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terça-feira, 24 de agosto de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

no fio da navalha - a propósito do critério editorial do blog do clube

Embora não tenha sido esta a “matriz” de blog que apresentei aos Companheiros, devo dizer que subscrevo o que o Compº Miguel Loureiro escreveu aqui e reputo como positivas a maioria das alterações por si introduzidas. A matriz actual, ao permitir uma maior liberdade exigirá também, na minha opinião, uma maior responsabilidade, por parte dos Companheiros/autores.
Embora, até ao momento, não haja nada a assinalar, entendo que alguns assuntos deverão merecer o maior cuidado na sua abordagem neste espaço do clube.
João Paulo Costa e Silva

Fotografias de Elliott Erwitt

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Redes sociais vs Privacidade

Falha no Facebook deixava identidade dos utilizadores a descoberto
Foi identificada uma falha no Facebook, entretanto já desactivada, que poderia ter sido utilizada por atacantes para aceder à identidade e fotografia dos membros da rede social através do endereço de e-mail
Segundo o portal The Register, a falha estava no sistema de login do Facebook e permitia aceder a esta informação quando alguém introduzisse um endereço de e-mail na respectiva entrada do sistema de login e com uma password qualquer.
Caso esse endereço de e-mail correspondesse a um dos cerca de 500 milhões de membros do Facebook, o acesso à conta não era autorizado mas surgia como resposta o nome do utilizador e a sua fotografia do perfil.
Citado pelo portal, um especialista em segurança informática, Atul Agarwal, refere que, mesmo com as definições de privacidade mais seguras, o acesso àquela informação estava em risco.
Pouco tempo depois de esta vulnerabilidade ter sido divulgada, a rede social já a tinha desactivado.
Texto daqui

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

9.000 visitantes (ou 1.000 x 9)?

Obrigados pelas visitas, pela vossa fidelidade(?) e pela solidariedade (com o nosso trabalho e visão do Rotary). 

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Uma espécie de “critério editorial” do blogue…

Museu do Louvre: Pirâmide invertida
Raramente intervimos com opiniões pessoais (às vezes uma pequena provocação no título), procurando apenas dar visibilidade a notícias, filosofia e dicas operacionais sobre Rotary, intercalando notícias, filosofias e factos operacionalizados pela realidade do dia-a-dia, podendo parecer heresia, para alguns Companheiros mais ortodoxos, publicitar assuntos nesta área. Tentando explicar-me, darei apenas quatro razões:
1.    Pessoalmente, acho muito chato ler-se um site ou blogue só de “coisas” de Rotary, para aliciar potenciais aderentes e gabo a paciência de quem, não sendo rotário, o faz;
2.    Pessoalmente, acho que ser rotário, não é saber apenas as normas e projectos de Rotary, mas também saber ler e enquadrar a realidade, na filosofia e objectivo de Rotary;
3.    Pessoalmente, não me vejo partido em dois, com uma parte rotária e outra de cidadão, porque somos todos, apenas, cidadãos;
4.    Pessoalmente, acho que há certas causas (de várias áreas das ciências sociais), que produzem sempre os mesmos efeitos (de carácter social), que se forem alteradas (as causas), produzirão outros efeitos, retirando-nos, aos rotários e tantos outros cidadãos integrados em ONGs, o tal trabalho do 3º sector, ou sociedade civil.
Dito isto, muito sumariamente, em minha defesa, fui buscar algo dos “Estatutos prescritos para todos os Rotary Clubs”, que diz no seu:
Artigo 13 - Assuntos comunitários, nacionais e internacionais
Secção 1 — Assuntos apropriados. Qualquer assunto que envolva o bem-estar geral da comunidade, da nação e do mundo é do interesse dos associados deste clube e é apropriado e pode ser estudado e discutido de maneira justa e imparcial em reunião do clube para o esclarecimento dos rotários na formação de suas opiniões individuais. No entanto, este clube não poderá expressar opinião a respeito de qualquer questão de controvérsia pública.
Seção 2 — Não serão feitas recomendações. Este clube não endossará nem recomendará candidatos a cargos públicos, nem discutirá em qualquer das suas reuniões os méritos ou deméritos de tais candidatos.
Seção 3 — Apolíticos.
(a) Resoluções e pareceres. Este clube não adoptará, nem fará circular resoluções ou pareceres, nem tomará medidas com referência a questões mundiais ou problemas internacionais de natureza política.
(b) Apelos. Este clube não dirigirá apelos a clubes, pessoas ou governos e não enviará cartas, discursos ou planos propostos para a solução de problemas internacionais específicos de natureza política.
…
Pelo transcrito e tendo em conta que as reuniões dos clubes são abertas a não-rotários, não tenho dúvidas de que o “critério editorial” se enquadra nas normas mais ortodoxas de Rotary, com a vantagem de poder seduzir aqueles que, ou não nos conhecem, ou começam a admirar o que fazemos, quando fazemos.
Miguel Loureiro - Relações Públicas do RC da Póvoa de Varzim
  • Nota – A grande maioria dos pouquíssimos comentários que fazem no nosso blogue, é feita por não-rotários… Estranho? Ou défice de discussão entre nós, rotários?

