à imprensa em conferência por telefone. "Foram anotados em torno de 40 nomes, é um começo fantástico", completou.
Aparentemente, a ideia era obter promessas, não do ponto de vista legal, mas moral, por parte dos mais ricos. Não houve decisões sobre como ou quando o dinheiro será gasto. Em troca, cada membro do clube dará o exemplo, financiando projectos de saúde, educação e arte, o quanto antes possível.
"As pessoas não podem esperar morrer para doar sua fortuna", disse Bloomberg, um empresário da imprensa e importante filantropo, cuja fortuna a Forbes estima em torno de 18 mil milhões de dólares. "Para mim nunca houve muito sentido em ajudar o mundo a melhorar e não estar presente para ver a mudança".
Quase todos os que integram a lista ficaram ricos vindo "de baixo", como Bloomberg. Apenas uns poucos provêm de fortunas estabelecidas por gerações anteriores, como David Rockefeller.
Mas não se trata de fazer votos de pobreza. Bloomberg disse que seus filhos nunca ficarão desamparados. Mas ainda assim, continuam tendo muito mais do que precisam. "Chega-se a uma determinada quantia que já não se consegue gastar".
Os bilionários começaram a ser mal vistos desde a crise financeira de 2008, e a iniciativa provavelmente é também uma operação de relações públicas para melhorar a sua imagem.
"Os empresários criam desconfiança e as pessoas pensam que apenas se interessam por si mesmos", admitiu Tom Steyer, que fez fortuna no sector de banco de investimento e se somou ao clube dos generosos.
Texto e imagem daqui