No mês da Revista, da Comunicação, dos Media, talvez seja oportuno estarmos atentos às estratégias falaciosas, que servirão também para uma melhor análise do exercício dialéctico, para quem quiser fazê-lo.
Original: Stephen's Guide to the Logical Fallacies
As falácias lógicas são erros de raciocínio ou de argumentação, erros que podem ser reconhecidos e corrigidos por pensadores prudentes. Este ensaio lista e descreve todas as falácias lógicas conhecidas.
O propósito deste ensaio é assegurar que a informação sobre as falácias lógicas estará livremente disponível. Para assegurar que esta informação permaneça gratuitamente acessível, este ensaio e o seu conteúdo são protegidos por direitos autorais.
O ponto central de um argumento é expor razões que sirvam de suporte para alguma conclusão. Um argumento comete uma falácia quando as razões apresentadas, de fato, não sustentam a conclusão.
Como usar este Guia
As falácias estão agrupadas em categorias de quatro a seis falácias cada. Este agrupamento é um tanto quanto arbitrário e foi feito apenas por pura conveniência.
Cada falácia é descrita no seguinte formato:
Nome: o nome pelo qual a falácia é geralmente conhecida
Definição: a falácia é definida
Exemplos: são dados exemplos da falácia
Prova: os passos necessários para provar que foi cometida uma falácia
Nota: Por favor fique ciente que este guia está em construção e, portanto, não deve, de modo algum, ser tomado como completo.
· Apelo à Ignorância: conclui-se que uma proposição é falsa (ou verdadeira) porque não se sabe se é verdadeira (ou falsa)
· Pergunta Complexa: duas proposições são ligadas no que aparenta ser uma só pergunta.
· Apelo à Força: o ouvinte é persuadido a concordar pela força
· Apelo à Piedade: apela-se à compaixão ou simpatia do ouvinte
· Consequências: o ouvinte é prevenido contra consequências inaceitáveis
· Linguagem Preconceituosa: associam-se valores morais positivos à causa defendida pelo autor
· Apelo ao Povo: defende-se que uma proposição é verdadeira porque segundo a maioria da população ela é verdadeira
· (1) ataque ao carácter da pessoa
· (2) referem-se circunstâncias relativas à pessoa
· (3) invoca-se o fato da pessoa não praticar o que diz
· (1) a autoridade não é um perito no campo em questão
· (2) não há acordo entre os peritos do campo em questão
· (3) a autoridade não pode, por algum motivo ser levada a sério - porque estava brincando, estava bêbada, etc.
· Autoridade Anónima: a autoridade em questão não é declarada
· Estilo Sem Substância: sente-se que o modo como o argumento (ou o argumentador) é apresentado afecta a verdade da conclusão
· Generalização Precipitada: a amostra é demasiado pequena para apoiar uma generalização indutiva sobre o domínio em questão
· Amostra Não Representativa: a amostra não é representativa do domínio em questão
· Falsa Analogia: desprezam-se diferenças relevantes entre os objectos ou acontecimentos comparados
· Indução Preguiçosa: nega-se, apesar dos indícios favoráveis, a conclusão de um forte argumento indutivo
· Falácia de Omissão: não é considerada toda a informação relevante que devia pesar na conclusão de um forte argumento indutivo
· Inversa do Acidente generaliza-se o que apenas devia ser tomado como excepção
· Post Hoc: pelo facto de algo acontecer após outra coisa pensa-se que a coisa causa a algo em questão
· Efeito Conjunto: conclui-se que uma coisa é causa de outra coisa quando, de fato, ambas as coisas são o efeito conjunto de uma causa subjacente
· Insignificância: conclui-se que uma coisa é causa de algo, mas apesar de também o ser, é insignificante quando comparada com outras causas deste algo
· Direcção Errada ou Contramão: a relação entre causa e efeito é invertida
· Causa Complexa: a causa identificada é apenas uma parte da totalidade da causa do efeito
· Petição de Princípio: a verdade da conclusão já estava presumida nas premissas
· Conclusão Irrelevante: um argumento apresentado para defender uma conclusão prova, em vez disso, outra conclusão
· Espantalho: o autor ataca um argumento diferente (e/ou mais fraco) do que o melhor argumento do opositor
· Equívoco: o mesmo termo é usado em dois sentidos diferentes
· Composição: como os atributos das partes de um todo têm certa propriedade, argumenta-se que o todo tem esta propriedade
· Falácia dos Quatro Termos: um silogismo possui quatro termos
· Meio Não Distribuído: diz-se que duas categorias separadas estão ligadas porque elas compartilham uma propriedade em comum
· Ilícito Maior: o predicado da conclusão fala sobre a totalidade de algo mas as premissas mencionam apenas alguns casos do termo no predicado
· Ilícito Menor: o sujeito da conclusão fala sobre a totalidade de algo mas as premissas mencionam apenas alguns casos do termo no sujeito
Torcendo os Fatos: a evidência para o fenómeno que está sendo explicado é tendenciosa
· Profundidade Limitada: a teoria explicativa não apela a causas subjacentes
· Falta de Clareza: a definição é mais difícil de entender do que a palavra ou conceito que está sendo definido
· Condições Conflituantes: a definição é auto-contraditória
· Condicional ( se-então )