Interacção social na Internet

Rotary e sites de interacção social
Rotários prestam serviços por meio de companheirismo, e sites de troca de informações são mais uma maneira de se conectar on-line. Visite as páginas oficiais de interacção social do Rotary International e faça parte da conversa.

Veja quem são alguns dos milhares de fãs na página oficial do RI no Facebook. Você encontrará links para notícias e vídeos do RI, além de comentários e discussões.
Associe-se à página End Polio Now (Elimine Agora a Pólio) da Rotary Foundation do RI no Facebook. Você pode fazer uma doação para apoiar a erradicação da pólio, convidar outras pessoas para participar dos esforços, além de saber quantas pessoas já convidou.

Este microblog pode ser usado para manter contacto com rotários e seus amigos.

Troque informações com outros rotários e pessoas interessadas no Rotary. O LinkedIn é uma rede de contactos que permite a profissionais compartilhar os seus conhecimentos.

Coloque uma foto do evento rotário no grupo do RI no Flickr e ela pode ser escolhida para aparecer no Interactive . Não deixe de informar seu nome completo e clube ou outro tipo de afiliação ao Rotary, e de adicionar uma breve legenda. Observe que desta forma você está a dar permissão ao RI para utilizar a sua foto. 

O Rotary International tem o seu próprio canal no YouTube, com vídeos para quem está interessado na organização. O canal apoia visualmente o conteúdo do website do RI e oferece aos rotários a possibilidade de inserir vídeos nos seus próprios sites. Convidamos rotários, rotaractistas e interactistas a escolher entre uma colecção cada vez maior de recursos visuais disponíveis na RVM: The Rotarian Video Magazine  e de anúncios de utilidade pública na Humanidade em Acção .
No canal do RI no YouTube são também divulgados novos vídeos e comentários dos próprios espectadores.
Para tornar o seu website mais dinâmico, leia " Usando vídeos do canal do RI no YouTube "

Observação:
Esses sites de interacção social não são propriedade do Rotary International e este não se responsabiliza pelos comentários neles encontrados. Para fazer parte, você deve inscrever-se em cada site, individualmente.
Em diversos outros sites de interacção social são encontradas páginas intituladas "Rotary", que não são filiadas do Rotary International ou à Rotary Foundation. Só páginas ou grupos de que o RI participa oficialmente foram listados aqui.
Imagem de mail

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Cautela e caldos de galinha, nunca fizeram mal a ninguém...

Perito revela fragilidades do Facebook
Ron Bowles, um perito em segurança informática, anunciou na passada semana, ter recolhido e publicado num site uma lista com dados pessoais de 100 mil utilizadores da rede social, numa acção que chamou de "ataque ético", com o objectivo de trazer a público as fragilidades da rede social.
A acção "reforça o argumento para que haja um maior nível de privacidade, e prova a necessidade de uma configuração original (dos dados) mais exclusiva", sublinha Bowles, citado pela imprensa internacional.
O revés da acção é que a lista já anda a circular na web, e só no Pirate Bay um milhar de utilizadores teve acesso aos dados; que não englobam endereços de e-mails ou números de telefone.

domingo, 25 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A importância das TICs

Investir em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) é uma componente transversal, que afecta e potencia todo o esforço mundial, para que, a ciência, a tecnologia e a educação se incorporem como ferramentas poderosas para se progredir para a Sociedade do Conhecimento, contribuindo para melhorar a educação, saúde, qualidade de vida, bem-estar, segurança e gestão dos serviços públicos.
Enfatiza-se a importância das TIC como uma ferramenta transversal, que contribui para o desenvolvimento sustentável e equitativo, o fortalecimento da governabilidade e a promoção dos direitos humanos, bem como a necessidade de trabalhar intensamente para garantir que cada pessoa, especialmente aquelas que se encontram em situação vulnerável, desfavorecidas e com necessidades especiais, possam participar dos potenciais benefícios gerados pelas novas tecnologias.
As TIC podem ser também um elemento central para assegurar a colaboração na ciência, tecnologia e inovação no mundo. Hoje, não se concebe a ciência de ponta, sem TIC. Os centros científicos de referência, regionais, de si muito limitados, podem fortalecer-se e assim construírem condições para que os novos sejam compartilhados por todos os cientistas da região.
Há uma necessidade de contar com ferramentas e mecanismos eficazes que logrem informar maciçamente a população. O uso e acesso a novas tecnologias da informação devem ser parte de uma estratégia global de desenvolvimento.
Da mesma forma, as TIC devem ajustar-se às necessidades locais. O processo de inclusão social requer o desenvolvimento local de instrumentos de TIC adequados culturalmente a cada região. É essencial considerar a sustentabilidade dessas estratégias, tanto em termos financeiros, como na criação de uma cultura de cidadania, através da educação e do lazer. As TIC podem implementar-se com êxito como resultado de um processo de capacitação da Comunidade; por outras palavras, quando de desenvolvem no âmbito de um processo sustentado de participação social.
Texto e imagem daqui

A Democracia e as TICs

Existe uma correlação entre Democracia e as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)?
Para responder a esta pergunta, faço levanto algumas questões adicionais com as quais espero responder a este desafio, levando em conta um contexto de 20 anos da queda do muro de Berlim, com exemplares Governos democráticos espalhados pelo mundo, mas também com novos e velhos regimes antidemocráticos e anacrónicos que buscam perpetuar-se, num mundo cada vez mais dependente das TIC.
Seguem as questões:
  1. A Democracia pode ser fortalecida pelas TIC? Pode acontecer o inverso?
  2. A internet é democrática?
  3. As TIC podem ajudar a eleger candidatos?
  4. Os telemóveis são ferramentas poderosas neste contexto?
  5. As TIC são uma solução para enfrentar governos autoritários?
Não tenho dúvidas que as TIC, abrangendo a internet, telefones móveis e uma infinidade de softwares gratuitos ou pagos, constituem-se em verdadeiros aliados da democracia e por conseguinte, inimigos dos regimes arbitrários, na medida em que difundem a informação e conhecimento. Por outro lado, não creio que a internet seja totalmente democrática. Como todos sabem o mundo virtual é regido pelo dinheiro como o mundo tradicional. Embora seja muito barato colocar informações na internet, para ser eficientemente encontrado tem que se pagar! Quem paga mais é mais facilmente encontrado! Uma das empresas mais valorizadas do mundo é a Google. Ela ganha muito dinheiro com o famoso “Google adwords”, desta forma, aqueles que querem ser encontrados destinam verbas para serem mostrados nas primeiras páginas de uma determinada busca.
Quando a verba acaba, simplesmente, este “anunciante” some, ou passa a ser mostrado várias paginas para a frente, de forma análoga ao logo do goooooooooooooooooooooooogle (num dos últimos “o”s da lista). Por conseguinte, no caso de eleições, o poder económico pode prevalecer, ajudando a eleger políticos inescrupulosos. Por outro lado, políticos com menos recursos, mas com mais criatividade, podem fazer a diferença numa eleição, como fez o Presidente Obama usando e abusando (no bom sentido) de SMS (que também não são baratos), emails, site, vídeos no Youtube etc.
Desta forma podemos afirmar que a internet é realmente democrática do ponto de vista da liberdade de expressão, mas não muito democrática do ponto de vista económico!
Obviamente, existem alguns países que restringem o conteúdo da internet, através de filtros e outros mais “pragmáticos” através da limitação do acesso dos seus cidadãos a computadores e a provedores da internet! Mas realmente estes últimos constituem-se em excepções. Não obstante, é muito preocupante que os seus métodos possam chegar a alguns dos nossos vizinhos, que já experimentam limitações à liberdade de expressão nas rádios e televisões. Nestes casos, acredito que, enquanto a internet não for censurada, as TICs de um modo geral são uma grande saída para difundir a informação e o protesto.
Por fim, não podemos esquecer que, como ferramenta, as TICs também podem ser usadas para o mal:
·        Instrumentalizando o controlo antidemocrático (como previu George Orwell no seu livro “1984”);
·       Difundindo conteúdo não democrático (como fazem terroristas fundamentalistas, neo-nazis, etc.;
·       Divulgando pornografia ilegal, ou
·       Viabilizando o crime cibernético, entre outros usos nefastos e antidemocráticos.
Ainda assim, podemos contar com as TICs na luta pela democracia!
Sergio Chamone, M.Sc. - Diretor-Presidente da Logical Systems, Sócio do Rotary do Rio de Janeiro.
Texto daqui – Imagem daqui

terça-feira, 6 de julho de 2010

7.000 visitas

7.000 visitas...
Já é alguma coisinha! 

Hoje chegamos às 7.000 visitas, somando novamente mais 1.000 em mais 3 semanas e no dia em que há transmissão de tarefas.
Um "Obrigado!" renovado a quem vai gostando do blogue, como ele é, entremeado de normas rotárias com textos, aparentemente não-ortodoxos, mas em contexto, que podem ajudar a interiorizar as raizes do movimento, que tem que ser uma forma de estar na vida, na nossa e na dos outros.

sábado, 26 de junho de 2010

Rotary e-Clubs, saiba mais

Quase um século depois de Paul Harris ter fundado o primeiro Rotary Club, um grupo de rotários de Colorado, Estados Unidos, fez história ao formar o primeiro Rotary Club nunca antes imaginado por seu fundador. Em 4 de Janeiro de 2002, o Rotary International admitiu oficialmente o primeiro Rotary Club baseado na Internet, o Rotary e-Club One do Distrito 5450. O Presidente Eleito do Rotary International, Bichai Rattakul, reconheceu o histórico e-club num evento no dia 18 de Janeiro de 2002, em Denver, Colorado, com a presença de mais de 600 rotários e em que muitos dos membros do e-club se conheceram pessoalmente pela primeira vez.
O primeiro Rotary Club virtual, cujo tema é “Dar de Si Antes de Pensar em Si na Internet”, é em muitos aspectos como um Rotary Club, contudo, apesar de não terem um horário e um local de reunião, o clube encontra-se na Internet, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
A ideia do e-club surgiu da necessidade de muitas pessoas que, por uma variedade de legítimas razões, não podem participar regularmente das reuniões dos Rotary Clubs, que se reúne semanalmente num espaço físico. Conforme diz o primeiro Presidente do e-club, John Minter, "A candidatura a sócio está aberta a indivíduos que não podem participar nas reuniões tradicionais, em função de viagens, ou em função de restrições do trabalho, ou porque residem a uma distância superior a 40 quilómetros de um Rotary Club tradicional, ou cuja mobilidade pessoal seja limitada".
Da mesma forma que nos clubes rotários tradicionais, nos e-clubs também é permitida a recuperação de faltas. Considera-se o site dos e-clubs como sendo o local da reunião dos seus sócios. Assim, com pequenas variações, os procedimentos para recuperação, normalmente, passam pela solicitação de o visitante ler algum texto (artigos, notícias, projectos, etc.) e escrever algum comentário sobre o mesmo. Feito isto, basta preencher um pequeno formulário e imprimir a recuperação.
Os e-clubes são sites recheados de informação rotária.
Veja uma lista destes e-clubs do Rotary e aproveite para fazer recuperação de faltas.
e-Clubs de Distritos
e-Clubs de Zonas Rotárias
Rotary eClub of Latin America (Zona 21 - 4200)
Rotary eClub of London Centenary - Londres (Zona 18 - 1120)
Rotary eClub of Norway - Zona 16
Rotary eClub of Southwest - Arizona (Zona 25 - 5510)
Rotary eClub of Tampa Bay - Flórida, Georgia, e Caribe (Zona 34)
Rotary eClub of Taiwan - Taiwan - Taiwan (Zona 4 - 3500)
Rotary eClub of Verkko Rotary - Finlândia (Zona 15  - 1420)
Rotary eClub of Zente-Hellenas - Grécia (Zona 10 - 2470)
Informação daqui

terça-feira, 22 de junho de 2010

Após ataques a Partidos, hackers invadem site da ONG “Voto Consciente” - No Brasil!!!

Ataque foi o primeiro desde a criação da organização não-governamental.
Após os ataques aos sites de partidos políticos, foi a vez da ONG “Voto Consciente” ser invadida por hackers na tarde desta segunda-feira (21). De acordo com uma das coordenadoras da entidade, Sonia Barbosa, esta foi a primeira invasão desde a criação da ONG, há 9 anos.
Desde o começo do ano, o PT, o DEM e o PMDB já tiveram os seus sites invadidos e, em alguns casos, ficaram fora do ar mais de um dia. Na ocasião, os responsáveis pelos portais das siglas confirmaram que os ataques aumentam em ano eleitoral.
Isto porque, o número de acessos a esses portais aumenta muito em ano de eleição. De acordo com especialistas, os partidos políticos e instituições que tenham o tema como foco devem reforçar a segurança dos seus sites, já que, na maioria dos casos, os internautas são os maiores prejudicados.
O movimento “Voto Consciente” foi uma das entidades responsáveis pela criação da proposta Ficha Limpa, que veta a candidatura de políticos com "ficha suja" na Justiça, e que neste mês se tornou lei.
Texto completo daqui
Foto daqui

segunda-feira, 14 de junho de 2010

6.000 visitas

6.000 visitas...
Ainda é pouco, mas melhor que 5.000!!! 
Ontem atingimos as 6.000 visitas, somando mais 1.000 em apenas 3 semanas. Mais uma vez "Obrigado!" a quem gosta do blogue, ou se vai habituando ao carácter do mesmo, mesmo tendo mais que fazer.

sábado, 22 de maio de 2010

5.000 visitas

5.000 visitas
É pouco, mas vale muito!!! 
Hoje atingimos as 5.000 visitas. Obrigado a quem nos segue ou acompanha, nos cinco continentes, na tentativa conjunta de encontrarmos um rumo, que sabemos não o encontraremos, mas continuaremos perseguindo-o até à utopia...
Imagem daqui

sábado, 2 de janeiro de 2010

«POR TODO O MUNDO EXISTEM PRISIONEIROS»




A maioria dos analistas - o ignaro cidadão, o erudito, o escriba e quantos de permeio -, exclui das suas conclusões a explosão demográfica do pós convulsão mundial. E tal omissão enviesa todo o pensamento e adensa injustificadamente o cepticismo. Porquanto os problemas não resolvidos em 1945 ganharam uma dimensão de escala humana mais que triplicada.
Desde os Campos Elísios a Darwin e cada vez mais, as pessoas celebram na rua a viragem do ano, um ritual pagão, cósmico, poucos dias depois de muitos interiorizarem o solstício na sua veneração às leis do universo. Para lá das libações há um gregarismo exultante, carnavalesco, a mimetizar todo um ano de pequenas e grandes privações, insucessos de grau díspar e sentimentos confusos.
Disse um dia à mãe do arquitecto e músico Miguel Ângelo, «que presciência abençoada a sua, pôr ao filho, futuro artista, o nome dum dos maiores cultores da arte da Humanidade!». Neste dobrar do ano – que não da década, como a generalidade da imprensa segue erroneamente, as décadas têm dez anos –, assisti à festa, musical e pirotécnica - em frente ao Hotel Baía, um dos ícones da Baía de Cascais, das mais belas do mundo -, com os Delfins e Miguel Ângelo a despedirem-se como grupo na sua terra. No que foi, creio, a maior afluência de gente à localidade num único dia. Foi soberba a festa em madrugada de chuva! «Por todo o mundo há prisioneiros», um dos muitos êxitos dos Delfins, foi particularmente bem recebido, entoado no luar esperançoso.
Esta canção, tenho para mim, assegurava o simbolismo mais ajustado à efeméride, o nascer do Dia Mundial da Paz, o último da primeira década do século 21. Ela representa uma verdade absoluta numa época civilizacional em que, muitos pensaram, convictos, podia bem ser já a do bem-estar.
Mais de dois terços da Humanidade está refém da pobreza, num ambiente de promíscua convivência com a doença, a ignorância e o ódio. Os Objectivos do Milénio das Nações Unidas carecem de nova Convenção e de maior consciencialização global. Os efeitos da descolonização mal resolvida, como a inglesa, perduram em todo o mundo, num grau que pouco tem a ver com os da de Portugal, Espanha, Holanda e França. Como se nada tivesse acontecido! As economias emergentes, como a chinesa, assentam numa escravatura incontável e indizível.
No mundo inteiro, a espada de Damocles dos radicalismos está suspensa sobre as nucas, espírito e corpo indefesos. Muitos dos supostos apologistas da paz falam de guerras salvíficas. Os países, os mais e os menos «avançados», não abdicaram em Copenhaga da produção com taxas de emissão de CO2, assaz venenosas para o planeta. Há teóricos a contradizerem a «calamidade» do efeito de estufa - a merecerem igualmente respeito -, como a do aumento de calor advindo do âmago da terra. Há ainda pensadores a julgarem este ritmo de poluição carbónica passível de coexistência e mais valias acrescidas com o investimento na emancipação do planeta na miséria e na iliteracia.
O logro de Bush e Tony Blair no Iraque produziu extremistas em volume superior ao das madrassas paquistanesas.
Muitos são os encarcerados dentro de si mesmos. O tráfico da alienação mental é ainda de moroso e duro controlo. O jugo psiquiátrico tem o seu cosmos igualmente submisso a vários mundos, o do preconceito a levar a palma aos sobrantes.
Neste Dia da Paz 2010, início do Ano Europeu Contra a Pobreza e a Exclusão, o primeiro discurso reformista estruturante vem dum intelectual influente, conservador, o Papa Bento XVI. É um apelo a ter em conta por todos nas soluções para o mundo, porque racional, assente nos princípios consagrados nas principais «magnas» Cartas da civilização, transversais, nomeadamente «o respeito pelos outros, a educação e a responsabilidade ecológica».
Poucos duvidarão muito, o fenómeno Obama, independentemente dos resultados imediatos, consubstancia um capital de alta expectativa dificilmente menorizável por algum incumprimento. O seu apelo está na boca de cada africano, asiático ou sul-americano lúcido e interventor.
Cerca de 60% dos Europeus escolarizados tem dificuldade em descodificar o mundo, mais de 10% dos norte-americanos não tinham até agora qualquer direito à saúde. O mais simbólico dos muros, o de Berlim, caiu por obra dos homens. Outros têm um epílogo não escrutinável, como o do Texas e Califórnia, o da Cisjordânia, os do Rio de Janeiro e Buenos Aires…, os da pobreza e da intolerância. A alfândega de Shelter Island abriu a 1 de Janeiro há 120 anos, ali esfriaram anseios de mais de doze milhões de emigrantes. Hoje é local de turismo na rota da Estátua da Liberdade.
O importante não está no extermínio dos ricos, qual delírio de Herodes, segundo São Mateus, na matança pela busca de Jesus, ou no holocausto siberiano, por um igualitarismo contra natura, e europeu, anti-semita, contra as minorias étnicas e pensantes, entre os anos 20 e 50 do século passado, replicado depois por Pol Pot, Suharto, Rachid, Karadzic e tutti quanti.
O importante está seguramente na erradicação da pobreza, transversal nas sociedades. A paz entre os povos é tangível, porventura mais célere que a dos espíritos.
Os apelos de Bento XVI e de Obama terão repercussão nos anos que aí vêm. Multiplicar-se-á o impacto das ONG empenhadas na consciencialização, na literacia, no desenvolvimento sustentável, na ecologia e na paz. Temos à porta o antídoto para alguns vírus. O investimento de fundações e mecenas generosos, como Bill Gates, em vacinas para o HIV e paludismo, terá um retorno civilizacional espantoso no curto prazo!
Não há soluções únicas, o mundo é diverso e exige diversidade de meios. As pessoas são diferentes. Só os direitos desde o nascer são iguais. As transferências de excedentes alimentares como as de tecnologia, criando emprego, e o recurso progressivo a energia não fóssil, substituirão o neocolonialismo intelectual dos nossos dias.
Henrique Pinto (Governador 2002/03 do Distrito 1970) - Do blogue: MEDICULT


Cartoon de Zélio (Alves Pinto), 1938. Pintor, jornalista, escritor, artista gráfico e professor mineiro. Editou o jornal Pasquim 21 e foi um dos fundadores do Salão de Piracicaba.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

blogomania


Blogues, Blogueres e Blogosfera

Síntese
Na dieta de novos media dos portugueses, os blogues são ainda um media de introdução recente e pouco difundido, embora em crescimento. No conjunto da população portuguesa, apenas 1/5 das pessoas sabem o que é um blogue. No conjunto dos internautas portugueses, apenas cerca de metade sabe o que é um blogue, 1/4 navega regularmente na blogosfera, e 1/7 criou o seu próprio blogue.

No que respeita à sua actividade de blogging (consulta, interacção e produção de conteúdos para blogues), os blogueres portugueses têm maioritariamente um perfil jovem (adolescente e jovem adulto), sendo este perfil mais acentuado entre os produtores de conteúdos de blogues, os quais são maioritariamente indivíduos do sexo masculino, estudantes do ensino secundário e superior; enquanto os blogueres-consumidores revelam um perfil mais heterogéneo, incluindo uma maior proporção de indivíduos adultos mas não idosos, um equilíbrio entre homens e mulheres, e graus de escolaridade mais elevados.

Na percepção dos blogueres portugueses, a blogosfera em geral não é dominada pela prática jornalística nem pela agenda dos mass media tradicionais. Em comum, os blogueres portugueses também partilham a ideia da forte segmentação temática da blogosfera.pt, e entre a pluralidade temática ambos canalizam as suas preferências para a leitura, interacção e produção de blogues relacionados com entretenimento (40%) seguido pelos lifelogs (entre 20% no caso dos blogueres-consumidores e 30% no caso dos blogueres-produtores).

Os restantes blogues temáticos surgem muito abaixo na hierarquia de preferência de ambos: blogues sobre comunicação e cultura 12%; temas polémicos da agenda noticiosa dos media tradicionais 11%; e uma vasta lista de blogues cobrindo temas políticos, profissionais, ambientais, saúde, desporto, informática, literatura, entre outros, que representam expressões iguais ou inferiores a 4% das preferências por tema). É ainda incipiente na percepção da generalidade dos blogueres portugueses a utilização do blogue para fins comerciais e profissionais.Um terceiro traço comum dos blogueres portugueses é a intensa interactividade que estabelecem com os blogues consultados (93% dos blogueres portugueses costuma habitualmente interagir com os blogues consultados). Um quarto traço comum, situa-se no facto de ambos assumirem como prática regular o cruzamento de fontes, cruzando as informações obtidas através dos blogues com outras fontes de informação.

Todavia, existem vários traços que diferenciam os blogueres-produtores dos blogueres-consumidores portugueses ao nível quer das práticas de blogging quer das percepções sobre a blogosfera.

Enquanto que na percepção dos blogueres-consumidores a vertente da agenda noticiosa dos mass media tem uma expressão muito significativa e marca notoriamente a blogosfera, encarando a blogosfera como uma extensão do espaço público dominante, construído e legitimado pelos mass media tradicionais; os blogueres-produtores encaram preferencialmente a blogosfera como um espaço composto por linkblogs e lifelogs (Ó Baoill 2004). Assim, os blogueres produtores de conteúdos distinguem-se pela sua forte percepção da blogosfera como um espaço duplamente habitado por blogues que se identificam e posicionam na esfera do discurso público alternativo, no qual pretendem afirmar-se como vozes complementares e alternativas ao discurso dominante aos mass media e que tendem a estabelecer-se como fórum sobre determinados temas e assuntos específicos, baseado num discurso de comentário informado e mobilizador, que atrai um vasto número de leitores, intervenientes e comentadores (linklogs); e por blogues eminentemente de carácter pessoal e privado construídos por autores cujo principal objectivo é manter-se em contacto com grupos de pessoas das suas redes sociais offline através de uma espécie de diário pessoal, ou motivado por um prazer de exposição pública da sua expressão pessoal e subjectiva (hobbies, gostos e interesses pessoais, etc), quase sempre baseado num discurso de tipo confessional (lifelogs).

Ainda em contraste, entre os blogueres-produtores sobressai de forma mais acentuada o reconhecimento da blogosfera como um mundo de vozes e autorias plurais, que se consome de forma intensa mas fluida como um contínuo entre modalidades de webjournalism, linklogs e lifelogs, e onde se entrecruzam agendas públicas e privadas. São, também, os blogueres-produtores que atribuem maior grau de credibilidade à informação veiculada nos blogues, o que seria expectável devido ao próprio investimento pessoal que lhe dedicam, e são aqueles que mais utilizam a Internet nas suas várias vertentes como meio de informação e meio de entretenimento, sendo consumidores mais intensivos e competentes de novos media quando comparados com os blogueres-consumidores. Contudo, não sendo a maioria dos blogueres-produtores portugueses profissionais acreditados pela indústria da opinião política veiculada pelos mass media, mas antes amadores que se dedicam à produção de conteúdos de blogues como mais um hobbie, as questões da visibilidade dos conteúdos não se colocam com a mesma acuidade na blogosfera como nos mass media, sendo para a generalidade dos produtores de conteúdos de blogues mais importante a participação e a partilha dos conteúdos baseados em fundamentos mais ou menos informativos, criativos ou divagações do foro pessoal do que a visibilidade mediática.

Por último, na relação entre os novos media e os media tradicionais, enquanto os blogueres-produtores apresentam dietas online mais diversificadas e intensivas e os blogueres-consumidores são mais intensivos nas duas dietas offline; a televisão surge para ambos como um denominador comum na estrutura dos consumos mediáticos que é um dos traços mais marcantes da própria sociedade portuguesa.

Antevisão - Estudo OberCom: Blogueres e Blogosfera.pt
Imagem daqui